"Na democracia, o processo de formação das políticas públicas demanda participação de todos os segmentos da sociedade civil, informação confiável, representação qualificada, transparência e ética."
 
  
Confederação Nacional do Petróleo,
Gás Natural, 
Biocombustíveis e Energias Renováveis
 
 A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL  
Orgulho de ser Brasileiro

Dr. Marcílio Novaes Maxxon

 

 



     

 
 
 
 

Dr. Marcílio Novaes Maxxon
Fundador e Presidente Nacional
 
"O combate à corrupção está intimamente vinculado à transparência". 

INTELIGÊNCIA POLÍTICA
Compromisso com a TRANSPARÊNCIA CONPETRO
 
 


Dra. VANDEGE CAVALCANTI MESQUITA
Diretora de Normas & Legislação da 
CONPETRO
Petróleo & Gás Natural
OAB-SP 217926
OAB-DF 033019

  



Escolha a instituição de sua preferência para saber mais sobre o clima de sua região.
 
Climatempo / Particular Cepagri / Unicamp IAG / USP
 
 
INMET / Gov. Federal Ceptec / Inpe Ipmet / Unesp Tempo Agora

Porto de Galinhas beach

 
Cresce a cada dia entre a população de todo o mundo a percepção de que o clima está mudando. Essa percepção tem respaldo em estudos científicos atuais, que consideram o aquecimento global como inequívoco. O aumento na temperatura, por sua vez, está relacionado ao aumento observado nas concentrações de gases de efeito estufa, que aumentaram significativamente desde a Revolução Industrial.
Para estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera em um nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático, foi assinada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em vigor desde 1994.
No âmbito da Convenção, foram definidos compromissos e obrigações para todos os países (denominados Partes da Convenção). Desde sua entrada em vigor, as Partes da Convenção realizam reuniões anuais, como a de 1997, que resultou no Protocolo de Kyoto, o qual estabelece metas de redução de emissões de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos.
No entanto, as medidas adotadas até agora não impediram que essas emissões continuem aumentando. Espera-se, então, que na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15), a ser realizada em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro do corrente ano, se chegue a um acordo que contemple medidas significativas para mitigação do aquecimento global.
Esta página contém acesso a textos eletrônicos, indicações bibliográficas e matérias divulgadas na imprensa. Seja, pois, bem-vindo ao Fique por Dentro e receba a nossa sugestão de iniciar a sua leitura pelo texto de referência da Consultoria Legislativa.

Em 16/11/2009.

 

Legislação Estrangeira

Legislação Estrangeira

Mudanças Climáticas

União Européia

Directiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2009 , relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis que altera e subsequentemente revoga as Directivas 2001/77/CE e 2003/30/CE (Texto relevante para efeitos do EEE)
Directiva 2009/29/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2009 , que altera a Directiva 2003/87/CE a fim de melhorar e alargar o regime comunitário de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa (Texto relevante para efeitos do EEE)

Inglaterra

Climate Change Act 2008

The UK Low Carbon Transition Plan

 

Noruega

Act of 17 December 2004 No.99 relating to Greenhouse Gas Emission Allowance Trading and the Duty to Surrender Emission Allowances. 

Estados Unidos

H.R. 2454: American Clean Energy and Security Act of 2009 (PROJETO DE LEI)

Legislação Federal

Legislação Federal

Mudanças Climáticas


LEIS ORDINÁRIAS
Lei nº 9.605, de 12 de Fevereiro de 1998

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Lei nº 6.938, de 31 de Agosto de 1981

Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

Lei nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965

Institui o novo Código Florestal.

DECRETOS

Decreto nº 5.445, de 12 de Maio de 2005

Promulga o Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, aberto a assinaturas na cidade de Quioto, Japão, em 11 de dezembro de 1997, por ocasião da Terceira Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Decreto de 28 de Agosto de 2000

Dispõe sobre o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e dá outras providências.

Decreto nº 2.652, de 1º de Julho de 1998

Promulga a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, assinada em Nova York, em 9 de maio de 1992.

ACORDOS INTERNACIONAIS

Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima

Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
 
 

Projetos de Lei e outras Proposições

Proposições

Mudanças Climáticas

PLP-73/2007

Propõe uma Reformulação Tributária Ecológica, a fim de regulamentar o artigo 146-A, da Constituição Federal, instituir os princípios da essencialidade e do diferencial tributário pela sustentabilidade ambiental e oneração das emissões de gases de efeito estufa, e criar a taxação sobre o carbono ("carbon tax"), na forma de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, para a sustentabilidade ambiental e a mitigação do aquecimento global.

Autor:  Antonio Carlos Mendes Thame - PSDB/SP  e co-autores.

 

PL-5999/2009

Torna obrigatório a elaboração e publicização do Relatório Bienal de Emissão de Gases Causadores do Efeito Estufa - REGE, por parte das empresas emissoras do setor público, e aquelas do setor privado não enquadradas na Lei nº 9.841 de 05 de outubro de 1999, e dá outras providências.

Autor:  Rodrigo Rollemberg - PSB /DF 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007   

PL-5586/2009  

Institui a Redução Certificada de Emissões do Desmatamento e da Degradação (RCEDD) e dá outras providências.

Autor:  Lupércio Ramos - PMDB /AM 

PL-4222/2008

Torna obrigatória a informação do total de gases causadores do efeito estufa emitidos em todas as etapas de produção de artigos de consumo industrializados e comercializados no Brasil.

Autor:  Carlos Bezerra - PMDB /MT 

Apensado(a) ao(a): PL-2843/2008    

PL-3820/2008

Altera os arts. 6º e 5º da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, que dispõe sobre a política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do petróleo, institui o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo, e cria o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima - FNMC.

Autor:  Poder Executivo

Apensado(a) ao(a): PL-2635/2007    

PL-3570/2008

Altera o art. 50 da Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997, modificando o inciso II do parágrafo segundo. Estende a abrangência dos recursos da participação especial provenientes da extração do petróleo para que os produtores rurais utilizem práticas e tecnologias que contribuam para a manutenção e/ou recuperação da capacidade dos ecossistemas naturais de prestar serviços ambientais vinculados à regulação climática.

Autor:  Anselmo de Jesus - PT /RO 

Apensado(a) ao(a): PL-2223/2007  

PL-3535/2008

Institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima e dá outras providências.

Autor:  Poder Executivo

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007    

PL-3258/2008

Estabelece princípios e diretrizes para uma Política Nacional de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Cria o Programa Bolsa Floresta.

Autor:  Perpétua Almeida - PCdoB /AC 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007    

PL-3256/2008

Dispõe sobre a compensação pela eliminação de gases de efeito estufa por veículos automotores. Autor:  Nilson Mourão - PT /AC 

Apensado(a) ao(a): PL-2056/2007    

PL-2917/2008

Altera o art. 5º da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que regulamenta o art. 225, § 1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências, para incluir os impactos das mudanças climáticas entre as diretrizes para implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Autor:  Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil.

PL-2915/2008

Altera o art. 36 da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, para estabelecer diferenciação nos percentuais para o cálculo do montante de recursos que o empreeendedor deve destinar à implantação e à manutenção de unidades de conservação, com base nas potenciais contribuições do empreendimento sobre as mudanças climáticas globais.

Autor:  Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil.

PL-2843/2008

Torna obrigatória a informação sobre a neutralização da emissão de gases causadores de efeito estufa em produtos industrializados comercializados no Brasil.

Autor:  Eudes Xavier - PT /CE 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007    

PL-2635/2007

Altera o art. 50, modificando os incisos I e II e acrescentando os incisos VII e VIII e os §§ 4º e 5º, na Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, criando o Fundo Nacional de Mudanças Climáticas e o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Autor:  Eduardo Valverde - PT /RO 

Apensado(a) ao(a): PL-2223/2007    

PL-2223/2007

Altera o art. 50, § 2º, inciso II da Lei nº 9.478, de 1997, que dispõe sobre a política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do petróleo, institui o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo e dá outras providências. Destina recursos da participação especial na exploração de petróleo à preservação do meio ambiente e recuperação de danos ambientais de qualquer natureza, e não somente os causados pelas atividades da indústria do petróleo.

Autor:  Sebastião Bala Rocha - PDT /AP 

PL-2056/2007

Torna obrigatória a compensação pela emissão e consumo de carbono por parte das empresas que especifica, e dá outras providências.

Autor:  Edson Duarte - PV /BA 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007    

 

PL-1657/2007

Dispõe sobre os incentivos fiscais a serem concedidos às pessoas físicas e jurídicas que invistam em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL que gerem Reduções Certificadas de Emissões - RCEs, autoriza a constituição de Fundos de Investimento em Projetos de MDL e dá outras providências.

Autor:  Zequinha Marinho - PMDB /PA 

Apensado(a) ao(a): PL-494/2007    

 

PL-1378/2007

Dispõe sobre a redução da emissão de gases do efeito estufa no território nacional e dá outras providências. Determina a redução da emissão de gases de efeito estufa até o número estimado no ano de 1990. Altera a Lei nº 9.605, de 1998.

Autor:  Rebecca Garcia - PP /AM 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007   

 

PL-759/2007

Institui o Programa de Neutralização do Carbono no âmbito nacional, amenizando as emissões de carbono geradas por todos os órgãos de Poder Público.

Autor:  Professor Ruy Pauletti - PSDB /RS 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007    

 

PL-594/2007

Equipara a Redução Certificada de Emissão (RCE) a valor mobiliário.

Autor:  Carlos Souza - PP /AM 

Apensado(a) ao(a): PL-493/2007    

PL-494/2007

Dispõe sobre os incentivos fiscais a serem concedidos às pessoas físicas e jurídicas que invistam em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL que gerem Reduções Certificadas de Emissões - RCEs, autoriza a constituição de Fundos de Investimento em Projetos de MDL e dá outras providências.

Autor:  Eduardo Gomes - PSDB /TO 

Apensado(a) ao(a): PL-493/2007    

PL-493/2007

Dispõe sobre a organização e regulação do mercado de Carbono na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro através da geração de Redução Certificada de Emissão - RCE em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL.

Autor:  Eduardo Gomes - PSDB /TO 

PL-479/2007

Dispõe sobre o sistema de vigilância das emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de gases de efeito estufa. Estabelece a elaboração anual do Inventário Brasileiro das Emissões Antrópicas por Fontes e Remoções por Sumidouros de Gases de Efeito Estufa não Controlados pelo Protocolo de Montreal.

Autor:  Fernando Gabeira - PV /RJ 

Apensado(a) ao(a): PL-18/2007    

PL-354/2007

Institui a Política Brasileira de Atenuação do Aquecimento Global e dá outras providências.

Autor:  Rita Camata - PMDB /ES 

Apensado(a) ao(a): PL-261/2007    

PL-295/2007

Cria o Fundo de Emergência , com os recursos que especifica,para atendimento aos Estados e Municípios atingidos por desastres climáticos.

Autor:  Geraldo Pudim - PMDB /RJ 

PL-261/2007

Dispõe sobre a Política Nacional de Mudanças Climáticas - PNMC.

Autor:  Antonio Carlos Mendes Thame - PSDB /SP 

PL-19/2007

Dispõe sobre o estabelecimento de metas voltadas para a redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito da estufa.

Autor:  Sarney Filho - PV /MA 

PL-18/2007

Dispõe sobre a obrigatoriedade da adoção de medidas por parte do Poder Público, objetivando a redução das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Autor:  Sarney Filho - PV /MA 

Aprovado na Câmara em 27/10/2009, juntamente com os projetos apensos, na forma de um Substitutivo.

DIRETORIA LEGISLATIVA
CONSULTORIA LEGISLATIVA
ASSUNTO: Mudanças Climáticas
CONSULTOR:
Ilídia da Ascenção Garrido Martins Juras

DATA: novembro de 2009

Mudanças Climáticas


1. Introdução

Verões extremamente quentes, chuvas torrenciais e índices pluviais muito acima da média em algumas regiões brasileiras e secas pronunciadas em outras são exemplos de anomalias climáticas cada vez mais freqüentes. Tal como o Nordeste, que convive com intensas secas permeadas, às vezes, por períodos chuvosos anormais, a Amazônia passou, em 2005, por uma estiagem de proporções inéditas, que atingiu mais da metade dos 62 municípios do Amazonas, isolando milhares de pessoas em comunidades ribeirinhas e, neste ano, viveu cheia há muito não observada. Os tornados, raros em nosso País, tornaram-se comuns: apenas no Estado de São Paulo, ocorreram sete em 2005. Outro exemplo é o fenômeno Catarina, cuja ocorrência jamais havia sido registrada no Atlântico Sul.
Esses eventos climáticos extremos não estão restritos ao Brasil, mas têm sido percebidos e registrados em todo o mundo. A média mundial de desastres naturais subiu de 260 em 1990 para 337 em 2003, e o número de pessoas atingidas por estes desastres cresceu exponencialmente. As inundações constituem os desastres que mais afetam a população mundial e também os que mais aumentaram, tendo-se registrado 206  em 2007, contra a média de 172 nos sete anos anteriores. Outros exemplos marcantes são o aumento na intensidade e na freqüência de furacões, como o Katrina, e as fortes ondas de calor e incêndios, alternadas por rigorosos invernos na Europa.
É certo que a Terra tem passado, ao longo de toda a sua história geológica, por enormes variações climáticas. No entanto, há evidências científicas cada vez mais fortes de que as mudanças mais recentes não são variações naturais, mas estão relacionadas com um aumento na temperatura da Terra – o aquecimento global –, causado por atividades antrópicas, em especial pelo consumo de combustíveis fósseis, como carvão mineral, petróleo e gás natural, assim como pelos desmatamentos e queimadas.
O fenômeno, conhecido como efeito estufa, decorre do aumento da concentração de certos gases na atmosfera terrestre, entre os quais destacam-se o gás carbônico (também chamado dióxido de carbono – CO2), o ozônio (O3), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O), assim como o vapor d'água. Esses compostos são conhecidos como gases de efeito estufa, pois permitem a passagem da luz solar e retêm o calor, da mesma forma que os vidros de um carro fechado ou o revestimento de uma estufa sob a incidência do sol.

2. A base científica

O tema das mudanças climáticas e do aquecimento global começou a fazer parte da agenda internacional na década de 80 do século passado, com a adoção de algumas medidas importantes. A primeira delas foi a criação, em 1988, do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), que está aberto a todos os membros da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), e conta com a colaboração de mais de 2.500 cientistas de todo o mundo. O papel do IPCC é avaliar, de forma abrangente, objetiva, aberta e transparente, as informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para compreender os riscos das mudanças climáticas induzidas pelo homem, seus impactos potenciais e as opções para adaptação e mitigação.
O IPCC já apresentou quatro relatórios de avaliação, o último dos quais em 2007. Esse Relatório conclui que é inequívoco o aquecimento global, a partir de inúmeras observações do aumento na temperatura média global do ar e dos oceanos, da ampliação do derretimento de gelo e neve e da elevação do nível do mar. A temperatura média da superfície terrestre aumentou em 0,76ºC entre os períodos de 1850-1899 e 2001-2005, e 11 dos 12 últimos anos (1995 – 2006) estão entre os doze mais quentes desde que as temperaturas começaram a ser registradas (1850).
O 4º Relatório ainda conclui ser “muito provável” (o que indica probabilidade maior que 90%) que o aumento na temperatura média terrestre ocorrido no Século XX seja devido ao aumento observado nas concentrações de gases de efeito estufa. Em relação a essas concentrações, o documento indicou que, desde a era pré-industrial até 2005, houve os seguintes aumentos: dióxido de carbono (CO2): de 280 ppm a 379 ppm; metano: de 715 ppb (partes por bilhão) a 1774 ppb; e óxido nitroso: de 270 ppb a 319 ppb.
Ainda conforme o documento, há evidências de que o aquecimento recente esteja afetando os sistemas naturais, incluindo diversas alterações relativas aos ciclos biológicos, de distribuição, migração e abundância das espécies. A mudança do clima em curso deve afetar a disponibilidade de água, sendo provável o aumento da extensão das áreas afetadas por secas e também o aumento na freqüência dos eventos de forte precipitação, elevando o risco de inundações. Há consequências predominantemente negativas do aquecimento global para a biodiversidade, com risco de extinção de espécies, variável de acordo com a elevação da temperatura.
Também é provável que as mudanças do clima afetem o estado de saúde de milhões de pessoas, em especial aquelas com baixa capacidade de adaptação, mediante: aumento da subnutrição e de disfunções conseqüentes, com implicações no crescimento e desenvolvimento infantil; aumento de mortes, doenças e ferimentos por causa das ondas de calor, inundações, tempestades, incêndios e secas; aumento das conseqüências da diarréia; aumento da freqüência de doenças cardiorrespiratórias por causa das concentrações mais elevadas de ozônio ao nível do solo; e alteração da distribuição espacial de alguns vetores de doenças infecciosas.
Projeta-se que a produtividade das culturas aumente levemente nas latitudes médias a altas, mas diminua nas latitudes mais baixas, em especial nas regiões secas sazonalmente e nas regiões tropicais, mesmo com aumentos leves da temperatura local (1 a 2°C), o que aumentaria o risco de fome. O litoral ficará exposto a maiores riscos, inclusive à erosão, e milhões de pessoas serão atingidos por inundações a cada ano, em razão da elevação do nível do mar, até a década de 2080.
No que se refere aos impactos do aquecimento global específicos para o Brasil, é previsto um aquecimento geral do território brasileiro. A agricultura deve ser bastante afetada, com redução na produção e na área plantada da soja, do milho, do feijão, do arroz e do café.
Em resumo, a mudança do clima ameaça os elementos básicos da vida das pessoas ao redor do mundo: acesso à água, produção de alimentos, saúde e meio ambiente. As consequências econômicas serão enormes, com estimativas de que,  se nada for feito, os custos e os riscos da mudança do clima serão equivalentes à perda de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano. Em contraste, os custos das ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e evitar os impactos da mudança do clima podem limitar-se a cerca de 1% do PIB ao ano.
Em 1994 , quando foram feitos os primeiros inventários de emissões de gases de efeito estufa, constatou-se que o setor de energia foi o responsável pela maior parcela de emissões de gases de efeito estufa tanto nos países desenvolvidos (mais de 80%) como nos países em desenvolvimento (cerca de 60%), à exceção da América Latina e Caribe, onde o setor de agricultura ocupou a primeira posição. No Brasil, a maior parcela de emissões de gases de efeito estufa foi proveniente do desmatamento e das queimadas (55,4%, cifra que sobe para 75% quando se considera apenas o CO2).

3. Os Acordos Internacionais

A divulgação do primeiro relatório do IPCC levou ao início das negociações que culminaram na formulação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, aberta para assinaturas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. A Convenção entrou em vigor em 21 de março de 1994 e conta com adesão de cerca de 180 países, além da Comunidade Européia.
Conforme reconhece a Convenção, a responsabilidade histórica e presente pelas atuais concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera é dos países desenvolvidos. A concentração atual desses gases resultou principalmente do efeito cumulativo das emissões geradas nos últimos 150 anos pelas atividades industriais dos países desenvolvidos. Por essa razão, a Convenção ressalta o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas entre os países, e a obrigação dos países industrializados de assumir a liderança na adoção das medidas nela previstas. Além disso, esse tratado reconhece o princípio da precaução, segundo o qual atividades capazes de causar danos graves ou irreversíveis ao meio ambiente devem ser restringidas, ou até mesmo proibidas, antes que haja uma certeza científica absoluta de seus efeitos.
Por essa Convenção, os países desenvolvidos e os do leste da Europa que se encontram em processo de transição para uma economia de mercado (países do Anexo I), assumiram o compromisso de reduzir as suas emissões de gás carbônico e de outros gases causadores do efeito estufa, de forma a não ultrapassar os níveis verificados em 1990.
Cabe aos países em desenvolvimento, portanto ao Brasil, sob a Convenção, entre outras obrigações, a de formular e implementar programas nacionais contendo medidas para mitigar a mudança do clima. Esse compromisso, que é comum aos países desenvolvidos, apresenta-se de forma geral e não está articulado com nenhuma meta de redução de emissões de gases. Todos os países devem, além disso, elaborar um inventário de suas emissões antrópicas de gases de efeito estufa por fontes e de remoções por sumidouros – qualquer processo, atividade ou mecanismo que remova da atmosfera um gás de efeito estufa.
Em 1997, em Kyoto, durante a Terceira Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 3), foi assinado um Protocolo – o Protocolo de Kyoto – que obriga os países desenvolvidos, individual ou conjuntamente, a cortar, no período de 2008 a 2012, em média, 5,2% das emissões de gases de efeito estufa (foram aprovadas cifras diferenciadas para cada país) em relação ao ano-base de 1990.
A fim de cumprir essas metas, foram propostos três tipos de mecanismos: implementação conjunta (joint implementation), Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL (Clean Development Mechanism - CDM) e comércio de emissões (emissions trading). Os dois primeiros aplicam-se unicamente aos países do Anexo I.
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que evoluiu a partir de uma proposta apresentada pelos negociadores brasileiros em Kyoto, destina-se a auxiliar os países não desenvolvidos a atingir o desenvolvimento sustentável e contribuir para o objetivo final da Convenção. Por esse Mecanismo, os países industrializados podem investir em projetos de redução de emissões de carbono nos países não desenvolvidos e receber créditos por essa redução. Podem candidatar-se projetos relativos a implementação de energia solar e eólica, co-geração, aproveitamento de biomassa, plantios florestais e reflorestamento.
O Protocolo de Kyoto entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, após ter sido aprovado por um mínimo de 55 países, que contabilizam, juntos, pelo menos 55% da quantidade total de dióxido de carbono equivalente emitida em 1990.

4. A reunião de Copenhague

Com a divulgação do 4º Relatório do IPCC, cresceu a certeza científica de que o aquecimento global é um fato e também a convicção de que, para evitar catástrofes ainda maiores, são necessárias medidas de mitigação urgentes e muito superiores às contidas no primeiro período de compromissos do Protocolo de Kyoto (2008-2012).
Os cientistas advertem que o aumento de temperatura acima de 2ºC pode levar a mudanças meteorológicas sem precedentes e perigosas, conflitos por recursos naturais, perda de território e disputas fronteiriças, migrações por alterações ambientais, tensões em relação ao suprimento de energia e pressão sobre a governança internacional. O aumento de temperatura de 2ºC seria, então, o limite para alterações climáticas ainda suportáveis ou adaptáveis.
Para manter a temperatura nesse patamar, seria necessário estabilizar a concentração de CO2 na atmosfera ao redor de 450 ppm, o que, por sua vez, exigiria que as emissões cumulativas de CO2 ao longo do Século XXI fossem reduzidas de uma média de aproximadamente 2.460 Gigatoneladas (Gt) de CO2 para aproximadamente 1.800 Gt CO2, ou seja, as emissões anuais deveriam ficar, em média, em 18 Gt CO2 nos próximos cem anos. Ocorre que, atualmente, as emissões estão ao redor de 45 Gt CO2/ano, e, seguindo a atual tendência, chegarão a 61 Gt de CO2 em 2020 e 70 Gt de CO2 em 2030. Além disso, em 2020, a contribuição para a concentração de CO2 na atmosfera dos países em desenvolvimento será muito próxima àquela dos países desenvolvidos.
Nas reuniões que se seguiram à divulgação do Relatório do IPCC, pouco se avançou. Destaca-se, apenas que, na COP 13, realizada em 2007, chegou-se ao mandato de Báli ou “Bali Roadmap”, que prevê dois trilhos de negociação: a definição de metas para o 2º período de compromisso no âmbito do Protocolo de Kyoto; e o Plano de Ação de Báli, que envolve a definição de metas para os países desenvolvidos e também contempla medidas de redução de emissões para os países em desenvolvimento, com participação cada vez mais importante nas emissões globais de gases de efeito estufa.
Espera-se que na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15), a ser realizada em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro do corrente ano, se chegue a um acordo que contemple medidas significativas de mitigação do aquecimento global e seus efeitos. Para os países desenvolvidos, discutem-se metas de redução de 25 a 40% de suas emissões em 2020 em relação a 1990. Os países em desenvolvimento, por sua vez, deveriam reduzir o ritmo de crescimento de suas emissões (desvio do cenário base).
A Conferência de Copenhague pode ser decisiva para o nosso futuro no Planeta. Quanto antes se atingir o ponto máximo de emissões de gases de efeito estufa e, por conseguinte, sua concentração na atmosfera, menores serão os esforços a serem realizados no futuro.

Textos Eletrônicos

Textos Eletrônicos

Mudanças Climáticas/CONPETRO

Audiências Públicas e Seminários

Mudanças Climáticas

Audiências Públicas

COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC

  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    6ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 28/04/2009 - Plenário nº 13 da Ala Senador Alexandre Costa, Anexo II – Senado Federal.
    Presidência: Senadora Ideli Salvatti
    Mesa: Senador Renato Casagrande, Senadora Marina Silva, Senador Wellington Salgado, Senador Valter Pereira, Senador Valdir Raupp, Senadora Fátima Cleide, Senador Gilberto Goellner, Deputado Colbert Martins, Deputado Arnaldo Jardim, Deputado Fernando Gabeira, Deputado Sarney Filho e Deputado Rômulo Gouveia.
    SUMÁRIO: Audiência Pública sobre o tema “Mudanças Climáticas: Cenários”, em atendimento ao Requerimento nº 12, de 2009-CMMC, “Diretrizes de Calendário de Trabalho da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas para o ano de 2009”.
  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    13ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 16/06/2009
    Presidência: Senadora Ideli Salvatti
    Mesa: Sr. Luiz Antonio Barreto de Castro,Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento - Ministério da Ciência e Tecnologia; Sr. Marcos Otávio Bezerra Prates, Diretor do Departamento de Competitividade Industrial da Secretaria de Desenvolvimento da Produção - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Sr. Rutelly Marques, Secretário-Adjunto de Acompanhamento Econômico - Ministério da Fazenda.
    SUMÁRIO: Tem como objetivo tratar das mudanças climáticas e a economia, ou seja, o que as mudanças climáticas afetam e quais são as questões relacionadas aos aspectos econômicos que envolvem as mudanças climáticas que vêm ocorrendo no mundo e no nosso país.
  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    21ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 01/09/2009
    Presidência: Senadora Ideli Salvatti
    MESA: Ministro de Estado do Meio Ambiente, Carlos Minc; Senador José Nery.
    SUMÁRIO: Debater sobre política e plano nacional sobre mudanças climáticas e perspectivas do Brasil para a COP 15
  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    22ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 08/09/2009
    Presidência: DEPUTADA VANESSA GRAZZIOTIN
    MESA: Sr. Carlos Nobre - chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, representando o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sr. Sérgio Rezende.
    SUMÁRIO: Debater o tema Política e Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas e Perspectivas do Brasil para a COP 15.
  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    23ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 15/09/2009
    Presidência: DEPUTADO COLBERT MARTINS
    MESA: Professor Marcos Aurélio de Freitas Vasconcelos, Diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, representante do Sr. Luiz Pingueli Rosa, Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro Sobre Mudanças Climáticas, e Rubens Harry Born, Diretor-Executivo da Vitae Civilis - Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
    SUMÁRIO: Debater o tema “Política e Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas e Perspectivas do Brasil para a COP-15”
  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    24ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 22/09/2009
    Presidência: DEPUTADO COLBERT MARTINS
    MESA: Sr. Celso Amorim - Ministro de Estado das Relações Exteriores, Sr. Virgílio Vianna - Diretor Executivo da Fundação Amazônia Sustentável e Sr. Tasso Rezende de Azevedo - Consultor do Ministério do Meio Ambiente na área da Floresta e Clima
    SUMÁRIO: Destinada a “Apresentar um panorama geral das negociações internacionais no âmbito da Convenção de Mudanças Climáticas e para fazer uma exposição sobre o mecanismo REDD - Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação, enfocando aspectos conceituais, riscos e oportunidades da adoção desse mecanismo para o Brasil, para a proteção das florestas e para o enfrentamento da crise climática global”
  • COMISSÃO MISTA PERMANENTE SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CMMC 
    27ª REUNIÃO ORDINÁRIA - 28/09/2009
    Presidência: DEPUTADO COLBERT MARTINS
    Audiência Pública regional na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, com a participação da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos
    MESA: Sr. Juliano Matos, Secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Deputado Carlos Gaban, Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia; Deputado Jorge Khoury, membro da Comissão de Mudanças Climáticas e Deputado Luiz Carreira, membro da Comissão Mista de Mudanças Climáticas
    SUMÁRIO: Destinado a debater a Mata Atlântica, o bioma caatinga e a desertificação.

COMISSÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

  • COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL
    DATA: 03/04/2007
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    EDUARDO ASSAD - Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; ANTONIO DIVINO MOURA - Diretor do Instituto Nacional de Meteorologia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; JOSÉ LUIZ D ÁVILA FERNANDES - Diretor do Departamento de Reabilitação e Reconstrução da Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional; MAGDA APARECIDA DE LIMA - Representante da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.
    SUMÁRIO: Discussão sobre as alterações climáticas do planeta, previstas no documento intitulado Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC, e os seus efeitos sobre a agricultura brasileira, nos aspectos econômico, social e ambiental.
  • COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    DATA: 01/06/2005
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    LUIZ PINGUELLI ROSA - Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas DÉLCIO RODRIGUES - Pesquisador do Instituto Vitae Civilis JOSÉ DOMINGUES MIGUEZ - Coordenador-Geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia RUY DE GÓES LEITE BARROS - Diretor do Programa de Proteção e Melhoria da Qualidade Ambiental da Secretaria de Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente PAULO MOUTINHO - Coordenador de Pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia SÉRGIO BUENO DA FONSECA - Coordenador Técnico do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL, do Ministério das Cidades
    SUMÁRIO: Discussão acerca da política nacional sobre mudanças climáticas para a implementação do Protocolo de Kyoto e a inserção do Brasil no Mercado de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  • COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    DATA: 03/05/2007
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    JOSÉ ROBERTO LIMA - Coordenador Técnico de Combate à Desertificação do Ministério do Meio
    Ambiente. ENEAS SALATI - Pesquisador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável - FBDS. ANTONIO ROCHA MAGALHÃES - Consultor do Banco Mundial.
    SUMÁRIO: Debate sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre o semi-árido brasileiro.
  • COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
    DATA: 08/08/2007
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    CARLOS EDUARDO DE SOUZA BRAGA - Governador do Estado do Amazonas.
    SUMÁRIO: Discussão da política do Governo do Estado do Amazonas sobre mudanças climáticas e conservação ambiental e o sistema estadual de floresta.

SEMINÁRIOS - COMISSÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

  • COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELEVENTO
    Seminário
    DATA: 10/07/2008
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    IZABELLA MÔNICA VIEIRA TEIXEIRA - Secretária-Executiva do Ministério do Meio Ambiente e
    representante do Ministro Carlos Minc. ALESSANDRA DA COSTA LUNAS - Secretária de Políticas
    Sociais da CONTAG. ÉRIKA BECHARA - Advogada do Escritório Szazi Bechara Advogados. JOÃO
    TEZZA - Diretor da Fundação Amazonas Sustentável, do Estado do Amazonas. SAMANTA PINEDA - Advogada especialista em Direito Socioambiental. DEVANIR GARCIA DOS SANTOS - Gerente de Conservação de Água e Solo da Agência Nacional de Águas. EGON KRAKHECKE - Secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural do Ministério do Meio Ambiente. TASSO REZENDE DE AZEVEDO - Diretor do Serviço Florestal Brasileiro. MARCELO IVAN PANTOJA CREÃO - Secretário de Meio Ambiente do Estado do Amapá e Vice-Presidente Regional Norte da ABEMA - Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente. ALEXANDRE PRADO - Gerente de Economia e Conservação da ONG Conservação Internacional do Brasil. SÉRGIO LEITÃO - Diretor de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil. MARCOS AMEND - Diretor Técnico de Conservação Estratégica.
    SUMÁRIO: Seminário sobre PSA - Pagamento por Serviços Ambientais.
  • COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    Seminário
    DATA: 09/06/2004
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    CLAUDIO LANGONE - Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente; EDUARDO CAMPOS - Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia; CARLOS NOBRE - Representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE; EVERTON VARGAS - Mninistro-Chefe do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Itamaraty; RUBENS BÖRN - Coordenador do Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz; GÉSSICA ELEN - Coordenadora de Projetos de Carbono do Instituto ECOPLAN; FÁBIO FELDMANN - Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.
    SUMÁRIO: Seminário Mudanças Climáticas: Desafios e Oportunidades. Painel I - Aquecimento Global: Aspectos Técnicos e Processos Políticos. Objetivo: apresentar um panorama técnico-científico da situação da mudança do clima no mundo; os compromissos políticos e as implicações para a sociedade brasileira.
  • COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    Seminário
    DATA: 09/06/2004
    DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO
    PAULO MOUTINHO - Representante do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM MÁRCIO SANTILLI - Representante do Instituto Socioambiental - ISA JOSÉ MIGUEZ - Coordenador-Geral de Mudanças Globais de Clima, do Ministério da Ciência e Tecnologia FÁBIO FELDMANN - Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas MÁRCIO MONZONI - Secretário-Executivo do Observatório do Clima RUY GÓES LEITE BARROS - Diretor de Programas da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente CARLOS HENRIQUE DELPUPO - Gerente da Área de Negócios Sustentáveis da Pricewaterhouse Coopers ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO - Advogado
    SUMÁRIO: Seminário Mudanças Climáticas: Desafios e Oportunidades. Painel 2: Política Nacional. Painel 3: Mercado de Carbono. 

Bibliografia

Bibliografia

Mudanças Climáticas

LIVROS

  • BARRETO, Fabiana Costa Oliveira. Flagrante e prisão provisória em casos de furto : da presunção de inocência à antecipação de pena. São Paulo : IBCCRIM, 2007. 134 p.
    CAM 343.711(81) BARRE-FC FLAGR
  • BLÜCHEL, Kurt G.  A fraude do efeito-estufa : aquecimento global, mudança climática: os fatos. 1. ed. São Paulo : Publishing House Lobmaier, 2008. 316 p.
    CAM 504.055 BLUCH-KG FRAUD
  • CAMARGO, Monica Ovinski de. Princípio da presunção de inocência no Brasil : o conflito entre punir e libertar. Rio de Janeiro : Lumen Juris, 2005. 317 p.
    CAM 343.131.7(81) CAMAR-MO PRINC
  • CASARA, Ana Cristina. Direito ambiental do clima e créditos de carbono. Curitiba : Juruá, 2009. 239 p. il.
    CAM 504:34 CASAR-AC DIREI
  • DOW, Kirstin ; DOWNING, Thomas E.  O atlas da mudança climática: o mapeamento completo do maior desafio do planeta. São Paulo : Publifolha, 2007. 120 p. : il., mapas, color.
    CAM 551.583 DOW-K ATLAS
  • FLANNERY, Tim.  Os senhores do clima. Rio de Janeiro : Record, 2007. 388 p. : il.
    CAM 551.583 FLANN-T SENHO
  • HOFFMAN, Andrew J. ; WOODY, John G.. Mudanças climáticas: desafios e oportunidades empresariais.  Rio de Janeiro : Elsevier, 2008. 134 p.
    CAM 658:504 HOFFM-AJ MUDAN
  • KANDEL, Robert.  O reaquecimento climático. São Paulo : Loyola, 2007. 115 p. : il. : gráfs.
    CAM 504.055 KANDE-R REAQU
  • LEMOS, Amália Inês Geraiges ; ROSS, Jurandyr Luciano Sanches ; LUCHIARI,  Ailton (Orgs). América Latina : sociedade e meio ambiente. 1. ed. São Paulo : Expressão Popular, 2008. 288 p.
    CAM 911.3(8=6) AMERI-LS AMERI
  • LORENZONI NETO, Antonio. Contrato de créditos de carbono: análise crítica das mudanças climáticas. Curitiba : Juruá, 2009. 150 p.
    CAM 504:34 LOREN-A CONTR
  • MARENGO, José A. Mudanças climáticas globais e seus efeitos sobre a biodiversidade:
    caracterização do clima atual e definição das alterações climáticas para o território brasileiro ao longo do século XXI   2. ed.  Brasília : Ministério do Meio Ambiente, 2007. 162 p. il. color., mapas, gráfs.
  • SEIFFERT, Mari Elizabete Bernardini.  Mercado de carbono e protocolo de Quioto: oportunidades de negócio na busca da sustentabilidade. São Paulo : Atlas, 2009.
    205 p. il., grafs.
    CAM 504.055 SEIFF-ME MERCA
  • VEIGA, José Eli da (Org.) Aquecimento global : frias contendas científicas. São Paulo : Senac, 2008. 112 p. : il., grafs.
    CAM 504.055 AQUEC-G AQUEC
  • VILELA, Gracielle Carrijo; RIEVERS, Marina(Orgs.)  Direito e meio ambiente: reflexões atuais. Belo Horizonte : Fórum, 2009. 464 p.
    CAM 504:34 DIREI-MA DIREI
  • WALKER, Gabrielle ; KING, David.  O tema quente : como combater o aquecimento global e manter as luzes acesas. Rio de Janeiro : Objetiva, 2008. 286 p. : il.
    CAM 504.055 WALKE-G TEMA

PERIÓDICOS [solicitar cópia]

  • ABRANCHES, Sergio. Um desafio imediato de grau singular : a mudança climática global e o desenvolvimento brasileiro. Plenarium, v.5, n.5, p.148-167, out., 2008.
    CAM 133 (Index)
  • ARINI, Juliana.  Como o aquecimento global vai afetar o Brasil. Época, n.463, p.62-79, 2 abr., 2007. Notas: Especial Ciência & Tecnologia Meio Ambiente.
    CAM 3169 (s. 18)
  • ARTAXO, Paulo. Mudanças climáticas : mil anos de duração?  Ciência Hoje, v.43, n.257, p.10-11, março, 2009.   
    CAM 2802 (s.15) (index)
  • BARICHELLO, Stefania Eugenia ; ARAÚJO, Luiz Ernani Bonesso de. Considerações acerca do mecanismo de desenvolvimento limpo e participação do Brasil no Protocolo de Kyoto. Fórum de Direito Urbano e Ambiental, v.7, n.38, p.72-78, mar./abr., 2008.
    CAM D-626 (s.33)
  • CANHOS, Vanderlei Perez. Análise da vulnerabilidade da biodiversidade brasileira frente às
    mudanças climáticas globais. Parcerias Estratégicas, n.27, p.113-147, dez., 2008.
    CAM 3171 (index)
  • CARNEIRO, Pedro Erik Arruda. Modelo de mudanças climáticas com gastos públicos. Contexto Internacional, v.30, n.1, p.49-88, jan./abr., 2008.
    CAM 2811
  • CONVENÇÃO Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. (2009). Conferência das Partes (15.) (COP-15), Copenhague. A posição brasileira.  Agroanalysis, v.29, n.8, p.16-17, ago., 2009.
    CAM 2787 (s. 65) (Index) CONLE
  • DINIZ, Isís Nóbille. A favor do planeta. Época, n.572, p.112, 4 maio, 2009.
    CAM 3169 (s. 18)
  • EL KHALILI, Amyra.  A fome com a vontade de comer carbono. Fórum de Direito Urbano e Ambiental, v.6, n.36, p.7-9, nov./dez., 2007.
    CAM D-626 (s.33)
  • GALDINO, Valéria Silva ; WEBER, Gisele Bergamasco. Do Protocolo de Quioto : mecanismo de desenvolvimento limpo e seqüestro de carbono. Revista de Direito Ambiental, v.13, n.52, p.199-210, out./dez., 2008.
    CAM D-609 (s.31)
  • GUNNENG, Andréa Zenóbio. O planeta vai mudar.  JB Ecológico, v.8, n.87, p.20-26, abr., 2009.
    CAM 564 ( Index)
  • GUNNENG, Andrea Zenóbio. O Santo Graal da terra - Conferência do Clima das Nações Unidas Copenhague, Dinamarca. JB Ecológico, v.8, n.90, p.38-46, jul., 2009.
    CAM 564 ( Index)
  • GUROVITZ, Helio. A crise é o melhor momento. Época, n.571, p.108-128, 27 abr., 2009.
    CAM 3169 (s. 18)
  • JANK, Marcos Sawaya. Por uma economia verde. Exame, v.43, n.16, p.32-34, ago., 2009.
    CAM 1707 (s.06) (Index)
  • LIDERANÇA Global para a Ação Climática.  Marco para um acordo pós-2012 referente à mudança climática.  Plenarium, v.5, n.5, p.218-233, out., 2008.
    CAM 133 (Index)
  • LIMA, Magda Aparecida de ;  ALVES, Bruno José Rodrigues. Vulnerabilidades, impactos e adaptação à mudança do clima no setor agropecuário e solos. Parcerias Estratégicas, n.27, p.73-111, dez., 2008.
    CAM 3171 (index)
  • LOPES, Luciano. Em busca do mundo sustentável.  JB Ecológico, v.5, n.69, p.22-24, out., 2007.
    CAM 564 ( Index)
  • MARENGO, José António. Água e mudanças climáticas. Estudos Avançados, v.22, n.63, p.83-96, maio/ago., 2008.
    CAM 2977 (index)
  • MARENGO, José A. Vulnerabilidade, impactos e adaptação à mudança do clima no semi-árido do Brasil. Parcerias Estratégicas, n.27, p.149-176, dez., 2008.
    CAM 3171 (index)
  • MARTINS, Cezar. Lucro que vem do efeito estufa. Problemas Brasileiros, n.391, p.20-23, jan/fev., 2009.
    CAM 186 (s. 22)
  • MIGUEZ, José Domingos Gonzalez  et. al. Ações de mitigação das emissões no Brasil. Plenarium, v.5, n.5, p.128-139, out., 2008.
    CAM 133 (Index)
  • MUNASINGHE, Mohan.  A bolha do clima. Carta Capital, v.15, n.541, p.50-51, abr., 2009.
    CAM 863 (s.17) (Index)
  • NOBRE,Carlos A ; SAMPAIO, Gilvan ; SALAZAR, Luis. Cenários de mudança climática par a América do Sul para o final do século 21. Parcerias Estratégicas, n.27, p.19-42, dez., 2008.
    CAM 3171 (index)
  • NOBRE, Carlos A. Mudanças climáticas e o Brasil : contextualização. Parcerias Estratégicas, n.27, p.7-17, dez., 2008.
    CAM 3171 (index)
  • NOVAES, Washington.  No limite da sustentabilidade. Problemas Brasileiros, n.394, p.1-15, jul./ago., 2009.  Notas: Palestra proferida na Federação do Comércio de São Paulo em
    16/04/2009.
    CAM 186 (s. 22)
  • NUNES, Luci Hidalgo. Mudanças climáticas : impactos físicos e socioeconômicos. Plenarium, v.5, n.5, p.66-82, out., 2008.
    CAM 133 (Index)
  • SCHAEFFER, Roberto. O papel da energia nas ações de mitigação. Plenarium, v.5, n.5, p.118-126, out., 2008.
    CAM 133 (Index)
  • SERRA, Sérgio B. A mudança do clima na perspectiva do Brasil : negociações e ações
    Futuras.  Plenarium, v.5, n.5, p.140-146, out., 2008.
    CAM 133 (Index)
  • UMA carta contra o aquecimento. JB Ecológico, v.8, n.92, p.28-30, set., 2009.
    CAM 564 ( Index)

Links Interessantes

Links Interessantes

Mudanças Climáticas/Conpetro

BBC – Climate Change 

Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional

Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática

Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio

Comissão de Desenvolvimento Urbano

Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável  

Comissão de Minas e Energia 

Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional 

Comissão de Viação e Transportes 

Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas 

E-Democracia – Política Nacional de Mudança do Clima [comunidade virtual]

Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Fórum Nacional de Mudanças Climáticas 

Greenpeace Brasil

Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia  - INPA

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE

Intergovernmental Panel of Climate Change

Mudanças Climáticas [página] do Ministério da Ciência e Tecnologia

Observatório do Clima

Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente 

The United Nations Collaborative Programme on Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries

United Nations Framework Convention on Climate Change

WWF-Brasil   

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    Agência Câmara 22/04/2010 - 20:00

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    Agência Câmara 16/04/2010 - 16:41

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    Agência Câmara 13/04/2010 - 19:33

  • Entidades da área ambiental discutem mudanças no Código Florestal

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    Agência Câmara 06/04/2010 - 08:41

  • Climats : réalités du changement climatiqueCONPETRO
    SALVE A TERRA AINDA DAR TEMPO 

    SciencesCONPETRO
    Os Bichos querem salvar a Terra, e Você?

    La météoCONPETRO
    Precisamos de VOCÊ nessa Luta. Na luta pela VIDA.
     
    Carte augT
     
    Map-blended-mntp-200801-200812-pg 

    Jan2010 

     

    Vue antarctique à 1 Jun, 2010



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     En arrière UV index 
     

    Vue antarctique à 1 Jun, 2010



    Fichier TIFF de téléchargement (±800 kB)
     
    Archive des champs d’ozone en Antartic (2006-présent)
    Archive des indices UV en Antartic (2006-présent)

    Plus d’information sur l’ozone et la radiation ultraviolet peuvent être trouvées sur le site internet TEMIS. Ici peuvent être trouvées aussi toutes les prévisions et les archives basées sur les différents instruments satellite, tels que GOME, SCIAMACHY, OMI, GOME-2. Les images et les données sont gratuitement disponible pour téléchargement.

    Archive des champs d’ozone à TEMIS (en Anglais)
    Archive des indices UV à TEMIS (en Anglais)

    Animations

     

    Moyenne mensuelle d’ozone en octobre

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    Oct 1979 Oct 1980 Oct 1981 Oct 1982 Oct 1983
    Cliquer pour agrandir l’image Cliquer pour agrandir l’image Cliquer pour agrandir l’image Cliquer pour agrandir l’image Cliquer pour agrandir l’image
    Oct 1984 Oct 1985 Oct 1986 Oct 1987 Oct 1988
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    Oct 1989 Oct 1990 Oct 1991 Oct 1992 Oct 1993
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    Oct 1994 Oct 1995 Oct 1996 Oct 1997 Oct 1998
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