Olacyr Francisco de Moraes
A CONPETRO, faz essa justa homenagem de Reconhecimento, a o homem empreendedor, amigo e brasileiro Dr. Olacyr Francisco de Moraes, que guiado por DEUS e sua intuição foi o pioneiro que acreditou fez e implantou no Brasil para o mundo ver, a indústria limpa da bioenergia e criando com isso a abertura de uma nova fronteira para o agribusiness brasileiro.
A CONPETRO - Confederação Nacional do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis, faz de público, o reconhecimento do talento pelo seu empreendedorismo do Dr. OLACYR DE MORAES nessa história, para a história do desenvolvimento sócio-ambiental do BRASIL, em prol das futuras gerações.
Essa é uma homenagem singela a um jovem idealista que um dia sonhou, buscou e realizou, vencendo todas as barreiras, até mesmo as impossíveis. Um verdadeiro herói da raça do puro sangue brasileiro.
O empresário Olacyr de Moraes começou a plantar soja no Centro-Oeste em 1973, depois de uma inundação que devastou as lavouras do Mississipi, nos Estados Unidos. Na Fazenda Itamarati, ele liderou mais de 10 mil pesquisas e cruzamentos genéticos até chegar ao algodão ITA-90. Graças a essa semente, o Brasil deixou de ser importador para se tornar exportador do produto.
Ao todo, ele investiu nada menos do que 1 bilhão de dólares em agroindústria, nas Fazendas Itamarati I e II, e na Usina Itamarati de açúcar e álcool.
Ele foi o precursor de tudo de bom que existe no Cerrado brasileiro, com o seu pioneirismo, ele abriu caminho para o sucesso da nova fase da agricultura brasileira. Olacyr também foi o idealizador da Brasil Ferrovias que controla as empresas Ferronorte e Ferroban e tem participação acionária nela. A Ferronorte é considerada pelo empresário uma ferrovia gigante e projeto de extrema importância para o país.
"Todo pioneirismo é arriscado. Abre as portas para quem vem depois. Paguei um preço, mas vou legar ao país muita coisa importante na agricultura, no transporte e na pesquisa. Acho que fui mais útil para o Brasil ajudando na agricultura do que sendo mais um banqueiro", confessou Olacyr de Moraes em 2004, se referindo à relação custo-benefício do seu trabalho.
A Usina Itamarati está sediada em Nova Olímpia (MT) e suas principais atividades se concentram na produção de álcool, açúcares cristal e refinado, e energia elétrica co-gerada da cana-de-açúcar. A empresa de Olacyr de Moraes está inserida no segmento sucroalcooleiro nacional com importantes conquistas, a exemplo do pioneirismo mundial na certificação ISO 9001:2000, pela maior produção individual do Brasil de álcool carburante e de cana moída na safra 2002/03.
Ela emprega 3.800 pessoas a cada safra, sendo 2.500 como mão-de-obra fixa, todos pertencentes a cidades ou distritos da região: Arenápolis, Barra do Bugres, Assari, Progresso, Denise, Nova Olímpia, Nortelândia e Tangará da Serra.
Por quase duas décadas, o empresário Olacyr Francisco de Moraes foi considerado um dos homens mais poderosos do país. Seu império de 40 empresas estava entre os dez maiores conglomerados brasileiros e seus negócios agropecuários lhe conferiam o título de maior produtor de soja do mundo. Quando estava no auge, na primeira metade dos anos 90, o patrimônio de Olacyr chegava a 1,2 bilhão de dólares, o que lhe garantia um posto entre os 200 homens mais ricos do planeta, segundo uma lista da revista Forbes.
Por uma ironia do destino, o lance que transformou a soja brasileira na mais competitiva do mundo acabou determinando o naufrágio de Olacyr. Foi a construção da Ferronorte. Nela, o empresário investiu US$ 200 milhões, mas os trens ficaram sete anos parados porque o governo de São Paulo demorou a erguer uma ponte sobre o Rio Paraná ela ligaria a Ferronorte aos trilhos do Sudeste e ao porto de Santos. Olacyr foi um visionário destruído por um Estado desonesto, avalia o ex-Ministro Delfim Netto. Hoje, a Ferronorte transporta 7 milhões de toneladas de soja. Com o seu pioneirismo, ele abriu caminho para o sucesso da agricultura, mas acabou pagando um preço alto demais, aponta o executivo Nelson Bastos, que presidiu a Ferronorte.

O governo apressa a integração das três mil famílias de sem-terra aos 24,5 mil hectares da fazenda Itamarati. Tem tudo para ser o mais moderno assentamento do Brasil, que funcionaria nos moldes de uma cooperativa. Na propriedade, com acesso por estrada asfaltada, há três mil hectares irrigados por 27 pivôs centrais, uma subestação de energia elétrica e 56 edificações para o armazenamento de até dois milhões de sacas de cereais. Cada família ganhou um lote individual e se beneficia de uma área de produção coletiva.
Os maiores obstáculos para nós homens empreendedores, encontra-se nas portas dos gabinetes de decisão governamental, nos três níveis de governo. Onde a porta e a burocracia prejudica o homem que constrói, e está sempre aberta para os farsantes e enganadores da boa fé-pública. Os bajuladores e parasitas de plantão que vivem ao redor do poder. Esses quando não estão atrapalhando, é porque conseguiram tudo. E nada mais existe para quem deseja realmente fazer. Esse é um dos maiores prejuízos para o País: A destruição dos homens e mulheres que constroem, produzem a riqueza e geram o trabalho para o nosso povo.
O exemplo de OLACYR DE MORAES, fez escola e inspirou o nascimento de grandes novos empreendedores no agribusiness brasileiro. Como o empresário Otaviano Pivetta, que em 1982 aos 23 anos deixou a cidade de Caiçara, na fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, dirigindo um caminhão. Seu destino, o Mato Grosso, que ele só conhecia de nome e das histórias de onças que devoravam gaúchos aventureiros. Seu sonho era ter um pedaço de terra. Duzentos hectares, talvez.
Os 200 hectares do sonho de menino se transformaram num império: o Vanguarda do Brasil, que faturou R$ 365 milhões em 2007, ocupando 220 mil hectares, onde pastam 90 mil bois e se produzem grandes quantidades de soja, algodão e milho.

Entre áreas próprias e parcerias, Pivetta já acumula 330 mil hectares, mas está procurando terras em novas fronteiras, como o Maranhão.