"Na democracia, o processo de formação das políticas públicas demanda participação de todos os segmentos da sociedade civil, informação confiável, representação qualificada, transparência e ética."
CONPETRO - Confederação Nacional do Petróleo,Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL
Por Marcílio Novaes Maxxon
O Poder Legislativo, é o Poder Cidadão!
CPIS / Petrobras 14/07/2009 - 18h17
CPI da Petrobras é instalada e João Pedro é eleito presidente
Foi instalada nesta terça-feira (14) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Conforme já previa a própria oposição, a base do governo conseguiu indicar o presidente e o relator da comissão: respectivamente, os senadores João Pedro (PT-AM) e Romero Jucá (PMDB-RR). Assim que foi eleito, João Pedro anunciou que a próxima reunião do colegiado ocorrerá no dia 6 de agosto, logo após o recesso.
Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e José Agripino (DEM-RN) criticaram a base do governo por acumular os cargos de presidente e relator. Eles argumentaram que haveria uma tradição na Casa segundo a qual o comando das CPIs seria dividido com a oposição. Para Alvaro Dias, "esse desrespeito à tradição faz da comissão uma CPI chapa-branca". Já Agripino avaliou que o empenho do governo em acumular esses cargos revela "seu temor quanto às possíveis conclusões das investigações a serem feitas".
Ao contestar esses parlamentares, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), declarou que essa tradição nunca existiu. Ele lembrou aos colegas que durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso o PT não ocupou a relatoria de nenhuma CPI.
João Pedro foi eleito com 8 votos, enquanto o candidato da oposição, Alvaro Dias, recebeu 3 votos. A primeira decisão de João Pedro, após ser confirmado no cargo, foi utilizar sua prerrogativa de presidente da CPI para indicar Romero Jucá como relator da comissão. Companheiro de chapa de João Pedro, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) foi eleito vice-presidente da CPI.
Fundação Sarney
Questionado por jornalistas se a Fundação Sarney - acusada de desviar recursos da Petrobras - será investigada pelo colegiado, Romero Jucá respondeu que essa questão ainda será analisada pela CPI.
- Vamos avaliar. Ainda não há nenhuma decisão - disse ele.
Romero Jucá informou que apresentará, na próxima reunião, em 6 de agosto, sua proposta de trabalho. Além disso, João Pedro afirmou que nesse dia também haverá apreciação de requerimentos - os senadores Alvaro Dias e Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) apresentaram já nesta terça-feira uma série de solicitações de depoimentos e informações sobre a estatal, entre outros pedidos.
Dornelles apresenta relatório da Comissão de Acompanhamento da Crise
O senadorFrancisco Dornelles (PP-RJ) encaminhou à Mesa, nesta quinta-feira (9), o primeiro relatório da Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e de Empregabilidade, criada pelo presidente José Sarney para acompanhar a crise internacional, as medidas tomadas pelo governo federal no campo fiscal e monetário e apresentar sugestões.
Além do próprio Dornelles, a comissão é formada pelos senadores Marco Maciel (DEM-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Aloizio Mercadante (PT-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), que foi o relator. Para Dornelles, o relatório elaborado por Jereissati é um dos trabalhos mais importantes feitos no Congresso e no Senado nos últimos anos.
Dornelles disse que o governo atuou com competência no enfrentamento da crise financeira internacional, com medidas como a redução da taxa Selic, a utilização do depósito compulsório, as linhas de redesconto, a utilização das reservas no campo monetário e a redução e isenção da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns produtos.
- Os dados têm mostrado que houve uma queda de arrecadação, mas eu entendo que não foi uma decorrência da redução das alíquotas. Pode ter havido redução de alíquotas e uma queda de arrecadação menor do que teria havido caso elas não tivessem sido reduzidas, pois se manteve a atividade econômica - analisou.
O senador adiantou que em agosto começa a segunda etapa do trabalho da comissão, com o recolhimento das sugestões que serão apresentadas por diversos grupos empresariais e entidades representativas dos trabalhadores. Além disso, a comissão pretende propor medidas para a redução do custo do investimento e da exportação e a retirada dos impostos indiretos.
- Vamos propor também que seja elevado o teto do Super Simples, que hoje é R$ 2,4 milhões, para R$ 3,6 milhões, para permitir que maior número de pequenas e micro empresas possa beneficiar-se desse sistema. Ainda vamos propor que a alienação de alguns ativos subavaliados possa ser aplicada na própria empresa com alguns benefícios fiscais - concluiu.
Da Redação / Agência Senado/Agência CONPETRO
18 de maio de 2009
CPI da Petrobras
PLENÁRIO / Pronunciamentos 18/05/2009 - 20h09
Senadores defendem investigações na Petrobras. Mercadante pede responsabilidade
Diversos senadores se manifestaram em Plenário nesta segunda-feira (18) de forma favorável às investigações de eventuais irregularidades na Petrobras. Requerimento para instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) com esse objetivo foi lido em Plenário na última sexta-feira (15), e, apesar dos esforços do governo, que alega que tal empreitada pode comprometer os negócios da estatal do petróleo, o número mínimo de assinaturas necessárias para a criação da CPI (27) foi mantido até o prazo final - a meia-noite de sexta.
Nesta segunda, em Plenário, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) criticou o governo por tentar impedir as investigações.
- É uma falácia que a CPI da Petrobras vai prejudicar a economia brasileira. Há 17 anos, o Congresso tirou um presidente da República e o Brasil continuou sendo o Brasil. O presidente não pode acusar a oposição de irresponsável por propor uma CPI para investigar uma empresa estatal que é acusada de corrupção - afirmou.
Também rebateram críticas contrárias à instalação da CPI os senadores Papaléo Paes (PMDB-AP) e Mário Couto (PSDB-PA).
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), por sua vez, alertou para a necessidade de uma investigação responsável, sobretudo no atual contexto de crise financeira.
Já o senador Cristovam Buarque voltou a explicar por que optou por retirar sua assinatura do requerimento de instalação da CPI. Ele reiterou que a decisão foi tomada após o rompimento do acordo de líderes feito na quinta-feira passada (14). Esse acordo - do qual o PSDB não fez parte - previa que, antes de se decidir pela abertura da CPI, o Senado ouviria o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
Assinaram o requerimento, protocolado pelo senador Alvaro Dias, 32 senadores. Na justificativa do requerimento, o parlamentar explica que a CPI terá foco nos vários escândalos recentes envolvendo a estatal e a Agencia Nacional de Petróleo (ANP): indícios de fraude nas licitações de plataformas de exploração de petróleo apontados pela Operação Águas Profundas, da Polícia Federal; superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontado em relatório do Tribunal de Contas da União e incluído na Operação Castelo de Areia; desvio de dinheiro dos royalties do petróleo, apontado pela Operação Royalties, que envolveria esquema entre a ANP e várias prefeituras do Rio de Janeiro; uso de artifícios contábeis para o não recolhimento de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões; fraudes investigadas pelo Ministério Público no pagamento de acordos e indenizações pela ANP a usineiros; e irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.
Os membros da comissão deverão ser indicados nos próximos dias pelos líderes partidários.
Mercadante pede debates equilibrados na CPI da Petrobras
O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), alertou em Plenário, nesta segunda-feira (18), para a necessidade de se promover uma "investigação responsável" na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre os problemas da estatal, sobretudo no atual contexto de crise financeira mundial .
Mercadante manifestou preocupação com a possibilidade de os debates na CPI criarem dificuldades para a Petrobras captar recursos no mercado externo, imprescindíveis para viabilizar a exploração das reservas de petróleo recém descobertas na camada de pré-sal . Ele também chamou a atenção para o papel relevante desempenhado pelos investimentos anuais da empresa na economia brasileira, da ordem de R$ 60 bilhões, superiores mesmo aos do próprio governo federal.
- Nós temos que usar o petróleo como uma fonte adicional de riqueza, para alavancar e impulsionar ainda mais o desenvolvimento do Brasil. Por isso nos preocupa, e nos preocupa bastante, como será o debate sobre a Petrobras neste momento de crise internacional, a maior desde 1930 - disse.
Referindo-se à suposta utilização pela Petrobras de artifícios contábeis para reduzir o recolhimento de tributos - um dos pontos a serem investigados pela CPI - Mercadante reclamou do fato de a imprensa não ter informado que a mesma decisão de mudança de regime contábil foi tomada por cerca de 5 mil empresas no país, como forma de se protegerem de desvalorizações cambiais.
- Ora, com todo esse esforço fiscal por que não deveríamos fazer também com a Petrobras? Por que criminalizar a Petrobras? É um erro econômico, um erro fiscal e um erro político. A Petrobras tem que ser valorizada, este país tem que ter orgulho dessa empresa - afirmou Mercadante, reivindicando para a Petrobras benefícios fiscais equivalentes às medidas de desoneração concedidas pelo governo federal aos setores automobilísticos e de bens de consumos duráveis, como forma de incentivo à atividade produtiva.
Mercadante defendeu ainda o debate na CPI da Petrobras de temas, em sua opinião, realmente relevantes para o fortalecimento da estatal, tais como o da definição do marco regulatório para a exploração das reservas do pré-sal e o da distribuição dos royalties do petróleo.
- Os royalties do petróleo precisam ser distribuídos numa visão de desenvolvimento estratégico do Brasil, para fortalecer a educação, a ciência e a tecnologia, o meio ambiente, para proteger os aposentados e pensionistas, como faz a Noruega, criando um fundo soberano , para não prejudicarmos as outras atividades da economia e não criarmos uma cultura parasitária no Brasil -sustentou.
Sérgio Guerra reivindica presidência ou relatoria da CPI, em nome da tradição
O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) reivindicou a presidência ou a relatoria da CPI da Petrobras, afirmando ser tradição no Senado conceder um destes cargos ao senador responsável pelo requerimento de criação de uma CPI. Para ele, este "é o caminho da normalidade, da fiscalização equilibrada, que trará proveito para a Petrobras e fará bem ao Congresso".
Sérgio Guerra disse "não ser ético" afirmar que o PSDB quer paralisar a Petrobras, como "acusam inescrupulosamente" entidades sindicais que convocaram uma manifestação para esta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro, contra a CPI da Petrobras.
Observou que os atuais oposicionistas PSDB e Democratas "administraram muito bem" a estatal no governo Fernando Henrique Cardoso, com "respeito aos seus funcionários" e sem "indicações políticas, partidárias e precárias" para dirigir a companhia.
Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que as centrais sindicais e outras entidades de classe podem se expressar livremente e não se pode vincular suas manifestações à representação do PT no Senado. Ele acredita que a CPI poderá fortalecer a Petrobras.
O Poder Legislativo, é o Poder Cidadão! Por Marcílio Novaes Maxxon
O Congresso Nacional, é o Guardião da Sociedade Civil e do Estado Democrático de Direito.
Conhecer o Processo Legislativo brasileiro, é de fundamental importância, para a Sociedade Civil interagir e participar das Ações e Decisões do Poder Legislativo, por seus representantes eleitos. Para consolidar e aperfeiçoar cada vez mais, o Estado Democrático de Direito. É uma questão de "INTELIGÊNCIA POLÍTICA".
O Congresso Nacional, entenda como funciona:
Dr. Marcílio Novaes Maxxon
O combate à corrupção está intimamente vinculado à transparência.
*Leituras para Análise Estratégica e o Desenvolvimento do País:
Altos Estudos Brasileiros Por MARCÍLIO NOVAES MAXXON
Garibaldi diz que é dramática situação da segurança pública no Brasil
Presidentes dos três Poderes da República reúnem-se nesta segunda-feira (8), no Palácio do Planalto, para o lançamento da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, destinada a integrar a sociedade civil e o poder público na fixação de um novo paradigma de combate à violência. O presidente do Senado, Garibaldi Alves, não será uma das autoridades presentes à solenidade mais otimistas com o êxito dessa iniciativa.
- O desafio da segurança pública no Brasil é tão grande que faz com que tenhamos dúvida sobre qualquer ação ou mecanismo que seja posto em prática para discutir novas estratégias de combate à violência. Reconheço que uma conferência como essa reacende a esperança de que possamos, pelo menos, ter novas idéias de soluções voltadas para esse contexto dramático da segurança pública no país. Mas não sou otimista.
Lembrando que a insegurança está, hoje, entre as três maiores preocupações do povo brasileiro, Garibaldi observou que, mesmo nas menores unidades da federação, a violência ganha, cada dia, mais espaço.
- Por mais que os estados menores apresentem um quadro menos aterrador de violência, eles já estão sendo invadidos por essa onda de insegurança - disse o presidente do Senado, por telefone.
Coordenada pelo Ministério da Justiça, a Conferência Nacional de Segurança Pública tem por propósito envolver a sociedade e o poder público na construção de uma política duradoura e efetivamente capaz de reduzir a violência nas ruas. A etapa conclusiva, em âmbito nacional, dessa conferência será em agosto de 2009. Até lá, o governo pretende fazer essa discussão ampliar-se por todo o país, mediante debates e seminários temáticos.
A idéia que move o governo nesse empreendimento é fazer a sociedade mobilizar-se e contribuir com idéias, mediante todos os meios disponíveis, amparada na compreensão de que a segurança é um direito fundamental do cidadão. De acordo com o ministro da Justiça, Tarso Genro, "ninguém tem autoridade tão legítima quanto a população para dizer que política de segurança deseja para o país". Ele também disse que o governo nunca esteve tão preparado e aberto como agora para dialogar com prefeitos, governadores e a sociedade em geral sobre os desafios da segurança pública.
Aconteceu - 05/12/2008 17h03
Segurança aprova normas de conduta da PF e Polícia Civil do DF
Gilberto Nascimento
João Campos: normas existentes são rigorosas, mas precisam ser revistas periodicamente.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na terça-feira (2) o Projeto de Lei 1952/07, do Poder Executivo, que institui o regime disciplinar da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Distrito Federal.
A proposta define as condutas consideradas transgressões disciplinares e suas sanções e prevê as circunstâncias agravantes e atenuantes.
O objetivo é combater a corrupção policial, respeitando as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
Normas rigorosas O relator, deputado João Campos (PSDB-GO), disse que as normas de conduta existentes hoje são rigorosas, mas precisam ser revistas periodicamente porque fazem parte de uma lei antiga (4878/1965).
Ele destacou a possibilidade de instauração de sindicância para os casos puníveis com advertência ou suspensão de até 30 dias.
"Hoje, qualquer procedimento para a apuração de infração disciplinar de policiais, independentemente da gravidade, deve ser feita por processo administrativo, muito mais demorado e custoso", afirmou.
O projeto integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lançado em agosto do ano passado pelo governo federal.
Tramitação A proposta ainda será analisada, em em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Meio Ambiente aprova inspeção de água de lastro de navios
Edson Santos
Marina Maggessi ressalta que a água de lastro pode ter organismos causadores de doença, como o vibrião do cólera.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na quarta-feira (3) proposta que obriga os navios que utilizam instalações portuárias nacionais a inspecionarem a água de lastro - utilizada nos porões para dar estabilidade às embarcações. O texto também estabelece os critérios para a realização das análises.
Foi aprovado o substitutivo da deputada Marina Maggessi (PPS-RJ) ao Projeto de Lei 954/07, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC). A relatora acatou as sugestões contidas no PL 2017/07, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), que define os procedimentos para a inspeção da água de lastro e tramita apensado.
O texto original apenas obriga portos organizados, instalações portuárias e plataformas a contarem com instalações ou meios adequados para coletar e analisar amostras dessa água, além de pessoal qualificado para o trabalho, e estabelece penalidades para quem não cumprir essas determinações.
Embarcações que desobedecerem à lei, pelo projeto, ficarão sujeitas a multa de R$ 200 a R$ 20 mil, além de sanções administrativas e penais previstas na Lei 9.605/98, em caso de danos ao meio ambiente, ou no Decreto-Lei 2.848/40, em caso de prejuízos à saúde pública. Ficam definidos como responsáveis pelo cumprimento da lei a autoridade marítima e os órgãos municipal, estadual e federal de meio ambiente.
Plano de gerenciamento O substitutivo mantém a exigência de que os órgãos responsáveis por portos disponham de meios para análise da água e determina que todo navio que opere em águas brasileiras tenha um plano de gerenciamento de águas de lastro.
Esse plano deverá prever, entre outras medidas: - ações para reduzir a transferência de organismos aquáticos nocivos e patogênicos; - indicação de pontos para coleta de amostras; - e nome do oficial de bordo responsável pelo plano.
O gerenciamento da água de lastro, pelo texto, deverá compreender processos para remover, tornar inofensiva ou evitar a captação ou a descarga de organismos aquáticos nocivos e agentes causadores de doença encontrados na água ou nos sedimentos. No caso de navios procedentes de porto estrangeiro, de navegação entre bacias hidrográficas e entre portos marítimos e fluviais, deverá ocorrer a troca da água de lastro.
Sanções Determina-se ainda que as autoridades marítimas devem identificar e divulgar pontos em que é proibida a descarga e a tomada de água para os navios. Dentre esses pontos, o texto especifica locais próximos a descarga de esgotos, lugares em que a maré turbilhona sedimentos e sistemas ecologicamente sensíveis.
Pelo substitutivo, os infratores serão submetidos às sanções previstas na Lei 9.605/98, dos crime ambientais, e na Lei 9.966/00, relativa à poluição causada pelo lançamento de óleo e outras substâncias nocivas nas águas. Nesse último caso, os crimes são puníveis com multa - de R$ 7 mil a R$ 50 milhões - e suspensão das atividades do infrator.
Convenção da IMO Marina Maggessi ressalta que a água dos navios pode transportar espécies estranhas, o que provoca problemas ambientais, ou organismos causadores de doença, como o vibrião do cólera.
Segundo ela, o problema é tão sério que a Organização Marítima Internacional (IMO) formulou a Convenção Internacional para Controle e Gerenciamento de Água de Lastro e Sedimentos de Navios, adotada em 13 de fevereiro de 2004. "Essa convenção ainda não está em vigor, o que só ocorrerá um ano após a ratificação por 30 estados que representem 35% da quantidade de carga transportada por navios em todo o mundo", afirma a relatora.
Ela acrescenta que até 31 de janeiro deste ano, apenas 12 estados, correspondendo a 3,46% do volume de carga, haviam ratificado a convenção, entre eles o Brasil.
Tramitação O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como foi rejeitado na outra comissão de mérito (Viação e Transportes), perdeu o caráter conclusivo e terá de ser votado pelo Plenário.
Câmara aprova projeto que obriga desconto em venda à vista
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na quinta-feira (4) o Projeto de Lei 2556/07, do Senado, que proíbe os fornecedores de produtos ou serviços de fixar o preço à vista igual ao preço a prazo. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, volta para o Senado, por ter sido alterado pela Câmara.
O projeto também obriga os fornecedores de produtos ou serviços a dar desconto sobre os juros incorporados às parcelas de pagamento a prazo, na hipótese em que o consumidor se disponha a antecipar uma ou mais dessas parcelas. A proposta altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).
Segundo o autor do projeto, senador Antonio Carlos Valadares (PSDB-SE), ao comprar o bem ou serviço desejado, o consumidor assume o pagamento de juros a uma taxa em geral desconhecida, e sobre a qual não lhe é dada oportunidade de refletir. "Esse procedimento tem a mesma natureza das práticas abusivas previstas no Código de Defesa do Consumidor", afirmou.
O relator, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), acolheu emenda aprovada anteriormente pela Comissão de Defesa do Consumidor que proíbe a cobrança de taxa de antecipação, a qualquer título, em compras a prazo.
A CCJ analisou a proposta apenas quanto aos seus aspectos de admissibilidade, ou seja, se estava de acordo com a Constituição e com as normas gerais do Direito.
Confederação Nacional do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL
A CONPETRO, representa e congrega os setores da Indústria e do Comércio de Bens & Serviços da cadeia produtiva do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis do BRASIL.
"Ética, transparência e respeito são a base da nossa relação com à sociedade".