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Atualizado em 20/08/2010 16:59:01
Foto: Divulgação
A plataforma Cidade São Vicente As PlataformasNos 100 mil quilômetros quadrados da Bacia de Campos, a Petrobras tem hoje 40 unidades de produção de petróleo, operando 546 poços, com uma produção média diária de 1 milhão 265 mil barris. Essas 40 unidades se dividem basicamente em três tipos de sistemas definitivos de produção: as plataformas fixas, as semi-submersíveis e os navios adaptados FPSO (da sigla em inglês para Floating, Production, Storage and Offloading, ou Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Escoamento).
Inicialmente os primeiros poços produziam para os chamados sistemas antecipados de produção, que utilizavam plataformas semi -submersíveis. As 14 plataformas fixas foram as responsáveis pelo início da saga da produção na Bacia de Campos nos assim chamados sistemas definitivos. Suas colunas são fixadas em profundidades em torno dos 100 metros, na parte rasa da bacia. Carapeba 1 e 3 e Pargo 1 e 2 têm a particularidade de serem plataformas duplas, instaladas sobre o mesmo conjunto de poços, ligadas por uma passarela. Uma unidade concentra os equipamentos para a produção enquanto a outra tem as instalações de hotelaria e administração dos poços. Todas as plataformas fixas têm árvores-de-natal (os equipamentos que controlam o fluxo nos poço) secas, isto é, acima da linha dágua. Como 75% das reservas de óleo brasileiras estão em água profundas (entre 400 e mil metros) e ultraprofundas (a partir de mil metros), a Petrobras é hoje a empresa que tem o maior número de sistemas flutuantes no mundo, as plataformas semi-submersíveis e os navios FPSO. Na Bacia de Campos há 16 plataformas semi-submersíveis. Para se manter no mesmo lugar, em profundidades superiores aos mil metros, elas contam com sofisticados sistemas de amarração, que incluem oito âncoras, num sistema desenvolvido no Brasil. Balançam como um navio, ao sabor das ondas, e têm árvores de natal molhadas, apoiadas sobre o solo marinho. Algumas têm capacidade para processar até 180 mil barris por dia. Há também hoje, na Bacia de Campos, nove navios FPSOs. Alguns são capazes de armazenar até 2 milhões de barris nos seus reservatórios, como a unidade P-32. Nesse caso específico, a P-32 não tem capacidade de produção, não tem nenhum poço ligado a ela. O "P" da sigra FSPO aí significa processamento (process, em inglês). Plataforma estratégica, a P-32 recebe e trata o óleo vindo de quatro plataformas semi-submersíveis, num total de 250 mil barris diários. Plataformas de Perfuração:
P-10 P-17 P-23 P-16
SS-37 SS-39 SS-40 SS-41 SS-43 SS-45 SS-46 SS-47
Plataformas de Produção
Petrobras
ESPF - P-07 - P-08 - P-09 - P-12 - P-15 - P-18 - P-19 - P-20 - P-25 - P-26 - P-27 - P-31 - P-33 - P-35 - P-37 - P-40 - FPBR - FPF - FPMLS - P-43 - P-48
PCE-1 - PCH-1 - PCH-2 - PCP-1 - PCP-2 - PGP-1 - PNA-1 - PNA-2 - PPG-1 - PPM-1 - PVM-1 - PVM-2 - PVM-3
SS-6
A seguir as plataformas em operação:
Tipos de PlataformasA seguir você conhecerá os tipos de plataformas utilizados pela Petrobras e seus conceitos:
Plataformas Fixas - Foram as primeiras unidades utilizadas. Têm sido as preferidas nos campos localizados em lâminas d`água de até 200m. Geralmente as plataformas fixas são constituídas de estruturas modulares de aço, instaladas no local de operação com estacas cravadas no fundo do mar. As plataformas fixas são projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração, estocagem de materiais, alojamento de pessoal, bem como todas as instalações necessárias para a produção dos poços. Plataformas Auto-eleváveis - Sãos constituídas basicamente de uma balsa equipada com estrutura de apoio, ou pernas, que, acionadas mecânica ou hidraulicamente, movimentam-se para baixo até atingirem o fundo do mar. Em seguida, inicia-se a elevação da plataforma acima do nível da água, a uma altura segura e fora da ação das ondas. Essas plataformas são móveis, sendo transportadas por rebocadores ou por propulsão própria. Destinam-se à perfuração de poços exploratórios na plataforma continental, em lâmina d`água que variam de 5 a 130m. Plataformas Semi-submersíveis - As plataformas semi-submersíveis são compostas de uma estrutura de um ou mais conveses, apoiada em flutuadores submersos. Uma unidade flutuante sofre movimentações devido à ação das ondas, correntes e ventos, com possibilidade de danificar os equipamentos a serem descidos no poço. Por isso, torna-se necessário que ela fique posicionada na superfície do mar, dentro de um círculo com raio de tolerância ditado pelos equipamentos de subsuperfície, operação esta a ser realizada em lamina d`água. Dois tipos de sistema são responsáveis pelo posicionamento da unidade flutuante: o sistema de ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico.O sistema de ancoragem é constituído de 8 a 12 âncoras e cabos e/ou correntes, atuando como molas que produzem esforços capazes de restaurar a posição do flutuante quando é modificada pela ação das ondas, ventos e correntes. No sistema de posicionamento dinâmico, não existe ligação física da plataforma com o fundo do mar, exceto a dos equipamentos de perfuração. Sensores acústicos determinam a deriva, e propulsores no casco acionados por computador restauram a posição da plataforma. As plataformas semi-submersíveis podem ou não ter propulsão própria. De qualquer forma, apresentam grande mobilidade, sendo as preferidas para a perfuração de poços exploratórios. Navios-sonda - Navio-sonda é um navio projetado para a perfuração de poços submarinos. Sua torre de perfuração localiza-se no centro do navio, onde uma abertura no casco permite a passagem da coluna de perfuração. O sistema de posicionamento do navio-sonda, composto por sensores acústicos, propulsores e computadores, anula os efeitos do vento, ondas e correntes que tendem a deslocar o navio de sua posição. Plataformas tipo FPSO - Os FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading) são navios com capacidade para processar e armazenar o petróleo, e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural. No convés do navio, é instalada um planta de processo para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços. Depois de separado da água e do gás, o petróleo é armazenado nos tanques do próprio navio, sendo transferido para um navio aliviador de tempos em tempos.O navio aliviador é um petroleiro que atraca na popa da FPSO para receber petróleo que foi armazenado em seus tanques e transportá-lo para terra. O gás comprimido é enviado para terra através de gasodutos e/ou re-injetado no reservatório. Os maiores FPSOs têm sua capacidade de processo em torno de 200 mil barris de petróleo por dia, com produção associada de gás de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos por dia. A LogísticaDo diesel que movimenta geradores a 60 milhões de litros de água potável, de toalhas limpas a bolas de futebol que animam os entardeceres, tudo vem do continente que -distante no mlnimo uma centena de quilômetros- não é sequer uma mancha no horizonte. A cada mês, são transportadas 210 mil toneladas de carga. Mas a complexa operação logística que dá vida à bacia transporta sobretudo pessoas: por helicóptero, são 38 mil por mês; por um veloz catamarã, construido especialmente para as condições de navegação da Bacia, são mais quatro mil.
Espalhados num raio de 100 mil quilômetros quadrados de mar azul, há 104 unidades tão distintas quanto plataformas de produção ou rebocadores, que ficam até 60 dias no mar.
Nenhuma é auto-suficiente nem mesmo em energia. O objetivo delas é extrair das águas " profundas da Bacia de Campos a auto-suficiência do Brasil em petróleo. Por isso, cada polegada de convés, cada quilo de aço visam buscar óleo a profundidades recordes e dar conforto e segurança aos homens que passam 14 dias embarcados, longe do carinho da famí- lia e das facilidades da terra firme. Cada uma dessas unidades é uma comunidade, onde há geração de energia, tratamento
de esgoto, necessidade de remédios. As plataformas têm todas as demandas de uma pequena cidade, isoladas no meio do mar, precisando de comida, por exemplo, a cada semana. Para apoiar cada uma dessas comunidades, a Petrobras controla uma esquadra de 95 embarcações e uma frota de 37 helicópteros. Cada um com cronograma próprio e missões que podem mudar tão rapidamente quanto os ventos que sopram no mar aberto. A carga pesada é transportada pelos 33 navios do tipo plataforma supply vessel, cargueiros que têm convés de até 600 metros quadrados. São os que têm a rotina mais previsível. Cada um deles faz o mesmo itinerário, duas vezes por semana. As cargas variam -numa semana, alguns milhões de litros de água a mais, noutra, em vez de uma ancora nova, vai um bote inflável que precisou de reparos ou um computador novo -mas as plataformas são sempre as mesmas. Com a repetição dos mesmos trajetos e das rotinas de atracação nos mesmos pontos, ganha-se agilidade e segurança.
No extremo oposto, estão as velozes sete lanchas com casco de alumínio, batizadas de "expressinhos". Com duas partidas diárias, às 14h e 23h, ali uma encomenda pode ser embar- cada até com poucas horas de antecedência. A complicada operação para garantir que o remédio necessário numa determinada plataforma não vá parar numa outra começa num terminal de computador em cada plataforma, onde é preenchido o documento único de carga. A maioria dos itens relacionados à atividade fim da Petrobras -a exploração de petróleo- se encontra estocada nos 200 mil metros quadrados do Parque de Tubos. É ali, nos grandes armazéns da Petrobras, a apenas 13 km do porto, que ficam estocados 42 mil itens. O valor total do estoque é de US$ 280 milhões, incluindo itens de custo unitário irrisório, como porcas e parafusos, e peças de mais de US$ 1,5 milhão, como a chamada árvore-de-natal molhada- que controla o fluxo dos poços submarinos.
No Parque de Tubos, uma equipe de 800 pessoas separa e embala cada item, colocando-os nos contêineres, endereçados a cada unidade. De lá seguem para o porto e, então, ganham o mar aberto. Todo mês, 18 mil solicitações são processadas pelo pessoal do Parque de Tubos. O caminho até o destino final é acompanhado 24 horas por dia através de conferências visuais, transmitidas por rádio. Cada contêiner recebe um chip eletrônico, associado a um código de barras. Antenas espalhadas pelo porto e pelo PT acompanham cada passo da carga, até a chegada às plataformas. O Porto de Imbetiba é o mais movimentado da indústria petrolífera no mundo. No Golfo do México ou no Mar Negro há uma movimentação total de cargas maior. Mas esses volumes são transportados por mais de uma empresa e por mais de um porto. Em Imbetiba o movimento acontece dia e noite. São 440 atracações em média por mês. Em 2000, eram transportadas em média 170 mil toneladas, a cada mês, Em 2001, foram 190 mil; em 2002 passou de 220 mil. Número que cresce ainda mais. A Petrobras não pára. Seguros Como PassárosSobre as águas da Bacia de Campos, os 37 helicópteros a serviço da Petrobras passaram 45.600 horas voando, em 2001. É como se cada um deles tivesse ficado 51dias voando sem parar. Para transportar 38 mi8l pessoas por mês, são necessários 40 vôos diários, a partir dos heliportos de Macaé e do Farol de São Tomé, construído pela empresa.
![]() Plataformas Fixas
Plataforma fixa - ponto-a-ponto
Conceito de Plataforma Fixa
Plataformas Flutuantes
Conceito de Plataforma Flutuante
Navio de Produção
Plataforma de Perfuração
A Certificação OffshoreA Petrobras é reconhecida pela qualidade de suas atividades No segmento da indústria de petróleo, operando sistemas offshore a experiência da Petrobras na Bacia de Campos tornou-se referência mundial em Sistema de Gestão Integrada de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Após a P-17 ter sido a primeira plataforma do mundo a receber simultaneamente certificação por ter atendido às normas das ISO 14000, BS 8800 e ISM CODE, em março de 1999, a Petrobras estendeu o mérito do sistema a todas as unidades offshore da Bacia de Campos e suas instalações de terra, em uma campanha que se estendeu até maio de 2000. As certificações das atividades são feitas por organismos externos, reconhecidos internacionalmente, com base nas normas internacionais ISO 14000, BS 8800 e IBM CODE. No caso da Petrobras, a entidade certificadora é a Bureau Veritas Quality International (BVQI).
Os Campos de Petróleo na Bacia de CAMPOS/RJ
Campo EspadarteO campo de Espadarte está localizado na Bacia de Campos, distando aproximadamente 110 Km do litoral, a profundidade deste campo varia de 750 a 1.500m. O bloco principal da concessão foi descoberto em 1994, através do poço RJS-409. O desenvolvimento do campo é efetuado através de 13 poços, sendo 8 produtores e 5 injetores, produzindo para um FPSO, que contempla ainda a produção da porção leste do campo de Marimbá. A produção iniciou-se em agosto de 2000 e o pico de produção em torno de 40.000 bpd se dará em 2006. O projeto tem financiamento externo do tipo "project finance", do qual também fazem parte os campos de Voador e Marimba.
Projeto Espadarte Fase II - área do poço RJS-409
FPSO Espadarte
FPSO Cidade do Rio de Janeiro
Campo Barracuda & CaratingaBarracuda O Campo de Barracuda foi descoberto em abril de 1989, através do poço 4-RJS-381. Está localizado na Bacia de Campos, distante aproximadamente 95 Km do litoral, sob lâmina dágua de 600 a 1.100 m e ocupando uma área de 233 km2. O Campo de Barracuda foi desenvolvido em etapas: Sistema Piloto (já desativado) e Sistema Definitivo. O início da produção do Campo ocorreu em setembro de 1997, com o poço 1-RJS-383, do Sistema Piloto, cuja Unidade Estacionária de Produção (UEP) foi do tipo Floating Production Storage and Offloading (FPSO) e era denominada P-34. O início de produção do Sistema Definitivo ocorreu em dezembro de 2004. Este Sistema consiste do FPSO (P-43), ancorado pelo sistema SMS (Spread Mooring System) em LDA de 800 metros. Tem capacidade nominal de processo de 150.000 barris de líquido por dia e compressão nominal de 6.000 MNm³/d de gás. Na P-43, onde estão interligados os poços injetores e produtores, é realizado o processamento e a estocagem do óleo para posterior alívio em tandem. O gás disponível para venda é comprimido e enviado para a plataforma PNA-1 no campo de Namorado, através de um gasoduto submarino misto (parte flexível e parte rígido) de 12 de diâmetro e cerca de 22 quilômetros de extensão. A partir da PNA-1, o gás incorpora-se ao Sistema de Escoamento de Gás da Bacia de Campos para as instalações em terra. O Sistema inclui um total de 34 poços, sendo 20 produtores e 14 injetores. Estão considerados neste total 8 poços do campo pertencentes ao Sistema Piloto. Está prevista a perfuração de mais 7 poços (4 produtores e 3 injetores) e aproveitamento de um poço existente como injetor, que compreendem o Desenvolvimento Complementar do Campo e ainda, 1 poço para adensamento de malha do Campo de Barracuda. Para suportar o projeto foi desenvolvida uma estrutura financeira do tipo Project Finance onde bancos e trading companies são responsáveis pelo aporte do capital a ser investido. Para tanto foi constituída uma companhia de propósito específico Special Purpose Company (SPC), cujo nome é Barracuda Caratinga Leasing Company (BCLC), Para a execução do Projeto, a SPC assinou um contrato de engenharia, suprimento e construção (Engineering, Procurement and Construction - EPC) com a Kellogg Brown and Root (KBR), que foi responsável por todos os serviços de implantação. A PETROBRAS foi subcontratada para a execução dos poços. Caratinga O Campo de Caratinga foi descoberto em fevereiro de 1994, através do poço 1-RJS-491. Está localizado na Bacia de Campos, distante aproximadamente 100 Km do litoral, sob lâmina dágua de 850 a 1.350 m e ocupando uma área de 261 km2. O Campo de Caratinga foi desenvolvido em etapas: Sistema Piloto (já desativado) e Sistema Definitivo. O início da produção do Campo ocorreu em novembro de 1997, com o poço 1-RJS-491, do Sistema Piloto, o mesmo do campo de Barracuda. O início de produção do Sistema Definitivo ocorreu em fevereiro de 2005. Este Sistema consiste do FPSO (P-48), ancorado pelo sistema SMS (Spread Mooring System) em LDA de 1040 metros. Tem capacidade nominal de processo de 150.000 barris de líquido por dia e compressão nominal de 6.000 MNm³/d de gás. Na P-48, onde estão interligados os poços injetores e produtores, é realizado o processamento e a estocagem do óleo para posterior alívio em tandem. O gás disponível para venda é comprimido e enviado para a plataforma PNA-1 no campo de Namorado, através do mesmo gasoduto do campo de Barracuda. O Sistema inclui atualmente um total de 21 poços, sendo 13 produtores, incluindo 1 poço adicional de adensamento de malha a partir de setembro de 2006 e 8 injetores. Esta prevista ainda a perfuração de mais 2 poços produtores para adensamento de malha. A mesma estrutura financeira e contrato de engenharia desenvolvidos para implantar o Sistema Definitivo de Barracuda, foram utilizados em Caratinga.
Barracuda
Caratinga
Campo de MarlinO Campo de Marlim foi descoberto em janeiro de 1985, através do poço RJS219A. Está localizado na Bacia de Campos, distante aproximadamente 110 Km do litoral do Rio de Janeiro. Devido ao vulto e à complexidade do projeto, o desenvolvimento deste campo foi planejado em 5 módulos com sete unidades de produção (quatro do tipo plataforma SS "semi-submersível" - e 3 do tipo FPSO "Floating, Production, Storage and Offloading") e 1 unidade de tratamento e estocagem (do tipo FSO "Floating, Storage and Offloading"). A coleta do óleo dos poços até as unidades de produção é feita através linhas/risers flexíveis e manifolds. O desenvolvimento definitivo do campo iniciou-se pelo Módulo um, com a instalação da plataforma P-18 em maio de 1994. O pico de produção de óleo foi de 586.315 bpd em 2002, com a implantação do Módulo cinco (FPSO P-37). O óleo de Marlim é tratado nas suas unidades, e transferido para navios-aliviadores que transportam a produção do campo para o continente. Todo o gás produzido associado ao óleo é comprimido nas plataformas/FPSOs e escoado para o continente através da infraestrutura de gasodutos da Bacia de Campos. Em 2005 será instalado mais um FSO com a planta (P-47). Essa unidade além de ampliar a capacidade de tratamento de óleo de Marlim, irá especificar esse fluido no padrão internacional para exportação.
5 Módulos em desenvolvimento
Campo de Marlin SulO Campo de Marlim Sul, descoberto em novembro de 1987 através do poço RJS-382, está situado a cerca de 120 km do litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, sob profundidade dágua de 850 a 2400 m e ocupando uma área de aproximadamente 600 km2 (Fig. 1).
Inicialmente foi implantada a denominada Fase Piloto, destinada a coletar informações dos reservatórios e testar tecnologias de operações em poços em águas profundas, subsidiando o desenho das fases subseqüentes do campo. A concepção atual de desenvolvimento do campo abrange quatro etapas de produção, denominadas Módulos 1, 2, 3 e 4 (Fig. 2).
Em 30 de abril de 1994 iniciou-se a produção do campo com o poço 3-MRL-4-RJS, interligado à plataforma PETROBRAS-20, situada no campo de Marlim. Atualmente esse poço produz para a plataforma PETROBRAS-40, do campo de Marlim Sul. Ainda em caráter piloto, em 04 de agosto de 1997, foi colocado em produção o poço 6-MLS-3B-RJS na área do Módulo 3, conectado a um navio do tipo Floating Production Storage and Offloading (FPSO), o FPSO-II, ancorado em lâmina dágua de 1.430 metros. Sua produção foi encerrada em outubro de 1998, após o término da campanha de coleta de dados. Posteriormente, o FPSO II foi deslocado para a área do Módulo 2, iniciando o Projeto Piloto de Produção deste módulo, com a entrada em produção do poço 3-MLS-2-RJS, em novembro de 1999, e do poço 4-RJS-442, em dezembro de 2000. Em dezembro de 2001, esta fase foi encerrada com o fechamento desses poços e a desmobilização do FPSO II. Em 16 de dezembro de 2001, entrou em a operação a plataforma PETROBRAS-40 (P-40), com o início da produção do poço 7-MLS-10HPB-RJS, na área do Módulo 1. O Módulo 1 compreende a produção de poços diretamente para a plataforma semi-submersível P-40, em lâmina dágua de 1.080 metros. O óleo produzido, após sofrer tratamento na P-40, é transferido para um navio do tipo Floating Storage and Offloading (FSO), denominado PETROBRAS-38 (P-38), ancorado em lâmina dágua de 1.020 metros. O óleo armazenado na P-38 é transferido, periodicamente, para navios aliviadores, para transporte até os terminais no continente. O gás produzido é comprimido na P-40 e escoado para a Plataforma de Namorado-1 (PNA-1), no Campo de Namorado, se incorporando, a partir deste ponto, à malha de gasodutos da Bacia de Campos. A P-40 possui em operação 21 poços, sendo 13 produtores e 8 injetores. Devido à alta produtividade e injetividade dos poços da P-40, foi concebido e viabilizado um Projeto de Desenvolvimento Complementar do Módulo 1. Este projeto contemplou a plataforma FPSO-Marlim Sul (FPSO-MLS), afretada, que foi ancorada próxima à P-40, em lâmina dágua de 1.180 metros. O óleo armazenado no FPSO-MLS é transferido, periodicamente, para navios aliviadores, para transporte até os terminais no continente. O gás produzido é comprimido e escoado para a P-40. O FPSO-MLS possui 11 poços em operação, sendo 6 produtores e 5 injetores. Encontra-se em fase de construção um poço injetor que entrará em operação no FPSO-MLS em 2006. Ainda dentro do escopo do Módulo 1, estão em operação 1 poço produtor e 1 injetor interligados à plataforma PETROBRAS-37 (P-37) e 1 produtor e 1 injetor interligados à Plataforma PETROBRAS-26 (P-26). As plataformas P-26 e P37 fazem parte do campo de Marlim. Com isso, a malha de drenagem para o Módulo 1 totalizará 37 poços, sendo 22 produtores e 15 injetores. O Módulo 2 de Marlim Sul encontra-se em fase de implantação. Este Módulo compreende a instalação de uma unidade de produção designada de PETROBRAS-51 (P-51), em lâmina dágua de 1.255 metros. O escoamento do óleo será realizado por oleodutos ligados às Plataformas P-38, FPSO-MLS e a uma plataforma fixa, a ser instalada em águas rasas, a Plataforma de Rebombeio Autônoma-1 (PRA-1). O gás produzido será enviado para a Plataforma P-40 e para o PLEM (Pipeline End Manifold) de Barracuda. O início de operação da P-51 está previsto para fevereiro de 2008. O Projeto de Desenvolvimento da Produção do Módulo 3 de Marlim Sul contempla a interligação de 22 poços (11 produtores e 11 injetores) à plataforma Petrobras 56 (P-56) do tipo semi-submersível, com capacidade de processamento de 100 mil bopd, compressão de 6.000 mil Nm³/dia de gás e injeção de 45.000 m³/dia de água. Um oleoduto escoará o óleo para a plataforma Petrobras 38 (P-38) e um gasoduto exportará o gás para a plataforma Petrobras 51 (P-51), em lâmina dágua de 1650 metros. Seu EVTE básico foi aprovado em setembro de 2007 e o primeiro óleo está previsto para dezembro de 2010. O Módulos 4, que atualmente se encontra em fase de estudos de reservatórios, compreenderá a explotação do restante do campo, que possui um óleo mais pesado e depende de novas tecnologias, e estão situados em lâminas dágua superiores a 1.500 metros.
Campo Marlim LesteDesenvolvimento do Campo Marlim Leste O campo de Marlim Leste foi descoberto em janeiro de 1987 através do poço RJS-359, em lâmina dágua de 1.251m e distando aproximadamente 120 Km do litoral. O desenvolvimento do campo começou com uma Fase Piloto de produção, através da completação e interligação do poços 1-RJS-359 à plataforma P-26 do campo de Marlim, entre abril de 2000 e junho de 2002, para a obtenção de informações de reservatório e escoamento. Para o desenvolvimento complementar do campo é prevista a instalação de um navio de produção (FPU) - P-53 - e a perfuração e interligação individual através de dutos flexíveis à FPU de 14 poços produtores e 8 poços injetores de água. Este sistema tem seu início de produção previsto para 2008. Após separação e pré-tratamento, o óleo produzido será escoado via oleodutos e plataforma de rebombeio (PRA-1) para a terra. O gás será exportado para P-26, no Campo de Marlim.
Campo de AlbacoraO campo de Albacora compreende uma área de 455 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em profundidade dágua variando de 150 m a 1100 m, distando cerca de 110 km do cabo de São Tomé, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro.
O pico de produção do Campo de Albacora ocorreu em dezembro de 1998 com a produção média de 199.800 boe/d. O início da produção aconteceu em outubro de 1987, com o poço 1-RJS-297 produzindo do reservatório Namorado. Este e mais cinco poços integraram a denominada Fase I de exploração do campo. Os poços produziam por manifold (MSP-1) para o navio de processamento P. P. Moraes. Os principais objetivos desta Fase eram a antecipação de produção e a coleta de dados de produção e de reservatórios visando auxiliar na continuidade exploratória do campo. Posteriormente, em 1989, com a instalação de mais um manifold de produção foi possível interligar mais seis poços, sendo cinco no Arenito Marlim e um no Arenito Namorado, dando início a Fase IA que foi concluída em 1993, com a substituição do P.P. Moraes pela plataforma P-24 e a interligação de mais dois poços produtores no Arenito Marlim e um no Namorado. A Fase IIA compreendeu o desenvolvimento complementar da área norte do reservatório Marlim para a plataforma de produção P-25, o início da produção ocorreu em setembro de 1996 com 3 poços. Até o final de 1997 entraram em produção mais 25 poços. A Fase II B compreendeu o início da operação do FPSO P-31. Após o remanejamento dos poços produtores para a P-31, a P-24 encerrou a produção em 31/12/2000, ficando o campo produzindo apenas pelas plataformas P-25 e FPSO P-31. A entrada em produção do poço 9-AB-65-RJS, em maio de 2002, para a P-25, e do poço 9-AB-66-RJS, em setembro de 2003, para a P-31, marcaram o início de uma nova fase de desenvolvimento do Campo de Albacora. Foram então criados mais dois projetos, o BC0107 para interligar 3 poços satélites à P-25, aproveitando as facilidades de produção já existentes, com pico de produção de 31.100 bpd de óleo em agosto de 2004 e o BC0105 para interligar um poço à P-25 (com pico de produção de 3535 bpd em novembro de 2003) e um poço à P-31 (com pico de produção de 1565 bpd em setembro de 2006). Encontra-se na fase de execução o projeto BC1213, com os poços produtores de óleo 7-ABL-71HP-RJS e 7-AB-89HP-RJS e o poço auto-injetor 8-AB-90-RJS em operação, prevê a perfuração e a completação de mais 8 poços produtores de óleo e 8 poços injetores de água interligados à P-25 e à P-31. Seu pico de produção será de 52.401 bpd em 2010. Encontra-se na fase de identificação das oportunidades o BC1927, com início previsto para 2011. Escopo inicial são 3 poços autoinjetores, 04 poços com desvios horizontais, 04 poços produtores. Seu pico de produção será de 21.205 bpd em 2014. O escoamento da produção de óleo é feito para navios aliviadores. O gás é comprimido para o continente através de gasoduto que passa pela Plataforma de Garoupa (PGP-1). Atualmente temos:
Campo de Albacora LesteDesenvolvimento do Campo de Albacora Leste O Campo de Albacora Leste foi descoberto em março de 1986, através do poço RJS342A, e está localizado na Bacia de Campos distante aproximadamente 120 Km do litoral. O Desenvolvimento do Campo está previsto para ocorrer em Fase única. Uma unidade flutuante de produção, do tipo FPSO (P-50), foi instalada no campo e a produção se iniciou em abril de 2006. O arranjo submarino consiste de 32 poços (17 produtores e 15 injetores) interligados através de linhas flexíveis à plataforma de produção P-50, onde o óleo será tratado e posteriormente transferido para navios aliviadores que o transportarão para o continente. O projeto é desenvolvido em parceria com a Repsol-YPF.
Em desenvolvimento:
Campo petrolífero de RoncadorO Campo de Roncador, localizado na área norte da Bacia de Campos, a cerca de 125 km do Cabo de São Tomé, foi descoberto em outubro de 1996, com a perfuração do poço 1-RJS-436A. O Campo de Roncador possui uma área de 111 km² e está sob uma lâmina dágua (LDA) que varia de 1.500 a 1.900 metros. Devido à extensão de sua área e ao grande volume de hidrocarbonetos existente, o desenvolvimento da produção de Roncador foi planejado para ocorrer em módulos, num total de 4. O óleo de cada um desses módulos possui diferentes densidades, distribuídas da seguinte forma: Módulo 1A - 28º a 31º API
A produção do campo teve início em 23 de janeiro de 1999, quando o navio de produção de posicionamento dinâmico (DP FPSO) SEILLEAN foi interligado ao poço 1-RJS-436A por um sistema pioneiro de completação submarina, que representou, à época, recorde mundial de lâmina dágua: 1.853m. Em março de 2001 esse sistema piloto de produção foi transferido para poço 9-RO-20-RJS, localizado no Módulo 3 de Roncador, onde permaneceu até maio de 2002, produzindo cerca de 15.000 bpd. Em maio de 2000 entrou em operação o Sistema de Produção do Módulo 1 de Roncador. Composto pela unidade de produção semi-submersível (SS) P-36 e pelo navio de estocagem (FSO) P-47, esse sistema foi projetado para ter um total de 28 poços, sendo 21 produtores e 7 injetores de água. As inovações tecnológicas aplicadas pela Petrobras na implantação do Sistema Piloto de Roncador e no Sistema de Produção do Módulo 1 renderam à companhia o Distinguished Achievement Award da OTC 2001. Após o acidente com a plataforma P-36, em 15 de março de 2001, que resultou no seu afundamento 4 dias depois, a concepção de desenvolvimento de Roncador foi revista e o Módulo 1 foi rebatizado como Módulo 1A, passando a ser dividido em 2 fases. A Fase 1, concebida como uma solução de curto prazo para a retomada da produção do campo, foi composta inicialmente por 8 poços produtores, além do poço produtor RO-42, do Módulo 2 , e 3 injetores interligados a uma unidade de produção do tipo FPSO. Esse FPSO, denominado FPSO-BRASIL, foi afretado à empresa SBM - Single Buoy Moorings Inc. e convertido em tempo recorde, tendo retomado a produção dos poços que estavam interligados à P-36 em 8 de dezembro de 2002, menos de 20 meses após o acidente ocorrido com a plataforma, com as seguintes características:
Atualmente o projeto da Fase 1 do Módulo 1A de Roncador é composto por 7 poços produtores, sendo 6 do Módulo 1A e 1 do Módulo 2, todos com suas linhas de produção de óleo conectadas diretamente ao FPSO-BRASIL, e 4 deles com suas linhas de gas-lift conectadas a um manifold submarino de gas-lift (MSGL-RO-01). Esse equipamento apresenta a vantagem de diminuir a carga sobre o FPSO ao permitir que apenas uma linha de injeção de gás possa ser ramificada para atender a mais de um poço, além de possibilitar, de subsuperfície, o comando eletro-hidráulico das válvulas de cada poço individualmente, a partir de sistemas de controle instalados diretamente no manifold. A injeção de água é feita através de dois poços satélites, também interligados ao FPSO-Brasil. O óleo produzido é armazenado no FPSO e, periodicamente, é transferido para um navio aliviador. Um gasoduto escoa o gás para o continente, através das Plataformas de Namorado 1 (PNA-1) ou Garoupa (PGP-1). O FPSO BRASIL permanecerá em Roncador até 2012, quando então será feito o remanejamento de seus poços para a unidade de produção da Fase 2 do Módulo 1A, com exceção de dois deles, que devem ser remanejados no final de 2008: RO-17 para P-52 (Módulo 1A - Fase 2) e RO-50 para P-54 (Módulo 2). A Fase 2, etapa de conclusão do Módulo 1A, entrou em produção em 23/novembro/2007 e compreende a utilização de uma unidade do tipo semi-submersível (SS), denominada P-52, com as seguintes características:
Vinte e nove poços serão interligados à plataforma, sendo 18 produtores e 11 injetores de água. A exportação de óleo da P-52 é feita através de dutos submarinos a serem interligados a uma plataforma fixa situada em águas rasas, denominada Plataforma de Rebombeio Autônomo (PRA-1). O gás é exportado para o continente através das Plataformas de Namorado 1 (PNA-1) ou Garoupa (PGP-1). A P-52 permanecerá em operação até o final da vida produtiva do campo de Roncador. O Módulo 2 consiste na utilização de uma embarcação do tipo FPSO, denominada P-54, que iniciou a produção em 12/dezembro/2007, com as seguintes características:
Dezessete poços serão interligados à plataforma, sendo 11 produtores e 6 injetores de água. O escoamento do óleo é feito em tandem, através de um navio aliviador, enquanto o gás será escoado através das Plataformas de Namorado 1 (PNA-1) ou Garoupa (PGP-1). O Módulo 3 consistirá de uma embarcação tipo semi-submersível (SS), denominada P-55, que iniciará sua produção no ano de 2013, com as seguintes características: Capacidade de processamento de óleo 180.000 bpd O escoamento do óleo será realizado através de 2 oleodutos, um direcionado à Plataforma de Rebombeio Autônomo (PRA-1) e o segundo direcionado para a P-54. Já o gás será exportado por um gasoduto que seguirá para PGP-1/PNA-1. O Módulo 4 de Roncador encontra-se atualmente em fase de elaboração de EVTE Conceitual. O projeto consistirá em uma embarcação tipo FPSO, denominada P-62, que iniciará sua produção em 2012. Estará ancorado em LDA de 1.800 m e terá capacidade de processamento para 180.000 bpd de óleo. Serão interligados dezesseis poços, sendo 10 produtores e 6 injetores. A Petrobras, segundo estimativa realizada em janeiro de 2008, esperava atingir em dezembro/2008 uma produção de óleo de 380.000 bpd em Roncador, projetando pico de produção para 2014, onde espera ultrapassar a marca dos 480.000 barris/dia de produção. Em resumo:
A Localização da Bacia de CamposA área sedimentar conhecida pelo nome de Bacia de Campos tem cerca de 100 mil quilômetros quadrados e se estende do Espírito Santo (próximo a Vitória) até Cabo Frio, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Em terra, os limites da bacia podem ser definidos pelos morros que a cercam.
A Bacia de CamposA aventura da produção de petróleo na mais rica bacia petrolífera do País já nasceu sob a marca da inventividade e do arrojo. Diante das pressões externas do dólar e do preço do barril, não havia tempo para fincar colunas a 123 metros de lâmina dágua. Plataformas flutuantes, que até então só serviam para perfurar poços, foram adaptadas para extrair petróleo. Era preciso produzir rápido, era preciso mostrar para os brasileiros e para o mundo que o futuro estava embaixo dágua. Sete anos depois, em 1984, sete plataformas tinham suas bases solidamente plantadas no fundo da bacia. Mas não houve tempo para comemorar. Um novo desafio batia à porta do alojamento de cada empregado da Petrobras. Era necessário quebrar recordes mundiais, sucessivamente. Era preciso produzir, em 1984, a 383 metros; em 1992, a 781 metros e, em 2000, a 1.877 metros, recorde até hoje. Até 2007, a incrível soma de US$ 17,6 bilhões será investida na Bacia de Campos. O objetivo não é apenas continuar o mergulho vertiginoso até os 3.000 metros. Essa façanha será alcançada, mas com a calma e a segurança da empresa detentora de dois prêmios da Offshore Technology Conference -o Oscar da indústria petrolífera. O maior desafio, hoje, não é mais domar os caprichos da natureza, que teima em esconder o óleo brasileiro em profundidades onde o homem jamais foi. O desafio hoje tem as cores das bandeiras das multinacionais já fincadas na Bacia de Campos. A empresa precisa produzir com mais agilidade e mais rentabilidade que elas. Mas a Petrobras tem ao seu lado a inventividade do brasileiro, o saber acumulado em 26 anos de exploração em águas profundas e tem também a maior estrutura logística já montada por uma única empresa, num mesmo campo petrolífero. São 4.200 quilômetros de dutos sub-marinos, ligados a 546 poços. Na superfície, é Incessante o vaivêm de 94 navios e de quase 40 vôos. Mas a Petrobras e a Bacia de Campos não crescem sózinhas. O frenesi no mar-aberto é acompanhado pelo desenvolvimento acelerado no continente. Apenas em 2001, foram recolhidos R$ 3,4 bilhões na forma de impostos e royalties. No Estado do Rio, 60 municípios foram beneficiados com participações especiais nos royalties. Investir na educação e na formação de mão-de-obra qualificada também é compromisso da empresa. Na Bacia de Campos, a empresa emprega diretamente 35 mil pessoas, número que triplica quando são considerados os postos de trabalho criados indiretamente. Com a construção do LENEP - Laboratório de Exploração e Produção de Petróleo da Universidade Estadual do Norte Fluminense, a Petrobras trouxe para a região professores que estão formando a mão-de-obra do futuro. O objetivo maior, é criar um pólo de excelência composto não só pela Petrobras, mas também por todas empresas prestadoras de serviços e todos os municípios diretamente ligados a empresa. São condições extremamente favoráveis, com uma indústria crescente e uma boa infra-estrutura de ensino, que resultou numa escolaridade superior a média do País.
Intuição de pioneiro abriu caminhos em águas profundas"Um visionário, um descobridor de caminhos". Talvez sejam essas as definições que mais se ajustem à trajetória de vida de Carlos Walter Marinho Campos, um pioneiro da exploração de petróleo no Brasil. Não é por acaso que elas estão apostas em um grande painel no memorial em homenagem ao geólogo, na sede da Unidade de Negócios da Bacia de Campos, em Imbetiba, Macaé.
Durante quase três décadas, Marinho Campos dedicou-se a campanhas exploratórias em toda a plataforma continental, formou uma geração de geológos de petróleo e foi um obstinado defensor da capacitação tecnológica brasileira em águas profundas. O Memorial CarlosWalter Marinho Campos homenageia o pioneiro da exploração de petróleo no Brasil O Perfil da Bacia de CamposO crescimento registrado nesses anos de produção da Bacia de Campos, permite que ela possa ser comparada a uma cidade com população em torno de 40 mil pessoas. Esses habitantes, muitos dos quais se revezam em 14 dias de trabalho confinado, dividem-se por 64 plataformas de perfuração e produção, garantindo uma produção de 1 milhão 250 mil barris de petróleo por dia, e 17 milhões de metros cúbicos de gás natural também por dia. A produção de petróleo da Bacia de Campos equivale à de alguns países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). A Petrobras tem 39 campos de petróleo na Bacia de Campos, que garantem mais de 80% da produção nacional. Esses campos, batizados com nomes de peixes da costa fluminense, contêm reservas de óleo equivalente da ordem de 9,7 bilhões de barris. Eles se espalham por uma área de 115 mil quilômetros quadrados, em profundidade dágua de até 3.400 metros. Além das plataformas e navios, a complexa rede de produção e escoamento da Bacia de Campos compreende cerca de 4.200 quilômetros de dutos submarinos. Parte da produção é escoada por dutovias, desde as plataformas até o terminal de Cabiúnas, próximo de Macaé, e daí até as refinarias de Duque de Caxias (Reduc) no Rio de Janeiro e Gabriel Passos (Regap) em Minas Gerais. O restante da produção é transferida por navios para os teminais de Madre de Deus (BA), de Ilha Grande (RJ), de São Sebastião (SP), de São Francisco do Sul (SC) e Tramandaí (RS). A trajetória de sucesso da Bacia de Campos deverá prosseguir por muitos anos. Mais do que uma cidade, ela se transformou nos últimos anos, em uma gigantesca indústria onde são utilizadas e aperfeiçoadas as tecnologias de produção de petróleo em águas profundas, que conduziram o Brasil à liderança mundial nessa área e servem de referência às maiores empresas internacionais do setor. Essa vocação se amplia com as novas descobertas na região e os projetos e encomendas de novas plataformas. No planejamento da Petrobras para o período 2003-2007, for prevista a entrada de 10 novas plataformas nos campos descobertos em águas profundas. Além da geração de empregos diretos e indiretos e da contribuição compulsória representada pelo recolhimento de impostos, taxas e pagamentos de royalties, - somente estes em torno de R$ 2 bilhões e 500 milhões no ano de 2002 - em benefício da União, estados e municípios, a Petrobras está presente na área de influência da Bacia de Campos através de diversos projetos sócio-comunitários, culturais, ambientais e de infra-estrutura. Os programas da Petrobras para a região da Bacia de Campos abrangem os setores educacional, cultural, esportivo e de preservação ambiental. Entre outros, destacam-se: Plantando o Futuro (educação agrícola-ambiental com plantio de hortas nas escolas). Programa de Criança (iniciação esportiva, cultural, recreativa e assistência de saúde na rede pública de ensino). Programa de Leitura ( bibliotecas volantes). Projeto Sentrinho (apoio a portadores de distúrbios neurológicos). Projeto Tamar (preservação de tartarugas marinhas). Ecolagoas (estudo e monitoramento das lagoas do Norte Fluminense). Reciclar (reciclagem de resíduos com lucros revertidos através de cestas básicas para a comunidade) e diversos projetos de desenvolvimento da infra-estrutura regional de apoio a entidades.
O nome dos campos de petróleoEnchova, Marlim Sul, Barracuda, Badejo etc, são nomes que fazem parte do dia-a-dia dos trabalhadores da Petrobras. Estes, e muitos outros seres submarinos, emprestam seus nomes aos campos de petróleo da plataforma continental brasileira. Mas como essa história começou? É no mar que a Petrobras concentra seus maiores êxitos na exploração de petróleo e, foi em 1968, com a perfuração do primeiro poço na costa do Sergipe, que surgiu o primeiro campo de petróleo com nome de peixe: o Guaricema. A escolha do nome foi do geólogo José Carlos Braga, que se inspirou no livro "Os peixes do Brasil". A partir desta data, todos os campos da plataforma continental passavam a ser batizados com nomes de peixes. As descobertas continuaram e, no final de 1969, foi a vez de Cioba. Logo vieram Dourado, Camorim, Tigre, Arraia e Robalo, este último em 1973. As descobertas ainda eram modestas e os nomes eram escolhidos sem muito critério. Somente a partir de 1973 foram desenvolvidas normas para a escolha dos nomes dos campos. Deveria ser de um peixe brasileiro comum na região da descoberta. Outra determinação era evitar peixes com nomes vulgares. Tantas descobertas de campos de petróleo, geraram escassez de nomes de peixes, o que levou a Petrobras a escolher seres marinhos para o batizar seus campos. Assim nasceram Estrela do Mar, Caravela, Coral, Tartaruga, Cachalote, Jubarte, Baleia Franca, entre outros. Veja a galeria com as imagens e informações sobre alguns peixes e seres marinhos, que dão nome aos campos explorados pela Petrobras.
Porque CamposDa mesma forma que as cidades, os sítios geológicos - no caso, as bacias sedimentares - recebem nomes de acidentes geográficos ou cidades próximas. Este procedimento é seguido internacionalmente e regido pelo "Código de Nomenclatura Estratigráfica", adotado pelos geólogos. Assim foi batizada a Bacia de Campos, como o foram as de Pelotas, Santos, Foz do Amazonas, Recôncavo Baiano e outras. Curiosamente, no caso de Campos, a cidade devolveu a um acidente geográfico o nome que recebeu em razão dos campos formados pelos sedimentos acumulados em milhões de anos.
Como Surgiu a Bacia de CamposHá cerca de 100 milhões de anos, a separação dos continentes sul-americano e africano começou a definir os limites atuais da costa brasileira. Como resultado desse afastamento, surgiu uma grande bacia, denominada Bacia Atlântica, que ainda hoje continua se expandindo a uma taxa de, aproximadamente, dois centímetros por ano. No início da separação, formaram-se, localmente, junto ao limite dos novos continentes, bacias sedimentares, como as de Pelotas, Campos e Espírito Santo (no lado oriental do Brasil) e Cuanza, Gabão e Cabinda (no lado ocidental da África), entre outras. Nos milhões de anos seguintes, as variações climáticas, os movimentos da crosta terrestre e outros eventos locais provocaram rebaixamentos ou elevações no nível do mar, alterando o limite da linha da costa. Na região em questão, um dos fatores dessas modificações foi o "aterro natural", formado por sedimentos despejados pelo Rio Paraíba do Sul no Oceano Atlântico ao longo do tempo, formando uma planície com vastos campos, que deram origem ao nome da cidade: Campos dos Goytacases.
Ela é responsável por 85% da produção nacional de petróleoA Bacia de Campos em números: No dia 13 de agosto de 1977 que se deu início a produção comercial de petróleo na Bacia de Campos, que atualmente é responsável por 85% da produção nacional do ouro negro. O poço escolhido para inaugurar a região foi o 3-EM-1-RJS, como vazão de 10 mil barris diários utilizando a plataforma semi-submersível Sedco 135-D. Dados da Bacia de Campos Área A área sedimentar, conhecida pelo nome de Bacia de Campos, tem cerca de 100 mil quilômetros quadrados, abrangendo uma área terrestre e marítima que se estende do estado do Espírito Santo (próximo a Vitória) até Arraial do Cabo, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Força trabalho direta: 50 mil pessoas Confira alguns números da Bacia de Campos::
Produção da UN-BC
Transportes
Cidades que compõem a Bacia de Campos Saiba de algumas características
Diagrama do Fluxo do Petróleo na Bacia de Campos
Organograma da BaciaAs atividades de exploração e produção na área conhecida como Bacia de Campos estão ligadas ao E&P Sul-Sudeste, que compreende quatro Unidades de Negócio (UN) regionais (UN-Espírito Santo, UN-Bacia de Campos, UN-Rio de Janeiro e UN-Itajaí). Por sua vez, os campos de petróleo da Bacia de Campos passaram a constituir ativos de produção, ligados às Unidades de Negócio regionais do Espírito Santo, Macaé e Rio.
A importância da produção em águas profundasNo final de 2002, a Petrobras provou que as reservas de petróleo e gás chegavam a 11.01 bilhões de barris de óleo equivalente, de acordo com a metodologia SPE. É importante mencionar que 46.0% do total estão localizados em profundidade de água de 400 a 1.000 m e 29.9% em profundidade de água com mais de 1.000 m, ou seja, mais de 75% de todas as reservas se encontram em águas profundas e ultra-profundas. Refletindo essa distribuição, nossa produção em águas profundas e ultraprofundas tem aumentado sistematicamente de 1.7%, em 1987, até mais de 66%, em 2002, da produção média anual, conforme mostrado na Figura 1. Em 14 de março de 2003, a produção de óleo diária doméstica mais alta da Petrobras foi de 1.640.509 bopd (figura 2), sendo 64% também de águas profundas e ultraprofundas. Essas cifras colocam a Petrobras como maior produtora em águas profundas do mundo. A empresa planeja alcançar uma produção de 1,9-milhão de bopd em 2006, com cerca de 70% provenientes de águas profundas e ultraprofundas.5 Além disso, é provável que a maioria das novas descobertas estarão localizadas em águas ultraprofundas. A Petrobras tem cerca de 65% da área de seus blocos exploratórios offshore em profundidades de água de mais de 400 m. Em conseqüência, nos últimos anos, a empresa tem aumentado suas atividades de perfuração exploratória em águas cada vez mais profundas.
Porque Águas ProfundasAté 1984, foram descobertos diversos outros campos menores. Como os levantamentos de superfície (sísmica) indicavam a existência de grandes estruturas favoráveis à ocorrência de petróleo em lâminas dágua superiores a 200 metros de profundidade, a Companhia partiu para conquistar essas novas fronteiras. O desafio logo surtia efeito com a descoberta, em 1985, do primeiro campo gigante do País - Albacora - em águas além dos 200 metros de profundidade. Situado à profundidade de 1.877 metros, o poço 7-RO-8 do campo de Roncador é o de maior lâmina dágua não apenas do País, mas também do mundo.
Sistema de Produção Inicial de EnchovaA primeira fase do desenvolvimento do Campo de Enchova empregou a plataforma de perfuração semi-submersível Sedco-135D equipada com uma planta de processamento simples. A produção fluía para a superfície por meio de uma árvore teste (árvore EZ) suspensa pela plataforma de perfuração, dentro do sistema de prevenção de blowout e do riser (BOP, do inglês Blowout Preventer). O óleo e o gás eram separados e o gás queimado. O petróleo cru era então transferido por meio de uma mangueira flutuante a um petroleiro ancorado nas cercanias, preso por um sistema de ancoragem de quatro pontos. Vale a pena notar que pelo menos quatro novas tecnologias importantes - a árvore submarina, o sistema de produção flexível de riser, a instalação monobóia para petroleiros, e o conector de engate/desengate rápido, o QCDC (do inglês Quick Connection/Disconnection Coupler) - foram introduzidos nesta fase. Foi o começo do Sistema de Produção Inicial, capaz de antecipar a produção e, ao mesmo tempo, proporcionar dados detalhados sobre o reservatório. Estes dados eram então introduzidos para permitir o planejamento do sistema permanente de explotação, que uma vez instalado permitia o remanejamento do EPS para outra área. A vantagem de utilizar risers flexíveis era a acomodação dos movimentos das unidades flutuantes e a sua facilidade de instalação. Adicionalmente, os risers e linhas de fluxo flexíveis eram frequentemente reutilizados ou remanejados em novos sistemas. Apesar de ser o segundo sistema flutuante de produção instalado no mundo (o Argyll, no Mar do Norte, foi o primeiro em 1975), o sistema realmente só foi ganhar força no Brasil. A confiabilidade surpreendentemente alta e o baixo custo mostraram que o EPS era a solução para a produção em águas profundas, pelo menos nessa parte do hemisfério.
Sistema de Produção Inicial de Garoupa/NamoradoEste sistema pioneiro começou a produzir em fevereiro de 1979 e era composto por quatro poços produtivos do campo de Garoupa, em 120m de lâmina d´água, e quatro poços do Campo de Namorado, em 160m. Todos os poços foram completados com árvores-de-natal secas encapsuladas em câmaras submarinas mantidas à pressão atmosférica da Lockheed (cápsulas das cabeças de poço). As linhas de fluxo foram misturadas a um manifold atmosférico central a partir do qual a corrente de produção era dirigida para uma torre de processo articulada. O navio processador, o PP Moraes, ficava amarrado à torre. Ele tinha uma capacidade de processamento de até 60.000 bpd (barris por dia). O gás era queimado e o petróleo bombeado para um navio petroleiro amarrado a uma torre de carga separada. As árvores-de-natal e válvulas centrais do manifold eram originalmente acionadas por controles elétrico-hidráulicos, que não tinham um bom desempenho devido a constantes defeitos elétricos. Considerando a experiência obtida nesse EPS e os limites apresentados pelos conectores elétricos submarinos, a Petrobras decidiu a partir de então adotar o controle hidráulico direto como solução para os futuros sistemas. Em setembro de 1980 a torre de processamento sofreu uma falha estrutural devido à fadiga e foi substituída por uma bóia única da Imodco, que recebia o fluxo de produção e a linha de exportação. As intervenções nas cápsulas das cabeças de poço, assim como no manifold central, foram realizadas por meio de uma cápsula chamada de módulo de serviço, que era movimentada e controlada por um navio dedicado, o Stad Troll. Apesar do sucesso técnico, o sistema seco de Garoupa foi desmobilizado em 1984, com o início das operações nas plataformas fixas de Garoupa e Namorado. O conceito não continuou a ser usado depois disso, devido aos altos custos operacionais com as intervenções atmosféricas. É importante observar que a maior parte da tecnologia empregada em Garoupa era pioneira no mundo, como, por exemplo, a cápsula da cabeça do poço, o manifold atmosférico central e o sistema de intervenção. Acredita-se que o sistema tenha ajudado a estabelecer uma curva de aprendizado, principalmente em relação aos sistemas submarinos, pavimentando o caminho para os desenvolvimentos em águas profundas. Outro benefício foi que a Petrobras adquiriu confiança para lidar com a nova tecnologia diretamente no campo.
Desenvolvimentos da produção em águas profundasEm 1984, o Campo de Albacora foi descoberto, seguido pelo de Marlim em 1985. Com essas descobertas, a Bacia de Campos começou a mostrar todo seu potencial, isto é, a existência de gigantescos campos em águas profundas. No entanto, essas novas descobertas estavam localizadas em águas ainda mais profundas, que iam de 300 a mais de 1.000m. Por isso, tornaram-se a principal força motora no aumento do esforço para desenvolver e testar os novos conceitos, mais uma vez, diretamente no campo. Outras descobertas igualmente importantes seguiram: Albacora Leste (1986), Marlim Sul (1987), Marlim Leste (1987), Barracuda (1989), Caratinga (1989), Espadarte (1994), Roncador (1996), Jubarte (2002) e Cachalote (2002).
Sistemas permanentes em águas rasasEm 1983, outro passo importante foi tomado para o desenvolvimento da Bacia. Sete plataformas fixas foram instaladas em seqüência, a PNA-1, a PCE-1 (Central), a PCH-2, a PNA-2, a PGP-1 (Central), a PCH-1 e a PPM-1 (Central), em lâminas d´água de no máximo 170, com o gás sendo enviado para a costa por meio de tubulações rígidas. As plataformas centrais foram equipadas com plantas completas de processo de produção, sistemas de compressão e tratamento de gás, sistemas de segurança e de utilidades bem como módulo de acomodação de pessoal. A capacidade de processamento ia de 100.000 a 200.000 bopd. Embora utilizassem a tecnologia de árvore seca convencional, as novas plataformas se transformaram em hospedeiras para os novos poços satélites, além da infra-estrutura para os sistemas flutuantes de produção novos ou já existentes.
Programas de Desenvolvimento Tecnológico em Águas ProfundasA Petrobras, pioneira no uso do conceito de produção flutuante, nos últimos 23 anos enfatizou sempre a inovação e o aperfeiçoamento, com base em sua experiência profissional. A curva de aprendizado começou em 1986, quando foi lançado o primeiro PROCAP (Programa da Petrobras de Desenvolvimento Tecnológico de Sistemas de Produção em Águas Profundas). Esse Programa foi executado em seis anos e empreendeu 109 projetos interdisciplinares. O principal objetivo do PROCAP foi o de melhorar a competência técnica da Empresa na produção de petróleo e gás natural em águas com profundidade de até 1.000m, visando o desenvolvimento dos campos de Albacora e Marlim. Seu principal resultado foi a plena capacidade tecnológica, obtida através do Sistema de Produção Flutuante baseado em semi-submersíveis, que permitiu à Petrobras produzir em profundidade de água de até 1.000m. Os resultados obtidos no primeiro programa e as outras descobertas em águas mais profundas encorajaram a Empresa a criar, em 1993, um novo programa chamado PROCAP-2000, Programa de Inovação Tecnológica da Petrobras para Sistemas de Exploração em Águas Profundas - um desafio muito maior do que o anterior. Foi implementado para dar continuidade aos esforços do primeiro programa. A Petrobras recebeu o premio Distinguished Achievement OTC 1992 devido às várias realizações técnicas obtidas no PROCAP no período de 1986 a 1992. Estas realizações foram relacionadas ao desenvolvimento de sistemas de produção em águas profundas, dos quais destacam-se: a descida da primeira árvore de natal molhada sem cabos guias (diverless lay-away tree); a instalação de uma árvore de natal em profundidade de água (PDA) de 752 m; a colocação de uma monobóia em PDA de 405 m; a instalação de linhas flexíveis em PDA de 752 m; e a ancoragem de um sistema de produção flutuante (FPU) em uma PDA de 625 m. Além disso, este prêmio refere-se ao estabelecimento de programas de desenvolvimento, com a participação das comunidades técnico e científica, direcionados a melhorar os sistemas de produção de petróleo em águas profundas.
Os desafios da Engenharia SubmarinaO desenvolvimento do PROCAP viabiliza a produção de petróleo em águas profundas Nos últimos anos, a Petrobras realizou importantes descobertas em áreas offshore em lâminas dágua profundas e ultra-profundas, o que foi encarado como a única forma capaz de se atingir os níveis de produção compatíveis com as necessidades do País.
Um Laboratório em Escala RealA Geologia Marinha vem coletando dados e elaborando estudos aprofundados para apoiar e subsidiar a exploração e a explotação de petróleo, contribuindo para minimizar custos e aumentar a segurança dos projetos e instalações.
A evolução da Geologia Marinha na Petrobras deu-se em função do contínuo avanço da exploração de petróleo para águas profundas. Inicialmente, a atividade de geologia marinha foi conduzida descentralizadamente; muitos dados eram coletados, mas não agrupados de forma a permitir o aumento do conhecimento integrado sobre a região, muito voltados a cada projeto individualmente.
Procap 2000Ele foi executado de 1993 a 1999 através de 20 projetos sistêmicos no total, que representavam as tecnologias essenciais para que a Petrobras atingisse as metas daquele programa. Para assegurar resultados significativos e efetivos nesses projetos, os produtos finais deveriam ser apresentados como protótipos, ensaios de campo, modelos em pequena escala, simuladores em computador ou projetos básicos. A Petrobras recebeu o premio Distinguished Achievement OTC 2001 devido ao desenvolvimento em tempo recorde do Campo de Roncador. Durante o PROCAP 2000, no período de 1993 a 2001, foram feitos avanços tecnológicos que permitiram colocar o campo de Roncador em produção em 27 meses, a partir da descoberta até a primeira produção de óleo em uma profundidade de água superior a 1800 metros. Isso somente se tornou possível pelo uso de um sistema de produção antecipada com posicionamento dinâmico, e um sistema de produção dedicado utilizando um sistema de exportação com Steel Catenary Risers (SCR), ancoragem tipo taut-leg e cabos de poliés. As principais realizações do PROCAP-2000 foram as seguintes:
Procap 3000 - A Nova FronteiraMovida pelo desejo de colocar em produção seus campos já descobertos em águas profundas, assim como os campos potenciais a serem descobertos em profundidade de água de cerca de 3.000 metros, a indústria petrolífera está ampliando e desenvolvendo um conjunto de novas tecnologias. Desta maneira, a Petrobras lançou o PROCAP-3000 (Programa Tecnológico da Petrobras em Sistemas de Exploração em Águas Ultraprofundas) para atingir as seguintes metas: Produzir e dar suporte às novas fases de Marlim Sul e Roncador, Marlim Leste e Albacora Leste, Jubarte e Cachalote todas elas em profundidade de água superior a 1.000m com diferentes características de fluidos e de reservatórios. Viabilizar a produção de novas descobertas em profundidade de água de até 3.000 metros. O PROCAP-3000 tem 5 anos de duração, de 2000 a 2004, e seu orçamento está estimado em US$ 130 milhões, incluindo os custos de cerca de 450.000 homens/horas, envolvendo mais de 350 funcionários da Petrobras. Este orçamento está totalmente fundamentado no fluxo de caixa interno da empresa. Inicialmente, o PROCAP-3000 será executado por meio de projetos sistêmicos focalizando as principais tecnologias consideradas de importância estratégica para os cenários de águas ultraprofundas da Empresa.
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A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL A CONPETRO, representa e congrega os setores da Indústria e do Comércio de Bens & Serviços da cadeia produtiva do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis do BRASIL. "Ética, transparência e respeito são a base da nossa relação com à sociedade".
E-Mail: Conpetro@uol.com.br, Presidencia@conpetro.com.brConsultoria@conpetro.com.br, ConfederacaodoPetroleo@conpetro.com.br,
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