"Na democracia, o processo de formação das políticas públicas demanda participação de todos os segmentos da sociedade civil, informação confiável, representação qualificada, transparência e ética."
Confederação Nacional do Petróleo,Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL
Dr. Marcílio Novaes Maxxon
"O combate à corrupção está intimamente vinculado à transparência".
INTELIGÊNCIA POLÍTICA Compromisso com a TRANSPARÊNCIA CONPETRO
A regulação se estabelece para assegurar que o sistema funcione adequadamente e para proteger as pessoas contra fraudes. Mas a atividade bancária é mais lucrativa quando não há regras, razão pela qual os líderes do setor e seus grupos de pressão seguem tentando impedir os esforços para introduzir reformas. E, em geral, tem conseguido. Os bancos seguem concedendo hipotecas a pessoas desempregadas com alta possibilidade de inadimplência, da mesma forma que faziam antes da crise. Obama sabe onde está o problema, mas também sabe que não será reeleito sem o apoio de Wall Street. É uma questão tempo até que haja outro crack. O artigo é de Mike Whitney.
Mike Whitney - SinPermiso - 14/02/2011
No dia 9 de agosto de 2007, houve um episódio em um banco francês que desencadeou uma crise financeira que acabaria dissolvendo mais de 30 trilhões de dólares em capital, envolvendo o planeta na maior recessão desde os tempos da Grande Depressão. O evento em questão foi descrito em um discurso do diretor executivo da Pimco (administradora de fundos de investimento), Paul McCulley, na 19° edição da Annual Hyman Minsky Conference on the State of the U.S. and World Economies (Conferência Anual Hyman Minsky sobre o estado das economias dos EUA e do mundo).
Eis um trecho da exposição de McCulley:
“Se tivesse que escolher um dia para assinalar o Momento Minsky, seria o 9 de agosto de 2007. E, de fato, não ocorreu aqui nos EUA. Ocorreu na França, quando o Paribas Bank (BNP) disse que não podia valorar os pacotes de ativos hipotecários tóxicos em três de seus produtos de investimento fora de balanço, e que, em função disso, os investidores, que acreditavam poder sair a qualquer momento, estavam presos. Lembro desse dia tão bem quanto do aniversário do meu filho. E este último ocorre uma vez por ano. Porque o desastre em cadeia começou neste dia. Foi um pouco mais tarde, neste mesmo mês, que cunhei o termo “Sistema Bancário paralelo” durante o simpósio anual do Federal Reserve, em Jackson Hole. Era só o segundo ano que eu assistia ao simpósio. Estava um pouco sobressaltado e basicamente me dediquei a escutar a maior parte dos três dias. Ao final, me levantei e (parafraseando) disse: o que está ocorrendo é bem simples. Temos uma fuga no Sistema Bancário Paralelo e a única dúvida é o quão rápido ela vai se retroalimentar a medida que seus ativos e suas obrigações vão regressando aos balanços do sistema bancário convencional”.
O BNP estava realizando atividades de intermediação creditícia, ou seja, trocava ativos que se constituíam com garantias de pacotes hipotecários (MBS, em sua sigla em inglês) por empréstimos de curto prazo nos mercados de derivativos. Soa tudo muito complicado, mas não é algo distinto do que fazem os bancos quando tomam os depósitos de seus clientes e os investem em ativos de longo prazo. A única diferença neste caso é que estas atividades não estavam reguladas, de modo que não havia nenhum órgão governamental encarregado de determinar a qualidade dos empréstimos ou assegurar que as distintas entidades financeiras estavam suficientemente capitalizadas para cobrir eventuais perdas. Esta falta de regulação acabou por gerar consequências catastróficas para a economia mundial.
Passou quase todo um ano desde que o calote das hipotecas subprime começasse a se propagar em massa, até que o mercado secundário (onde se trocam estes ativos “tóxicos”) colapsou. O problema era simples: ninguém sabia se essas hipotecas eram ou não seguras, de modo que era impossível fixar um preço para os ativos. Isso criou o que o professor de Yale, Gary Gorton chama um problema de e. coli (nome genérico para as bactérias que produzem enfermidades como a salmonela), ou seja, ainda que só uma pequena quantidade de carne seja contaminada, milhões de libras em hamburguers têm que ser retirados do mercado. A mesma regra se aplica aos MBS. Ninguém sabia quais delas continham os maus empréstimos. Assim, o mercado inteiro foi paralisado e trilhões de dólares em garantias começaram a perder valor.
As subprime foram a faísca que acendeu o fogo, mas o mercado das subprime não era suficientemente grande para atingir todo o sistema financeiro. Isso exigir tremores no sistema bancário paralelo. Eis um trecho de um artigo de Nomi Prins que fala de quanto dinheiro está envolvido aqui:
“Entre o ano de 2002 e o início de 2008, aproximadamente 1,4 trilhões de dólares em hipotecas subprime correspondiam a emprestadores que tinham quebrado como New Century Financial. Se esses empréstimos fossem nosso único problema, no papel a solução poderia ter sido que o governo subsidiasse essas hipotecas até um custo máximo destes 1,4 trilhões de dólares. No entanto, e segundo Thomson Reuters, outros 14 trilhões de dólares em produtos financeiros complexos se criaram a partir dessas hipotecas, precisamente porque os fundos de investimento estimularam tanto sua produção quanto sua dispersão. Desde modo, quando se chegou ao máximo de desembolso público em julho de 2009, o governo tinha sido obrigado a gastar 17,5 trilhões de dólares para sustentar a pirâmide de Ponzi de Wall Street, ao invés dos iniciais 1,4 trilhões (Shadow Banking, Nomi Prins,The American Prospect)”.
O sistema bancário paralelo foi criado para que as grandes instituições financeiras que dispunham de muita liquidez tivessem algum lugar onde colocar seu dinheiro no curto prazo com a máxima rentabilidade. Por exemplo, digamos que a Intel tem “sobrando” 25 bilhões de dólares. Pode entregar o dinheiro a um intermediário financeiro como Morgan Stanley em troca de uma garantia (os MBS ou os ABS), e obter em troca um rendimento razoável por seu empréstimo. Mas se aparece algum tipo de problema e se questiona a qualidade da garantia, então os bancos (neste caso, o Morgan Stanley) se vê forçado a realizar cortes e mais cortes que podem acabar colapsando o sistema inteiro. Isso é o que aconteceu no verão de 2007. Os investidores descobriram que muitas das subprimes eram fraudulentas, de modo que bilhões de dólares foram retirados rapidamente dos mercados financeiros e o Federal Reserve teve que intervir para evitar que o sistema entrasse em colapso.
A regulação se estabelece para assegurar que o sistema funcione adequadamente e para proteger as pessoas contra fraudes. Mas a atividade bancária é mais lucrativa quando não há regras, razão pela qual os líderes do setor e seus grupos de pressão seguem tentando impedir os esforços para introduzir reformas. E, em geral, tem conseguido. A lei Dodd-Frank (de reforma do sistema financeiro) está repleta de lacunas e não resolve realmente os problemas cruciais da qualidade dos empréstimos, da disponibilidade de capital e da diminuição dos riscos. Os bancos seguem podendo conceder tranquilamente hipotecas a pessoas desempregadas com muitas possibilidades de não poder pagá-las, da mesma forma que faziam antes da crise. E seguem utilizando-as para produzir complexos instrumentos de dívida sem manter nem sequer 5% do valor original do empréstimo (esta questão segue em disputa, de fato). Além disso, as agências governamentais não poderão forçar as instituições financeiras a incrementar sua capitalização apesar de seguir existindo o perigo de que uma pequena turbulência no mercado possa quebrá-las, colocando em sério perigo o resto do sistema. Wall Street saiu ganhando de novo e agora a oportunidade para um novo impulso regulador já passou.
O presidente Barack Obama entende onde radica o problema, mas também sabe que não será reeleito sem o apoio de Wall Street. É por isso que há apenas duas semanas prometeu no Wall Street Journal que seguiria reduzindo a “gravosa” regulação que afeta a Wall Street. Sua coluna tratava de antecipar-se à publicação do informe final da Comissão de Investigação da Crise Financeira (FCIC, Financial Crisis Inquiry Commission), que possivelmente fará recomendações em defesa da regulação pública do setor. Obama torpedeou esse esforço ao ser colocar ao lado da grande finança. Agora é uma questão tempo até que haja outro crack.
Este é um trecho de um informe especial do Banco Federal de Nova York sobre o sistema bancário paralelo:
“Na véspera da crise financeira, o volume de crédito intermediado pelo sistema bancário paralelo era próximo aos 20 trilhões de dólares, ou seja, quase o dobro dos 11 trilhões que o sistema bancário tradicional intermediava. Hoje, essas mesmas cifras são de 16 trilhões e 13 trilhões, respectivamente. A debilidade dos administradores de fundos não surpreende quando só se dispõe de muito pouco capital para respaldar suas carteiras de ativos e, em troca, os investidores têm tolerância zero em relação às perdas (“Shadow Banking”, Federal Reserve Bank of New York Staff Report)”.
Assim que, quando o Lehman Brothers se desintegrou, entre 4 e 7 trilhões de dólares simplesmente viraram fumaça. Quantos milhões de empregos foram perdidos em função de uma má regulação? Quando se reduziu o PIB, a produtividade e a riqueza nacional? Quantas pessoas vivem agora dos cheques de alimentação estatais, ou dormem ao relento, ou tratam de evitar a falência de seus negócios porque algumas instituições financeiras desreguladas puderam dedicar-se à intermediação do mercado de crédito sem que o governo as supervisionasse?
Ironicamente, o Federal Reserve de Nova York nem sequer tenta negar a origem do problema: a desregulação. Eis o que dizem em seu informe: “Manejar a regulação foi a razão última da existência de muitos bancos no sistema paralelo”. O que isso quer dizer. Quer dizer que Wall Street sabe perfeitamente que é mais fácil ganhar dinheiro sem regras...as mesmas regras que protegem o público da depredação por parte de especuladores e gananciosos.
A única forma de arrumar o sistema é submeter à necessária regulação a qualquer instituição que atue como um banco. Sem exceções.
(*) Mike Whitney é um analista político independente que vive no estado de Washington e colabora regularmente com a revista norteamericana CounterPunch.
Bancos vão abrir duas agências por dia até 2014
Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander planejam instalar 3.200 agências nos próximos quatro anos
O crescimento da população bancarizada faz parte dos temas em discussão nas reuniões de conselho de administração das maiores instituições financeiras do País. Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil estão de olho no crescimento da renda da população. Para oferecer seus produtos para um número cada vez maior de clientes, não fazem economia nos planos de ampliação da rede de atendimento. São 3.200 agências como meta até 2014, ou dois novos pontos por dia.
Esse volume de novas agências significa quase 20% do total de estabelecimentos hoje mantidos por essas instituições no Brasil, segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Não estão computados os pontos de atendimento, correspondentes e caixas eletrônicos, o que elevaria substancialmente a capilaridade das instituições no País.
Nós abrimos 6 mil contas de clientes da classe C por dia. São clientes que, ao receberem um cartão de conta corrente, estamos criando uma nova cultura, disse Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Banco Bradesco, durante o anúncio da entrada da Caixa Econômica Federal na parceria que o banco tem o Banco do Brasil para criar o cartão Elo, uma bandeira nacional de cartão de crédito. Segundo ele, o próprio cartão de crédito funciona como um passo de bancarização. A segunda década do século 21 será a década em que serão incorporadas as pessoas que não estão bancarizadas, explica Trabuco.
O Bradesco afirma que está presente em 100% dos municípios brasileiros, com mais de 43 mil pontos de atendimento e mais de 20 milhões de contas de pessoas físicas. E tem planos de crescimento. Segundo Trabuco, quando foi feito o planejamento de 2010, a meta era abrir 250 novas agências. Desse total, até junho foram inauguradas 22, mais 175 pontos foram escolhidos e estão em reforma ou em fase de instalação. Vamos chegar aos 250 no primeiro trimestre do ano que vem. Está dentro do cronograma.
Domingos Abreu, vice-presidente executivo do Bradesco, lembra que não existe uma área específica como prioridade para o banco para a localização das agências. O perfil atual será mantido, como a proporção do PIB, a maioria no Sudeste, mais os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Isso sem esquecer a presença em comunidades carentes, afirma.
Mais planos
O Banco do Brasil, que tem 18.286 pontos de atendimento, planeja abrir 2,2 mil agências em um novo formato, mais enxuto, em quatro anos. São agências complementares ao trabalho dos correspondentes, como forma de chegar a todos os municípios brasileiros.
O Itaú Unibanco, que está em processo de integração das agências das duas bandeiras, tem planos de abrir 150 novos pontos até o final do ano. Rogério Calderón, diretor de controladoria e relações com investidores do banco, afirma que a meta está em pé. Elas estão todas em obras. Se não ficarem prontas até o final deste ano, será logo no início do ano que vem, disse o executivo, durante a divulgação do balanço do segundo trimestre. De acordo com informações da instituição, o Itaú Unibanco fechou o segundo trimestre deste ano com mais de 36,8 mil pontos de atendimento. Eram 3.931 agências e mais de 32 mil caixas eletrônicos.
O Banco Santander é, entre os maiores bancos que atuam no País, o que tem avançado menos em abertura de agências. A meta do banco é abrir 600 agências em quatro anos. Segundo Fabio Barbosa, presidente do Santander, neste ano seriam entre 120 e 150, mas até o final do segundo trimestre foram só seis agências. O plano foi definido quando fizemos a oferta de ações (em outubro do ano passado), mas até comprarmos o imóvel, fazer reformas e contratar pessoas, leva um certo tempo, disse ele, durante a divulgação do balanço trimestral. Ao final do trimestre, eram 2.097 agências, mais 1.491 postos de atendimento e 18.177 caixas eletrônicos, para uma clientela de mais de 23,5 milhões de clientes.
Comissões - CAE Edição de quinta-feira 22 de abril de 2010 Meirelles exalta saúde econômica do Brasil
Presidente do Banco Central diz na CAE que 70,5% do dinheiro que entra hoje no país vai para o setor produtivo e destaca desemprego em baixa
Meirelles (no alto, à direita, com assessores) expôs números da economia brasileira aos senadores da CAE
O investimento estrangeiro no Brasil retomou os patamares anteriores à crise internacional de 2008, afirmou na terça-feira o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, em reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Ele destacou a qualidade desses investimentos: hoje, 70,5% do total vão para o mercado acionário (participação no capital social das empresas) ou integram o chamado investimento estrangeiro direto.
Em 2001, lembrou Meirelles, o dinheiro aplicado nesses dois segmentos era de apenas 42,7% do total. Os dados, conforme disse, mostram a migração das aplicações estrangeiras do mercado financeiro para investimentos produtivos.
As taxas de desemprego deste início de ano, de acordo com Meirelles, também atestam a recuperação da economia brasileira: 7,2% em janeiro e 7,4% em fevereiro, contra taxas que chegavam, respectivamente, a 11,2% e 11,6% nos respectivos meses em 2003. "É o melhor início de ano desde 2003 em termos de taxa de desemprego", registrou Eduardo Suplicy (PT-SP).
Meirelles comparou os dados brasileiros com os da Espanha, onde o desemprego chega hoje a 19%, e dos Estados Unidos, que têm 9,5% da população economicamente ativa desempregada. A criação de emprego formal no Brasil chegou a 266,4 mil postos em março de 2010, contra 21,3 mil no mesmo mês do ano de 2003, informou o presidente do Banco Central.
Crescimento
Com a previsão para 2010 de um crescimento econômico de 5,8%, o desempenho brasileiro deve superar a média de países como Índia e China, segundo a análise de Meirelles. A expectativa é de que esses emergentes cresçam apenas 3% em 2010.
Meirelles citou os fatores-chave responsáveis pela superação das vulnerabilidades e pelo crescimento econômico equilibrado: regime de metas para a inflação, responsabilidade fiscal, sistema financeiro sólido, equilíbrio no setor externo, mercado de capitais desenvolvido e crescimento do investimento.
O presidente do BC afirmou que o regime de metas para a inflação assegura transparência, enquanto mantém o índice em níveis baixos e previsíveis.
O regime de câmbio flutuante e a política de acumulação de reservas internacionais, explicou, absorveram os impactos dos choques exteriores, e a regulamentação conservadora do sistema financeiro preservou a solidez dos bancos.
Reservas em alta
As reservas internacionais, que não chegavam a US$ 50 bilhões em 2003, estão hoje em US$ 245,8 bilhões. A manutenção de reservas em níveis elevados, de acordo com Meirelles, é fundamental para a estabilização da economia.
O resultado dessa política, conforme explicou, é que hoje o Tesouro Nacional é credor em moeda estrangeira, e não devedor, como em 2003.
O Banco Central, segundo seu presidente, coloca em prática hoje uma estratégia de saída da crise, com o resgate completo de R$ 24,5 bilhões de empréstimos das reservas.
Ele citou pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) mostrando que o nível de confiança do consumidor paulista e do empresariado brasileiro é hoje superior ao do período pré-crise econômica de 2008. Tendência semelhante é detectada na produção industrial, que, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), experimenta o 14º mês consecutivo de crescimento.
Comissões - CAE Edição de quinta-feira 22 de abril de 2010 Tendência natural é uma queda na taxa dos juros, diz presidente do BC
Henrique Meirelles traçou na audiência pública da CAE o cenário para uma eventual queda nas taxas de juros: com a manutenção da estabilidade da economia, há maior previsibilidade e alongamento do horizonte de planejamento das empresas, causando uma queda nos prêmios de risco e o surgimento de investidores dispostos a aplicar por prazo maior e a taxas menores.
– À medida que tudo isso for se concretizando, a tendência natural é uma queda nas taxas de juros – afirmou.
Meirelles disse que a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana deve atualizar os dados sobre inflação, inclusive captando a desaceleração registrada em abril, cuja previsão, de 0,48% conforme o IPCA-15, é coerente com a estimativa de 0,47% do Banco Central.
Aumento
Os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) manifestaram temor de que o Copom seja obrigado, na próxima reunião, a aumentar fortemente a taxa de juros, por não ter feito isso em março.
Meirelles disse que a decisão do Copom em março, quando manteve-se a Selic (taxa básica de juros) em 8,75%, foi técnica e isenta de influência política.
O presidente do BC notou que a política monetária realiza-se em uma sequência de ações e, por isso, é importante que as reuniões do Copom sejam realizadas a cada 45 dias. Ele considerou normais divergências na margem entre uma e outra reunião.
Afirmou também que a projeção de crescimento econômico para 2010, de 5,8%, citada como um dos fatores que obrigariam o governo a iniciar um ciclo de aumentos da taxa básica de juros, já era do conhecimento do Banco Central desde dezembro do ano passado.
Balança comercial
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e José Agripino (DEM-RN) manifestaram preocupação com a evolução da balança comercial e com a tendência de queda no superávit. Meirelles disse que a previsão do Banco Central para 2010 é de um saldo positivo de US$ 10 bilhões – inferior aos dos últimos anos.
O presidente do BC explicou que o Brasil, que se recuperou rapidamente da crise internacional de 2008, exporta para países que saem de maneira mais lenta das dificuldades. Portanto, segundo observou, é natural que as importações brasileiras tenham crescido mais do que as exportações.
O crescimento do investimento estrangeiro direto líquido, previsto pelo Banco Central em US$ 45 bilhões em 2010, também causa impacto nessas contas, segundo Meirelles. É que muitos desses recursos, aplicados em atividades produtivas, são usados para aquisição de máquinas no mercado externo.
Política fiscal
Arthur Virgílio e Antonio Carlos Júnior disseram que a política fiscal do governo – com gastos crescentes – é incoerente com qualquer esforço para redução das taxas de juros. Virgílio lembrou que, nos últimos sete anos, enquanto o crescimento econômico ficou em 27%, os gastos correntes do governo aumentaram 75%.
Meirelles respondeu que uma das normas de governança de bancos centrais independentes é não opinar sobre políticas de outros órgãos do governo.
Comissões - CAE Edição de quinta-feira 22 de abril de 2010 Resolução simplifica exame de pedidos de autorização por estados e municípios
Procedimentos mais simples para a tramitação no Senado das operações de crédito solicitadas por estados, Distrito Federal e municípios foram aprovados ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Uma das medidas estabelece que a consulta quanto à situação de adimplência em relação à União deve se restringir à pessoa jurídica do órgão que está solicitando autorização, incluindo apenas suas unidades administrativas que não possuem personalidade própria.
As novas regras constam do texto elaborado pelo relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), sobre projeto de resolução (PRS 12/10) do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Um dos dispositivos elimina a manifestação do Ministério da Fazenda quanto a mérito, conveniência e oportunidade da operação. Para o relator, quem detém as reais condições de "defender e sustentar" um posicionamento sobre esses aspectos é o próprio propositor do pedido.
Outra medida simplificadora envolve a dispensa de balancetes do órgão que pretende contratar empréstimos. Conforme o relator, a documentação atual já inclui o chamado Relatório Resumido da Execução Orçamentária, instrumento que serve para demonstrar o nível da receita corrente líquida e onde já constam os dados necessários para verificações que são feitas pelo Ministério da Fazenda antes do encaminhamento dos pedidos de autorização para exame no Senado. A decisão final depende do Plenário.
A Petrobras assinou hoje (15/4) com a China Petrochemical Cooperation (Sinopec) e o China Development Bank Corporation (CDB) um Acordo de Cooperação Estratégica com o objetivo de avaliar oportunidades em áreas de cooperação que possam gerar benefícios mútuos para as partes. O Acordo é um desdobramento do Memorando de Entendimento (MOU) assinado entre a Petrobras e a Sinopec em 19 de Maio de 2009.
O acordo inclui a cooperação entre a Petrobras e a Sinopec nas seguintes áreas: Exploração e Produção (E&P); Refino, Transporte e Comercialização (RTC); Petroquímica e fertilizantes; e fornecimento de bens e serviços em geral.
Na área de E&P destaca-se a intenção de avaliar futuras parcerias, incluindo a possibilidade de venda de parte da participação da Petrobras nos blocos BM-PAMA-3 e BM-PAMA-8, localizados na Bacia Pará-Maranhão.
Em RTC e Petroquímica, as partes pretendem avaliar oportunidades de parceria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, além da possibilidade de novos contratos de fornecimento de petróleo para a Sinopec.
O acordo inclui ainda a cooperação com o CDB em relação à possibilidade de financiamentos bilaterais, a serem negociados entre as partes, caso a Petrobras demande financiamento no âmbito do Acordo de Cooperação.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, reforçou quarta-feira (14/4), em Maceió (AL), no Seminário Nordeste sobre o Pré-Sal, o papel estratégico que o novo marco regulatório em discussão no Congresso traz para a Companhia, que deverá ser operadora única na produção de petróleo da camada pré-sal. Para Gabrielli, a Petrobras deve ser a operadora porque é responsável pelos melhores procedimentos no país em exploração de petróleo.
“Imagine uma empresa que se depara com uma enorme riqueza. E essa empresa diz para o governo que tem como investir na exploração dessa riqueza. O governo, então, diz para o Congresso que essa empresa terá papel fundamental na exploração dessa riqueza, que é o petróleo”, afirmou Gabrielli.
Ainda segundo o presidente da Companhia, a meta é que a produção da Petrobras salte dos 2 milhões de barris/dia para 3,8 milhões de barris/dia nos próximos 12 anos. “Com isso, cresce também a cadeia produtiva da economia brasileira, já que o crescimento econômico depende também do avanço da indústria do petróleo”, analisa. “Mas hoje já podemos perceber esse crescimento. Temos, por exemplo, a recuperação da indústria naval brasileira, com novos estaleiros pelo país”, completou.
O presidente da Petrobras também aproveitou a participação no Seminário Nordeste sobre o Pré-sal para reforçar os investimentos já previstos pela companhia. “Serão cinco novas refinarias no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. E a produção dessas novas refinarias refletirá no consumo, porque o consumidor adquire o produto derivado do petróleo”.
Além de Gabrielli, o seminário contou com as participações do diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, do diretor de Exploração e Produção da Companhia, Guilherme Estrella, e do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, entre outros especialistas, parlamentares e representantes do governo.
O diretor Financeiro da Petrobras detalhou o processo de capitalização da Companhia e o projeto de lei que trata da criação do Fundo Social. Já o diretor de Exploração e Produção falou sobre blocos exploratórios no Nordeste. Na abertura do primeiro dos três painéis do seminário, o presidente da Petrobras Distribuidora falou sobre o marco regulatório e a nova empresa estatal para regular a exploração do petróleo da camada pré-sal no país.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, falou nesta quarta-feira (14/4) sobre a importância em integrar as áreas de refino e petroquímica na indústria de petróleo e gás, durante a Conferência Oil & Gas Outlook Brasil 2010, no Rio de Janeiro.
Segundo Costa, não há possibilidade de se pensar refinarias isoladas atualmente. “Em todo o mundo as empresas caminham para integração de refino e petroquímica. Isso agrega valor aos produtos e os torna mais competitivos”, afirmou. O diretor exemplificou esse processo na Companhia através dos dois complexos integrados em construção: o Comperj, no estado do Rio de Janeiro; e a Refinaria Abreu e Lima em conjunto com a Petroquímica Suape, no estado de Pernambuco.
Paulo Roberto Costa comentou também que a Petrobras adquiriu participação em empresas petroquímicas nos últimos anos, aproveitando o contexto nacional favorável para a integração refino e petroquímica. Recentemente, aconteceu a incorporação da Braskem, que permite maior troca de produtos petroquímicos com as refinarias.
Também esteve presente no evento, o engenheiro da Petrobras, Oscar Souza, do Centro de Excelência em Engenharia, Suprimento e Construção – EPC (sigla em inglês para Engineering (Engenharia), Procurement (Suprimento) and Construction (Construção). Sousa participou de um painel sobre a capacidade da indústria nacional em atender a demanda referente a produção no pré-sal.
A Petrobras é a empresa mais admirada do setor de petróleo no quesito Inovação, de acordo com o ranking da revista Fortune. O reconhecimento provém da opinião de altos executivos de empresas de todo o mundo, além de analistas financeiros, ouvidos para a elaboração do ranking “World’s Most Admired Companies”, realizado anualmente pela Fortune com consultoria do Hay Group.
Única empresa brasileira ranqueada, a Petrobras saltou de 8º lugar, em 2009, para 5º lugar em 2010 entre as companhias com melhor reputação da indústria do petróleo. No quesito Inovação o salto foi ainda maior: de 6º lugar do ranking do setor em 2009 para primeiro lugar em 2010. A empresa se destaca ainda nos quesitos Qualidade de gestão, Investimentos de longo prazo e Qualidade dos produtos e serviços.
A Petrobras adquiriu na terça-feira (13/4), através da sua subsidiária integral Petrobras Internacional Braspetro – PIB BV, 50% de participação no bloco exploratório WA-360-P, localizado na bacia australiana de North Carnarvon, junto à empresa MEO Australia Ltd. por US$ 39,0 milhões. Com o negócio, a Petrobras passa a atuar na Oceania e está agora presente em todos os continentes.
O bloco cobre uma área de 1,2 mil quilômetros quadrados, com profundidade de água máxima de 500 metros, localizado próximo à região de grandes descobertas de gás. O contrato do bloco encontra-se no quinto ano do período exploratório, já tendo sido realizada a interpretação de 450 km2 de sísmica 3D. A partir de análises dos dados de sísmica 2D e 3D, foi possível identificar potencialidade para descoberta de gás.
A aquisição, que está sujeita à aprovação das autoridades regulatórias australianas, prevê, além do pagamento pela Petrobras à MEO, o financiamento de 100% da perfuração do poço pioneiro Artemis-1, até o limite de US$ 41 milhões, prevista para o segundo semestre de 2010.
Em caso de sucesso na perfuração, a Petrobras se compromete a pagar um bônus adicional à MEO no valor de US$ 31,5 milhões e financiar a participação da MEO (20%) na perfuração de dois poços adicionais no valor de até US$ 62 milhões por poço.
A MEO permanece como operadora do bloco, ficando com 20% de participação após a concretização do negócio. Os 30% restantes estão igualmente divididos entre as empresas Cue Exploration Pty Ltd e Moby Oil & Gas Ltd, também australianas. A Petrobras terá a opção de se tornar operadora após a conclusão dos trabalhos relativos à perfuração do primeiro poço.
A aquisição está alinhada com o Plano Estratégico da Companhia, podendo contribuir para o aumento das reservas e produção de gás natural no Brasil e no exterior, com potencial de atuar de forma global e verticalizada no mercado de GNL.
A Petrobras recebeu nesta segunda-feira (12/4) uma comitiva com 12 embaixadores de 11 paises da União Européia. Durante a visita, o presidente da Companhia, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, apresentou as operações da Petrobras e os investimentos previstos para os próximos anos.
Após falar sobre o plano de negócios e os desafios tecnológicos, de recursos humanos e da cadeia de fornecedores que o crescimento da Petrobras demanda, Gabrielli respondeu às dúvidas dos embaixadores. Os principais temas abordados foram biocombustíveis, política de conteúdo nacional, capacitação de mão-de-obra e flexibilidade para atender a demanda do gás natural.
A comitiva contou com embaixadores da Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Espanha, Dinamarca, Finlândia, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Turquia.
A Petrobras Biocombustível realizará o primeiro processo seletivopúblico para provimento de 81 vagas e formação de cadastro de reserva de profissionais de nível médio e superior. O edital está disponível no site da Fundação Cesgranrio e no portal da Petrobras .
As inscrições serão abertas no dia 26 de abril e vão até o dia 9 de maio de 2010. Para nível médio, a taxa de inscrição é R$ 30,00 e, para nível superior, R$ 45,00. As provas estão previstas para o dia 6 de junho e a divulgação do resultado final deverá ser feita em 24 de junho de 2010.
As vagas são destinadas às seguintes localidades: Salvador (BA), Candeias (BA), Belém (PA), Guamaré (RN), Montes Claros (MG), Fortaleza (CE), Quixadá (CE), Recife (PE), João Pessoa (PB), Teresina (PI) e Rio de Janeiro (RJ).
Serão selecionados profissionais de nível superior: Administrador, Assistente Social, Contador, Economista, Enfermeiro do Trabalho, Médico do Trabalho e Profissional de Comunicação Social (Jornalismo). Para esses cargos a remuneração mínima é de R$ 5.276,44. Para Advogado, Analista Ambiental, Analista de Comercialização e Logística, Engenheiro (Agrícola, Agrônomo, de Equipamentos/ênfase em mecânica, de Processamento, de Produção e de Segurança), a remuneração mínima é de R$ 5.685,07.
Para nível médio, as vagas são para: Técnico Agrícola, Ambiental, Comercialização e Logística, Inspeção de Equipamentos e Instalações, Manutenção- ênfase Elétrica, Operação, Segurança, Suprimento de Bens e Serviços e Químico, com remuneração mínima de R$ 2.391,97. Para Técnico de Administração e de Contabilidade) a remuneração mínima é de R$ 1.985,04.
Entre os benefícios, a Petrobras Biocombustível oferece, plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes, entre outros. O processo seletivo terá validade de 12 meses, prorrogável por igual período.
A perfuração de mais um poço na área de Tupi confirmou o potencial de petróleo leve nos reservatórios do pré-sal daquela área, em águas ultra-profundas da Bacia de Santos. O novo poço, denominado 3-BRSA-795-RJS (3-RJS-666), e informalmente conhecido como Tupi OW, está localizado na área do Plano de Avaliação de Tupi, em profundidade de água de 2.131 metros, a cerca de 270 km da costa do Rio de Janeiro e a 12,5 km a nordeste do poço descobridor 1-RJS-628 (1-BRSA-369).
A descoberta, comunicada nesta quarta-feira (7/4) à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural – ANP, foi comprovada por amostragens de petróleo leve (cerca de 25ºAPI) em teste nos reservatórios localizados em profundidades maiores do que as constatadas pelos poços perfurados anteriormente.
A conjunção das informações obtidas neste poço com as obtidas nas demais perfurações reforçam as estimativas do potencial de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal da área de Tupi.
O Consórcio, formado pela Petrobras (65% – Operadora), BG Group (25%) e Galp Energia (10%), para a exploração do bloco BM-S-11, onde fica a área de Tupi, dará continuidade às atividades e investimentos previstos no Plano de Avaliação, aprovado pela ANP, que prevê a perfuração de outros poços até a declaração de comercialidade, prevista para dezembro de 2010.
A Petrobras atingiu, em março, o recorde de exportação de 733 mil barris por dia de petróleo, totalizando 22,73 milhões de barris no mês. Esse resultado superou a marca anterior, de dezembro de 2008 , em 113 mil barris.
O maior destino das exportações foram os Estados Unidos, respondendo por 32%. Em seguida a Índia com 22%, a China com 20%, a Europa com 18%, e o Japão e Canadá com 4%.
Os volumes referem-se às saídas físicas do Brasil no mês de março. Os faturamentos dessas cargas ocorrerão ao longo dos meses de abril e maio de 2010.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, participou, na manhã desta segunda-feira (12) da sessão de abertura da 10ª Conferência Internacional de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás, que ocorre pela primeira vez no Brasil.
Gabrielli destacou o cuidado com a segurança, o meio ambiente e a saúde como elemento fundamental da estratégia da Petrobras. “Para a Companhia, é importante ser rentável e ter grande crescimento, mas, da mesma maneira, é importante estar voltada para as questões sociais, ambientais, de segurança e saúde”, disse.
Para o presidente, o setor deve atuar sempre de forma sustentável, prevenindo acidentes e contribuindo para minimizar emissões, por meio da melhoria dos processos e da pesquisa de combustíveis mais limpos. “A indústria de petróleo e gás movimenta volumes gigantescos comparada a outros setores. Por isso, a responsabilidade socioambiental ganha uma dimensão especial para este setor”, lembrou.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, deu boas-vindas aos mais de 800 participantes do evento. Estrella preside a Conferência.
Além do diretor e do presidente da Petrobras, compuseram a mesa o Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, João José Souto, o Diretor da Fundação de Saúde e Segurança do Trabalho (Fundacentro), do Ministério do Trabalho e Emprego, Eduardo Azevedo da Costa, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Petróleo, Indústria e Comércio, Júlio Bueno, e Ken Arnolds, Diretor da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE), organizadora do evento.
A Conferência Internacional segue até o dia 14/4, no hotel Windsor Barra. Os temas em discussão estão voltados para as melhores práticas e inovações em SMS, os desafios das alterações climáticas, a responsabilidade social e a melhoria da segurança.
O Projeto Tamar, criado para proteger as tartarugas marinhas no Brasil, completa 30 anos. Neste sábado (10/4), realiza, simultaneamente, em todas as suas 23 bases de pesquisa – de Santa Catarina ao Ceará – a soltura simbólica do filhote número 10.000.000, alcançada na última temporada. A sede de Sergipe, localizada na frente do Oceanário (praia de Atalaia, em Aracaju), foi escolhida como a sede das comemorações por alcançar os melhores resultados. Em três décadas, a população de tartaruga Oliva foi multiplicada por dez, passando de 100 para 1.000 representantes da espécie.
No dia 10, a festa continua com shows a partir das 16h30, no mesmo local, com apresentação dos grupos folclóricos locais e de rock e MPB, como o Ilariô da Tartaruga. Também estarão presentes os cantores Lenine e Margareth Menezes. Os dois participaram do movimento de músicos famosos que, em apoio à causa das tartarugas, criou novas letras, musicou e gravou canções compostas por pescadores e moradores de pequenas comunidades.
“A partir de agora estamos lidando com a segunda geração de tartarugas protegidas pelo Tamar. Hoje as crianças cresceram e tiveram seus filhos”, comemora Guy Marcovaldi, coordenador nacional do Projeto Tamar. E conclui: “Se não tivéssemos interferido nessa população, a maioria das praias não teria mais essas cinco espécies de tartarugas”.
O Tamar protege cerca de 1.100 km de praias, com 23 bases mantidas em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas. Ao todo, atua em nove estados. Patrocinado pela Petrobras há 28 anos, o Projeto é coordenado pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em cooperação com a Fundação Pró-Tamar.
Em relação à matéria “Golfinho famoso ofusca primos em risco ”, publicada no domingo (4/4), não é verdadeira a afirmação do oceanógrafo da Furg, Eduardo Secchi, de que a empresa “investe mais em espécies que têm apelo visual e quase nada em espécies que realmente têm problemas de conservação”.
O Projeto Golfinho Rotador – que é uma espécie da qual não se tem dados ainda suficientes para afirmar que está ou não em extinção – fez com que a frequência dos cetáceos continuasse a mesma em Fernando de Noronha, desde 1990, mesmo com o crescimento do turismo local. O projeto foi um dos principais responsáveis pela publicação do Decreto Federal nº 6.698 (em 2008), que trata da preservação e proteção desses e outros cetáceos, permitindo a pesquisa científica e o aproveitamento turístico ordenado. O projeto promove ainda inúmeras ações para educação ambiental de moradores do Arquipélago.
A Petrobras patrocina projetos ambientais em todo o Brasil, que tenham foco em três linhas de atuação: reduzam riscos de destruição de espécies e habitats aquáticos ameaçados; melhorem a qualidade dos corpos hídricos; e contribuam para a fixação de carbono e emissões evitadas de gases causadores do efeito estufa. Desde 2003, o Programa Petrobras Ambiental apoia inúmeros projetos, incluindo dezenas de bacias, ecossistemas e paisagens da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Veja abaixo a reportagem da Folha:
05/04/2010 - 17h05
Golfinho famoso ofusca primos em risco no Brasil
RICARDO MIOTO enviado especial da Folha a Fernando de Noronha
O golfinho-rotador, típico de Fernando de Noronha, é o primo rico dos golfinhos brasileiros. Isso acontece por causa do patrocínio que a Petrobras oferece aos estudos com o animal, que não está em situação de risco, desde 2001.
Cientistas afirmam que, enquanto isso, outras espécies de golfinho do país que sofrem ameaças reais, como as toninhas do Sul, acabam ficando de lado.
Apesar de ofuscadas pelo rotador, há dezenas de outras espécies de golfinhos no Brasil.
Danilo Verpa/Folha Imagem
Golfinhos rotadores na ilha de Fernando de Noronha
Para Eduardo Secchi, oceanógrafo da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o rotador chama a atenção por frequentar águas que os turistas acessam com facilidade e por ter o hábito de se aproximar dos barcos, dando piruetas fotogênicas no ar.
"Hoje, infelizmente, os recursos da Petrobras são investidos mais em espécies que têm apelo visual e quase nada em espécies que realmente têm problemas de conservação, como a toninha. A espécie está colapsando, classificada como vulnerável na Lista Vermelha de animais ameaçados de extinção por causa das mortes em redes de pesca. Mas os critérios são de marketing", diz ele, que trabalha com a espécie sulina.
Pela metade
"Calculamos que, entre 1996 e 2004, a população de toninhas tenha caído pela metade. Mas a toninha é difícil de ser vista, não é um golfinho 'bonito', não salta", diz o oceanógrafo.
Além das toninhas, veio a público em 2007 que a população de botos-cinza do Amapá era vítima de uma matança. O desejo era vender os animais no mercado internacional como isca de tubarão.
Entre 2007 e 2010, a Petrobras gastou R$ 2,5 milhões com o rotador. "Projetos do nosso laboratório vão de R$ 20 mil a R$ 30 mil por ano", diz Secchi.
"Aqui não trabalhamos com nenhum financiador contínuo. Ainda existem poucos estudos no Brasil sobre como a pesca interfere na fauna marinha, por exemplo", diz o biólogo Sérgio Estima, do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental em Rio Grande (RS), que também trabalha com as toninhas.
"Responsabilidade ambiental é algo que a sociedade cobra", diz Luis Fernando Nery, gerente de responsabilidade social da Petrobras. "Saber focar é importante para que os trabalhos tenham sucesso."
Segundo ele, a política atual de empresa é acompanhar de perto uma quantidade menor de projetos, podendo assim dar mais atenção para cada um.
A Petrobras se concentra em cinco espécies marinhas. Além do rotador, as baleias franca e jubarte, o peixe-boi e as tartarugas do Projeto Tamar. Nery ressalta que a empresa lança editais públicos para selecionar os projetos de conservação que vai apoiar. "Temos em mente não deixar os projetos dependentes demais de nós."
Segundo a empresa, até 2012 já terão sido gastos perto de R$ 500 milhões em projetos da área ambiental --recursos voluntários, sem nenhum tipo de vantagem fiscal em troca.
Marcos de Oliveira Santos, biólogo da Unesp, elogia a ação da empresa. "Ela alavancou projetos realizados em longo prazo e suas equipes foram e são importantes nos árduos trabalhos de conservação, utilizando animais-bandeira em projetos guarda-chuva", diz.
"Não vejo nos recursos financeiros um empecilho maior para os estudos e conservação de mamíferos aquáticos no país. Não é só a Petrobras que financia estudos de cetáceos."
Dinheiro
A história do Centro Golfinho Rotador, que está completando 20 anos, se divide em antes e depois da Petrobras. "Os recursos, no começo, eram de "paitrocínio". Gastava a minha herança", diz o oceanógrafo gaúcho José Martins, fundador do projeto.
Com o tempo, começou a perceber a necessidade de profissionalização, diz, inclusive para fortalecer a imagem do projeto.
"No começo, era eu quem dirigia o ônibus que trazia os turistas para ver as palestras de educação ambiental que eu dava. Até que me disseram: "Zé, as pessoas nunca vão achar que é o palestrante que dirige o ônibus, mas sim que é o motorista que dá a palestra.'"
Em 2001, com a criação da Petrobras Ambiental, o projeto de Martins passou a ser patrocinado. Esse braço verde da petroleira surgiu após várias crises ambientais. O final do anos 1990 foi marcado, na empresa, por sucessivos vazamentos de óleo. Em 2000, ocorrem grandes desastres ambientas na baía de Guanabara e em uma refinaria em Araucária (PR).
Contando crises menores, até o afundamento da P-36 em 2001, ela esteve envolvida em 95 acidentes em 15 meses.
Para os rotadores, entretanto, valeu a pena. Depois de 2001, foi possível estudar melhor a espécie. "Pude me concentrar em, por exemplo, escrever artigos científicos sem precisar ficar pensando que sou eu quem precisa ir ao banco", diz Martins. "Sem dinheiro você não consegue fazer nada.
O jornalista RICARDO MIOTO viajou a convite da Petrobras
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, foi entrevistado na última terça-feira (13/4) pela jornalista Flávia Oliveira, que escreve a coluna Negócios & Cia. do jornal O Globo . Na entrevista, que originou a matéria publicada nesta sexta-feira (15/4) sob o título “A capitalização não é urgente, é necessária”, o diretor falou sobre assuntos como viagem à China, capitalização da Companhia e incentivo aos fornecedores.
Como participar do Programa Desenvolvimento e Cidadania
9 de abril de 2010 / 23:12
O vídeo abaixo mostra como participar da seleção pública do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania 2010. As inscrições já estão abertas e irão até 21 de maio. A Petrobras investirá um total de R$ 110 milhões em projetos sociais de todo o país no período de dois anos.
Confederação Nacional do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL
A CONPETRO, representa e congrega os setores da Indústria e do Comércio de Bens & Serviços da cadeia produtiva do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis do BRASIL.
"Ética, transparência e respeito são a base da nossa relação com à sociedade".