"Na democracia, o processo de formação das políticas públicas demanda participação de todos os segmentos da sociedade civil, informação confiável, representação qualificada, transparência e ética."
CONPETRO - Confederação Nacional do Petróleo,Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
A história da Petrobras se confunde com a própria história do petróleo brasileiro. Uma empresa que inicia o século XXI enfrentando todos os desafios com muita eficiência.
Por Marcílio Novaes Maxxon
Há diversas teorias a respeito do surgimento do petróleo no mundo, porém a mais aceita é de que ele surgiu do acúmulo de restos orgânicos de animais e plantas (plâncton marinho e lacustre; algas, diatomáceas, peixes, moluscos, plantas superiores, etc.) no fundo de lagos e mares, sofrendo transformações químicas ao longo de milhares de anos. Substância inflamável, possui estado físico oleoso e densidade menor do que a água. Sua composição química é a combinação de moléculas de carbono e hidrogênio (hidrocarbonetos). O primeiro poço de petróleo foi descoberto nos Estados Unidos - mais precisamente na Pensilvânia - em 1859. Ele foi encontrado em uma região de pequena profundidade (21 metros), ao contrário das escavações realizadas atualmente, que chegam a milhares de metros. Em princípio extraiu-se do petróleo apenas querosene para a iluminação, mas com advento da indústria automobilística e aeronáutica, além de sua ampla utilização nos conflitos mundiais para o funcionamento das máquinas militares, o petróleo tornou-se o principal produto estratégico do mundo moderno. Com o passar dos anos e o vertiginoso crescimento industrial calcado na queima de combustíveis fósseis, o mundo passou a preocupar-se com os danos causados ao meio ambiente pela emissão de gases poluentes, responsáveis pelo chamado "Efeito Estufa" que, na prática, significa o aquecimento global. Diante desse quadro, dezenas de países, entre eles o Brasil, se lançaram na busca, pesquisa e exploração de fontes de energia alternativa, como os biocombustíveis, a energia eólica ou solar, entre outras.
O petróleo no brasil
No Brasil, as primeiras tentativas de encontrar petróleo datam do fim do século XIX. Também foi nesta época que o mundo conheceu os primeiros motores à explosão, que, como vimos no tópico anterior, expandiriam as aplicações do petróleo, antes restritas ao uso em indústrias e iluminação de residências ou logradouros públicos.
O impulso derradeiro à busca do "ouro negro" em terras brasileiras aconteceu no século XX, em plena ditadura Vargas. Nos anos 30, ecl odiu no Brasil uma campanha pela nacionalização dos bens do subsolo, tendo entre seus mais influentes adeptos Monteiro Lobato. Coincidentemente, foi de um poço aberto no município do interior baiano chamado Lobato que pela primeira vez jorrou petróleo em abundância em solo brasileiro.
A descoberta motivou a exploração, e muitas perfurações foram feitas nas bacias de Sergipe-Alagoas e do Recôncavo. Nos anos 50, a pressão da sociedade e a demanda por petróleo desembocaram no movimento "O petróleo é nosso", liderado por partidos políticos de esquerda. à iniciativa Getúlio Vargas respondeu com a assinatura, em outubro de 1953, da Lei 2004, que instituiu a Petróleo Brasileiro S.A (Petrobrás), que em pouco mais de 50 anos de existência tornou-se uma das maiores e mais importantes empresas petrolíferas do mundo.
De acordo com publicações especializadas, hoje o Brasil ocupa o 17º lugar no ranking mundial de reservas de petróleo, e aparece na 11º posição entre os maiores produtores do planeta. Tais números colocam o país à frente de tradicionais países-membros da outrora toda-poderosa OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), como Líbia, Catar, Indonésia e Argélia.
Petrobrás Internacional
Hoje a Petrobras está presente em nada menos do que 23 países de quatro continentes (entre eles Angola, Argentina, Bolívia, China, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guiné Equatorial, Irã, Japão, Líbia, México, Moçambique, Nigéria, Paraguai, Peru, Uruguai, Tanzânia, Turquia e Venezuela) e atua em toda a cadeia de operações das indústrias do petróleo, gás e energia. Em contrapartida 31 empresas estrangeiras que operavam em 2006 no Brasil, mas a espectativa é de que esse número cresça rapidamente, já que atualmente a atividade de exploração e produção (E&P) acontece numa área equivalente a menos de 5% do total dos 6,5 milhões de km² das 29 bacias sedimentares brasileiras, o que torna o mercado muito atraente.
Com um maciço investimento em pesquisa e o aproveitamento de novas tecnologias, a petrolífera brasileira tornou-se, dentro e fora do país, referência na exploração e produção de petróleo em águas profundas (offshore), chamando a atenção do mundo inteiro com resultados surpreendentes como a perfuração de um poço na Bacia de Santos com 6.915 metros além do fundo do mar. A estatal brasileira, que já atua na parte americana do Golfo do México, também se prepara para explorar campos no Mar do Norte, na costa Leste da índia e em águas territoriais de Angola.
Áreas produtoras no Brasil
No século passado, na década de 60 a Petrobras se lançou em um novo e promissor desafio: a exploração da plataforma continental marítima, primeiramente, de forma tímida, entre os estados do Maranhão e do Espírito Santo. Em 1968 a busca teria seu primeiro resultado positivo: a descoberta de petróleo no mar, no campo de Guaricema, em Sergipe.
Tal descoberta e a consolidação da atividade exploratória offshore (no mar) no país abririam novos horizontes para a empresa, que até então só explorava óleo em campos terrestres. Naquele mesmo ano começaram os trabalhos exploratórios na Bacia de Campos, que hoje divide com as bacias do Espírito Santo e de Santos os melhores resultados em produção.
Prova de que a empresa encontrou sua verdadeira vocação, e que a busca e o desenvolvimento de novas tecnologias avançaram rumo ao alto-mar, é que em poucos anos a estatal brasileira tornou-se referência na exploração e produção de petróleo em águas profundas. Hoje a atividade acontece em 11 bacias sedimentares ao longo da costa marítima, e ainda na Bacia do São Francisco, no Centro-Oeste brasileiro. Ao fim de 2006 a petrolífera mantinha atividade exploratória em 210 campos em terra e 68 no mar, o que representava 7.507 poços terrestres e 714 marítimos. Destes últimos, alguns ultrapassam a antes inimaginável profundidade de 6 mil metros além do fundo do mar.
P-50, A PLATAFORMA DA AUTO-SUFICIÊNCIA - No dia 21 de abril, com a entrada em operação da plataforma P-50 no Campo de Albacora-Leste, na Bacia de Campos, o país deu um passo decisivo para atingir uma produção de 1,8 milhão de barris diários - o equivalente ao consumo de petróleo das refinarias brasileiras - marco histórico para a empresa, para o país e para o continente sul-americano.
No ano de 2006 a Petrobras anunciou seguidos recordes de produção e, asseguram os analistas, o principal desafio da empresa a partir de 2007 será dar sustentabilidade à auto-suficiência em petróleo - estruturalmente atingida, mas ainda não alcançada em termos reais, já que o país ainda precisa importar óleo fino no exterior. Por conta dessa incômoda dependência, a estatal brasileira passou a dar maior atenção ao setor de refino, que após muitos anos em segundo plano, passou a ser tratado com a mesma atenção dispensada à área de Exploração e Produção, chamada de E&P pelas pessoas que atuam no segmento.
Tipos de Plataforma
FIXAS
Plataforma com estrutura de sustentação fixa sobre o solo marinho, cujas pernas são estaqueados no fundo do mar. Esta estrutura pode ser metálica, chamada jaqueta metálica, ou de concreto. A profundidade no local de posicionamento da plataforma não supera de 100 a 120 metros. O Brasil possui diversas plataformas fixas, com jaqueta metálica, como Enchova e Garoupa.
FIXA ALTO-ELEVATÓRIA (Jack-up Rig)
Plataforma com estrutura de sustentação que se apóia sobre o fundo marinho, mas que possui altura variável. Tem limite de profundidade ditado pelo comprimento das pernas de sustentação. A plataforma flutua até seu local de posicionamento, quando as pernas de sustentação descem até o fundo do mar, posicionando a estrutura. Este tipo de plataforma pode executar operação de produção e perfuração, ou ambos.
FPSO (FLOATING, PRODUCTION, STORAGE and OFFLOADING)
Plataforma flutuante em um casco modificado de um navio, normalmente um petroleiro. Representa uma unidade de produção de petróleo flutuante, com unidade de armazenamento, unidade de processamento e sistema de transbordo (transferência) do petróleo produzido. Também podem ser construídos navios especificamente para este objetivo. Nas bacias sedimentares brasileiras há inúmeros exemplos de FPSOs operando, tais como as P-34, P-43, P-48, P-50 e P-53.
FSO (FLOATING, STORAGE and OFFLOADING)
Plataforma flutuante cuja única diferença quando comparada ao FPSO é não produzir hidrocarbonetos, só os armazena e promove seu transbordo (transferência para navios aliviadores ou dutos)
FPDSO (FLOATING, PRODUCTION, DRILLING, STORAGE and OFFLOADING).
Plataforma flutuante de produção de petróleo e gás, perfuração, armazenagem e transbordo da produção. Esta descrição aplica-se também ao FPSO, exceto quanto à perfuração (drilling).
FPS (FLOATING PRODUCTION SYSTEM)
Sistema de produção flutuante, cuja denominação pode aplicar-se a uma plataforma semisubmersível.
SEMI-SUBMERSíVEL
Plataforma na qual a superestrutura está apoiada sobre conjunto de flutuadores que ficam pouco abaixo do nível do mar. Podemos exemplificar com as plataformas P-20, P-25, P-26, P-51 e P-52. Pode realizar operações de produção de hidrocarbonetos, processamento e offloading (transferência do óleo), mas não de armazenagem. Não possui limites de profundidade até o fundo do mar, pois flutua na superfície.
SONDA DE PERFURAçãO (Semisubmersible Drilling, Drillship).
Plataforma ou navio usado para realizar perfurações no solo marinho (offshore), objetivando verificar a existência de hidrocarbonetos, delimitar campo, etc.. Possui uma torre de perfuração, na qual os componentes são montados para a realização da operação.
SPAR (Spar).
Plataforma flutuante apoiada sobre um ou mais cilindros metálicos. Uma estrutura metálica poderá complementar este cilindro. Possui sistemas de produção, processamento e transbordo. Poderá possuir risers rígidos.
Barcos de apoio offshore
AHTS (Anchor Handling Tug Supply).
Embarcação que pode medir entre 60 e 80 metros de comprimento e potência (HP) de 6.000 a 20.000 atua com rebocador, manuseio de âncoras e transportes de suprimentos (tubos, água doce, óleo, lama, salmoura, cimento, peças, etc.). Possui impelidores laterais (BHP) e side thrusters.
PSV (Platform Supply Vessel).
Utilizado no apoio às plataformas de petróleo, transportando material de suprimento: cimento, tubos, lama, salmoura, água doce, óleo, granéis. Mede de 60 a 100 metros de comprimento e HP em torno dos 5.000. Possui impelidores laterais (BHP).
RSV (Research Supply Vessel).
Barco de apoio à pesquisa e coleta de dados sísmicos.
RSV (ROV Support Vessel).
Embarcação de apoio especializada em operação de ROV - Remote Operate Vehicle, pequeno veículo operado do navio e que atua no fundo do mar através de braços mecânicos, luzes e lentes no manuseio e montagem de equipamentos submarinos offshore.
Os petroleiros
AFRAMAX (Average Freighter) - Navio petroleiro de óleo cru ou de produtos, com capacidade entre 75 mil e 120 mil TPB ou cerca de 800 mil barris.
NAVIO DP (Dynamic Positioning) - Navio do tipo Suezmax convertido para atuar como navio aliviador, junto às plataformas de produção de petróleo.
O sistema de posicionamento dinâmico consta, além da propulsão principal do navio, de propulsores auxiliares (azimultal ou túnel/thruster), lemes comuns ou de alta performance, geradores elétricos, sensores de referência de posição, equipamentos de monitoração e de controle.
NAVIO GLP OU GASEIRO - Navio de construção especial adequado ao transporte de gás liquefeito de petróleo com capacidade média de 8 mil m³.
NAVIO PETROLEIRO (Oil Tanker) - Navio de construção especial adequado ao transporte de petróleo bruto ou refinado. O mesmo que Petroleiro.
PANAMAX - Navio petroleiro de óleo cru ou de produtos, com dimensões que permitem a passagem pelo Canal de Panamá. A capacidade de carga do navio varia entre 70 mil e 80 mil TPB ou cerca de 500 mil barris.
SUEZMAX - Navio petroleiro de óleo cru ou de produtos, com dimensões que permitem sua passagem pelo Canal de Suez. A capacidade de carga do navio varia entre 150 mil e 200 mil TPB ou cerca de 1,1 milhões de barris.
Equipamentos Submarinos
ÁRVORE-DE-NATAL MOLHADA (Christmas-tree)
Sistema posicionado no fundo do mar, composto por válvulas conectadas ao poço e à unidade de produção na superfície. Estas válvulas permitem o fluxo de produção de petróleo e gás, do poço para a superfície, assim como a injeção de líquido e gás da superfície para o poço.
CABEÇA DE POÇO (Subsea Wellhead) - Cabeça de poço submarina, sobre o fundo do mar.
DIVING SYSTEM - Sistema de mergulho, para suporte de mergulhadores e sino de mergulho, assim como unidades submarinas operadas remotamente.
FLOWLINE GATHERING MANIFOLD - Manifold submarino que recebe linhas oriundas de árvores-de-natal molhadas e as distribui para risers de produção conectados às plataformas.
MANIFOLD/ TEMPLATE (Manifold) - Estrutura metálica apoiada no fundo do mar e que acomoda válvulas e acessórios que permitem que este esteja conectado à árvore- de-natal molhada, outros sistemas de produção, de tubulações e risers.
MIS - Manifold de integração utilizado na Bacia de Campos, este manifold que integra as linhas oriundas dos poços de produção e os risers de produção.
MOORING LEG TO ANCHOR PILE - Corrente de ancoragem conectada à plataforma de produção em um extremo e ao sistema de ancoragem no fundo do mar em seu outro extremo.
MSGA - Manifold submarino de gás de alta utilizado na Bacia de Campos que compõe um conjunto de válvulas e conexões submarinas para fluxo de gás em alta pressão.
MSGB - Mainfold submarino de gás de baixa usado na Bacia de Campos que compõe um conjunto de válvulas e conexões submarinas para fluxo de gás em baixa pressão.
PIPELINE TRENCHING AND BURIAL - Sistema para escavação do solo marinho e lançamento de tubulação no fundo do mar.
PLEM - Manifold submarino utilizados na Bacia de Campos formado por um conjunto de válvulas e conexões submarinas que podem conectar risers, pipelines e árvores-de-natal.
PROTEÇÃO DE CABEÇA DE POÇO (Wellhead Proctection) - Estrutura metálica para proteção física da cabeça de poço e de sistemas solidários.
RISER DE INJEÇÃO DE GÁS (Gas-Injection Riser) - Conjunto de tubos flexíveis que conectam a unidade de produção e a árvore-de-natal molhada e/ou manifold de produção, permitindo a injeção de gás no poço.
RISER DE PRODUçãO (Production Riser) - Conjunto de tubos flexíveis que conectam a árvore-de-natal molhada e/ou manifold de produção à superfície, na unidade de produção, permitindo o fluxo de petróleo e do gás produzido.
UMBILICAL DE CONTROLE (Control Umbilicals) - Umbilicais para controle eletrônico ou hidráulico de sistemas no fundo do mar, tais como válvulas, bombas e compressores. Estes sistemas poderão pertencer ou estar associados a árvores-de-natal submarina e/ou manifold submarino.
WELL SERVICING - Sistema de manutenção de poço
A importância do SMS
SEGURANçA, MEIO AMBIENTE E SAúDE
A crescente conscientização global de que é necessária a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável - que promova o crescimento econômico sem exaurir os recursos naturais ou contribuir para a destruição do planeta através da poluição e outras formas de agressão ao meio ambiente - elevou de maneira significativa o investimento das empresas ligadas ao setor de petróleo e gás na pesquisa de novas fontes de energia.
Para a Petrobras, por exemplo, o compromisso com o meio ambiente vai além de produzir, refinar e distribuir petróleo dentro de rigorosos padrões de segurança. Como definido em seu Plano Estratégico, a empresa quer também a excelência e a liderança na área ambiental, o que a tem levado a considerar cada vez mais, em suas operações, a ecoeficiência.
Ecoeficiência significa produzir mais com o menor impacto possível ao meio ambiente. Na Petrobras isso se traduz num esforço continuado para compatibilizar o aumento da produção com a utilização cada vez mais racional de insumos naturais, como água e energia, e a menor geração possível de efluentes, resíduos e emissões em todas as suas unidades.
Também são requisitos da ecoeficiência: desenvolver e disseminar o uso de energias renováveis - como a eólica, a solar e a de biomassa - e criar instrumentos de proteção à biodiversidade. Ambos vêm merecendo atenção crescente da Petrobras, em consonância com seu compromisso estratégico com a responsabilidade ambiental.
Energias Renováveis
Para aumentar sua atuação em energias que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a Petrobras deixou de atuar exclusivamente com petróleo, para tornar-se uma empresa integrada de energia no sentido mais amplo. Um dos segmentos em que sua atuação tem crescido é o de fontes de energia renováveis. Ao investir em energia eólica, solar, biocombustíveis, entre outras, a Companhia ajuda a diversificar a matriz energética brasileira.
A área de biocombustíveis e energias renováveis é destaque no Planejamento Estratégico 2020 e no Plano de Negócios 2008-2012 da Petrobras. Estão previstos investimentos de US$ 1,3 bilhão em energias renováveis.
Conheça melhor cada uma das fontes de energias renováveis:
O processo de produção de HBIO, desenvolvido pela Petrobras, permite a mistura de óleos vegetais ao óleo mineral, diretamente na unidade de refino, obtendo como resultado um diesel de qualidade superior àquele produzido exclusivamente a partir do petróleo.
Veja mais informações e gráficos sobre o processo na Área de Tecnologia.
O ponto de partida na busca do petróleo é a exploração, atividade em que se realizam os estudos preliminares para a localização de uma jazida. Para identificar a localização do petróleo e decidir qual a melhor forma de extraí-lo de poços em terra ou no mar, o homem usa conhecimentos de Geologia e Geofísica.
Aos geólogos cabe realizar estudos na superfície que permitam um exame detalhado das camadas de rochas onde possa haver acumulação de petróleo. Já os geofísicos, através do emprego de princípios da física, fazem uma verdadeira radiografia do subsolo. Um dos métodos mais utilizados por estes especialistas é o da sísmica: verdadeiros terremotos artificiais, provocados por meio de explosivos, produzindo ondas que se chocam contra a crosta terrestre e voltam a superfície, sendo captadas por instrumentos que registram determinadas informações sobre o subsolo.
O óleo cru extraído do poço não tem aplicação direta. Sua utilização ocorre por meio de seus derivados. Para que isso aconteça, o petróleo é fracionado em seus diversos componentes através do refino ou destilação fracionada. Este processo aproveita os diferentes pontos de ebulição das substâncias que compõem o petróleo, separando-as e convertendo em produtos finais. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP) ou gás de cozinha, gasolinas, naftas, óleo diesel, querosenes de aviação e de iluminação, óleos combustíveis, asfalto, lubrificantes, combustíveis marítimos, solventes, parafinas e coque de petróleo.
As profissões
PROFISSIONAIS DO SETOR DE PETRÓLEO E GÁS
Para trabalhar na área de extração, processamento e refino do petróleo, é preciso se formar em algum curso de engenharia tais como engenharia química, naval, mecânica, metalúrgica ou de minas, ou ainda cursar Geologia. Depois de formado, o novo profissional pode fazer cursos de pós-graduação ligados à área ou prestar concurso para a Petrobras e fazer o curso de especialização exigido pela empresa, com duração de 1 a 2 anos. No Brasil, apenas duas universidades oferecem cursos de graduação em exploração: a UENF e a UFRJ.
O engenheiro de petróleo estuda e analisa dados de Geologia, Geofísica e engenharia para delimitar reservas, prever a máxima recuperação de óleo e gás, projetar e planejar a produção. Tanto pode trabalhar em um escritório como em campo. São funções típicas deste profissional a chefia de produção, de projeto e a gerência, entre outras. é um profissional habilitado a realizar a localização de depósitos de petróleo, avaliar técnica e economicamente a viabilidade de sua extração, além de comandar as operações de perfuração e produção de petróleo.
Também supervisiona as operações de perfuração e produção em campos petrolíferos, que hoje são encontrados desde em locais inóspitos, como regiões polares ou selvas, até a exploração offshore, milhares de metros abaixo do fundo do mar. Cuida da logística (alocação e métodos de transporte e estocagem) bem como das avaliações técnicas e econômicas.
Além dos engenheiros, os geólogos também são profissionais de grande importância para a indústria petrolífera, já que sua missão é achar petróleo e encontrar leitos de água subterrâneos. Como sua função básica é observar o solo, eles detém conhecimentos capazes de encontrar e analisar riquezas minerais nos mais variados locais. A busca por fontes de energia como petróleo, urânio e carvão mineral é uma das maiores ocupações dos geólogos atualmente.
A nível técnico, também atuam na indústria do petróleo os operadores de equipamentos de produção e refino de petróleo e gás. De um modo geral, realizam operações voltadas para processos de produção, refino de petróleo e gás e suas interfaces de controle, tais como Sistemas Digitais de Controle Distribuído (SDCD), painéis e instrumentos. Essas operações atendem normas de segurança, respeito ao meio ambiente e saúde ocupacional. O tipo de máquinas que operam é utilizado para remover obstruções de bombas ou perfuradoras, remover areia e outros materiais que obstruem o fluxo de petróleo, assim como bloquear bombas obstruídas ou desviar o fluxo de petróleo ou gás. São esses operadores que avaliam causas de disfunções no fluxo de gás e petróleo, além de requisitar manutenções em equipamentos, elaborar relatórios de ocorrência e participar de reuniões técnicas.
Tipos de plataformas
Conheça os principais tipos de plataformas utilizadas pela Petrobras.
Plataformas Fixas - Foram as primeiras unidades utilizadas. Têm sido as preferidas nos campos localizados em lâminas d`água de até 300m. Geralmente as plataformas fixas são constituídas de estruturas modulares de aço, instaladas no local de operação com estacas cravadas no fundo do mar. As plataformas fixas são projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração, estocagem de materiais, alojamento de pessoal, bem como todas as instalações necessárias para a produção dos poços. Conheça ponto-a-ponto uma plataforma fixa
Plataformas Auto-eleváveis (PAs) - Sãos constituídas, basicamente, de uma balsa equipada com estrutura de apoio, ou pernas, que, acionadas mecânica ou hidraulicamente, movimentam-se para baixo até atingirem o fundo do mar. Em seguida, inicia-se a elevação da plataforma acima do nível da água, a uma altura segura e fora da ação das ondas. Essas plataformas são móveis, sendo transportadas por rebocadores ou por propulsão própria. Destinam-se à perfuração de poços exploratórios na plataforma continental, em lâmina d`água que variam de 5 a 130m.
Plataformas Semi-submersíveis - As plataformas semi-submersíveis são compostas de uma estrutura de um ou mais conveses, apoiada por colunas em flutuadores submersos. Uma unidade flutuante sofre movimentações devido à ação das ondas, correntes e ventos, com possibilidade de danificar os equipamentos a serem descidos no poço. Por isso, torna-se necessário que ela fique posicionada na superfície do mar, dentro de um círculo com raio de tolerância ditado pelos equipamentos de subsuperfície, operação esta a ser realizada em lamina d`água. Dois tipos de sistema são responsáveis pelo posicionamento da unidade flutuante: o sistema de ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico.
O sistema de ancoragem é constituído de 8 a 12 âncoras e cabos e/ou correntes, atuando como molas que produzem esforços capazes de restaurar a posição do flutuante quando é modificada pela ação das ondas, ventos e correntes.
No sistema de posicionamento dinâmico, não existe ligação física da plataforma com o fundo do mar, exceto a dos equipamentos de perfuração. Sensores acústicos determinam a deriva, e propulsores no casco acionados por computador restauram a posição da plataforma.
As plataformas semi-submersíveis podem ou não ter propulsão própria. De qualquer forma, apresentam grande mobilidade, sendo as preferidas para a perfuração de poços exploratórios.
Navios-sonda - Navio-sonda é um navio projetado para a perfuração de poços submarinos. Sua torre de perfuração localiza-se no centro do navio, onde uma abertura no casco permite a passagem da coluna de perfuração. O sistema de posicionamento do navio-sonda, composto por sensores acústicos, propulsores e computadores, anula os efeitos do vento, ondas e correntes que tendem a deslocar o navio de sua posição.
Plataformas tipo FPSO - Os FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading) são navios com capacidade para processar e armazenar o petróleo, e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural. No convés do navio, é instalada um planta de processo para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços. Depois de separado da água e do gás, o petróleo é armazenado nos tanques do próprio navio, sendo transferido para um navio aliviador de tempos em tempos.
O navio aliviador é um petroleiro que atraca na popa da FPSO para receber petróleo que foi armazenado em seus tanques e transportá-lo para terra. O gás comprimido é enviado para terra através de gasodutos e/ou re-injetado no reservatório. Os maiores FPSOs têm sua capacidade de processo em torno de 200 mil barris de petróleo por dia, com produção associada de gás de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos por dia.
Plataformas em Operação
No final de abril de 2007, contabilizaram-se 318 concessões exploratórias, 36 delas tendo sido adquiridas nos BID Rounds 0 (Zero - 1999) a 4 (2002), e 282 (células) nos Bids 5 (2003) a 7 (2006). Os 282 blocos (células) dos Bids de 5 a 7 foram posteriormente agrupados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 82 blocos contrato, que somados aos 36 blocos dos Bids 0 (Zero) a 4 totalizam 118 blocos contrato.
Além dos blocos descritos acima, há ainda 21 blocos (células) adquiridos no Bid 8 (2006), que estão "sub-judice", visto que o leilão foi interrompido judicialmente. Portanto, ainda não foram agrupados em blocos contrato.
Do total de 339 concessões exploratórias, 186 delas são operadas com exclusividade pela Petrobras e 153 em parceria. Das concessões em parceria, a Petrobras é operadora em 78 e não operadora nas outras 75. As concessões estão distribuídas por terra (136), águas rasas (84) e águas profundas e ultraprofundas (119), resultando numa área exploratória total de cerca de 151 mil quilômetros quadrados.
Do total de 306 concessões em produção, 283 delas são operadas com exclusividade pela Petrobras e 23 em parceria. Das concessões em parceria, a companhia é operadora em 12 e não operadora nas outras 11. Em 2006, as reservas da Petrobras atingiram 13,75 bilhões de barris de óleo e gás equivalente (boe) com uma produção diária de 1,778 milhão bpd de óleo e LGN, além de 44,0 milhões de m3 de gás natural.
Bacia de Campos
Sigla da Plataforma
Tipo
Lâmina d’Água (m)
Poços (produtores/injetores)
Capacidade de produção de óleo (mil bpd)
Capacidade de produção de gás (mil m³/d)
Capacidade de armazenamento de óleo (mil bbl)
ESPF
FPSO
800
8 / 10
100
2500
1700
FPSO-RJ
FPSO
1350
5 / 4
100
2500
1600
FPSO-FLU
FPSO
800
9 / 6
80
61
1200
P-31
FPSO
330
23 / 0
200
2900
1760
P-33
FPSO
780
6 / 2
63
1500
2000
P-35
FPSO
850
06 / 12
130
3000
1500
P-37
FPSO
905
17 / 12
180
4600
1600
FPSO-BR
FPSO
1290
9 / 3
100
1800
1600
FPSO-MLS
FPSO
1200
6 / 5
100
2300
1600
P-43
FPSO
800
20 /14
150
6000
2000
P-48
FPSO
1040
13 / 8
150
6000
2000
P-50
FPSO
1240
17 / 15
180
6000
1700
P-34
FPSO
1250
4 / 0
60
600
300
P-7
semi- submersível
207
15 / 0
56
900
-
P-8
semi- submersível
423
16 / 0
60
1600
-
P-9
semi- submersível
220
10 / 0
38
550
-
P-12
semi- submersível
100
22 / 0
35
900
-
P-15
semi- submersível
243
7 / 0
37
480
-
P-18
semi- submersível
910
25 / 0
100
1950
-
P-19
semi- submersível
770
19 / 0
100
2800
-
P-20
semi- submersível
620
7 / 0
60
1000
-
P-25
semi- submersível
575
20 / 0
100
3000
-
P-26
semi- submersível
990
20 / 0
100
2800
-
P-27
semi- submersível
533
7 / 0
50
1800
-
PCH-1
fixa
117
11 / 0
44
2000
-
PNA-1
fixa
145
28
40
3000
-
PNA-2
fixa
170
27
28
60
-
PGP-1
fixa
121
25 / 0
200
2550
-
PGP-1
fixa
101
19 / 0
120
650
-
PCP-1
fixa
86
28 / 0
16,8
-
-
PCP-2
fixa
87
19 / 0
9,95
-
-
PVM-2
fixa
101
16 / 0
5,5
-
-
PVM-3
fixa
101
13 / 0
2,9
-
-
PCE-1
fixa
116
36 / 0
60
1600
-
PPM-1
fixa
115
33 / 0
80
2100
-
PCP-3
fixa
90
14 / 0
15
70000
-
Bacia de Campos Essas plataformas são do tipo FPSO mas não produzem. Elas processam, armazenam e transferem o óleo.
Sigla da Plataforma
Tipo
Lâmina d’Água (m)
Poços (produtores/ injetores)
Capacidade de produção de óleo (mil bpd)
Capacidade de produção de gás (mil m³/d)
Capacidade de tratamento de óleo (mil bpd)
Capacidade de armaz de óleo (mil bbl)
P-32
FPSO
160
0
0
0
116
1774
P-38
FPSO
1030
0
0
0
0
1855
P-47
FPSO
190
0
0
0
151
280
P-40
FPSO
1080
X
150
6
X
Bacia Rio Grande do Norte e Ceará
Sigla da Plataforma
Tipo
Lâmina d’Água (m)
Poços (produtores/injetores)
Capacidade de produção de óleo (mil bpd)
Capacidade de produção de gás (mil m³/d)
Capacidade de armazenamento de óleo (mil bbl)
PART-1
fixa
6
4 / 0
0,44
0
-
PART-2
fixa
7
1 / 0
0,094
-
-
PAG-1
fixa
51
5 / 0
0,63
100
-
PAG-2
fixa
18
3 / 0
0,63
100
-
PAG-3
fixa
18
2 / 0
-
1,26
-
PARB-1
fixa
32
2 / 0
-
-
-
PARB-3
fixa
30
1 / 0
-
-
-
PAT-1
fixa
45
5 / 0
0,63
-
-
PAT-2
fixa
45
7 / 0
1,26
100
-
PCAR-1
fixa
18
1 / 0
-
-
-
PCIO-1
fixa
6,4
2 / 0
0,63
100
-
PCR-01
fixa
45
19
3,14
100
-
PCR-02
fixa
45
4 / 0
3,14
300
-
PEP-1
fixa
34
9 / 0
3,14
100
-
POUB-1
fixa
17
1 / 0
0,63
200
-
PPE-2
fixa
25
1 / 0
0,63
200
-
PPE-3
fixa
25
1 / 0
-
-
-
PPE-1B
fixa
17
5
3,14
800
-
PUB-1
fixa
15,2
6 / 0
0,63
100
-
PUB-2
fixa
13
24 / 0
6,28
1000
-
PUB-3
fixa
13
21 / 0
6,28
1000
-
PUB-4
fixa
13
4 / 0
0,63
100
-
PUB-5
fixa
13
6 / 0
0,63
100
-
PUB-6
fixa
13
8
0,63
100
-
PUB-7
fixa
13
6 / 0
0,63
100
-
PUB-8
fixa
13
6 / 0
0,63
100
-
PUB-9
fixa
13
7 / 0
0,63
100
-
PUB-11
fixa
13
5 / 0
0,63
100
-
PUB-12
fixa
13
6 / 0
0,63
100
-
PUB-15
fixa
13
4
0,63
100
-
Bacia de Camamu (BA)
Sigla da Plataforma
Tipo
Lâmina d’Água (m)
Poços (produtores/injetores)
Capacidade de produção de óleo (mil bpd)
Capacidade de produção de gás (mil m³/d)
Capacidade de armazenamento de óleo (mil bbl)
PMNT-1
fixa
36,5
7 / 0
-
-
8.000
Bacia de Sergipe-Alagoas Essas plataformas não produzem e nem transferem a produção, somente a organizam. Os dutos com petróleo passam por elas.
Sigla da plataforma
Tipo
Lâmina d'água
Nº de poços produtores
Nº de poços injetores
Cap prod óleo (mil bpd)
Cap prod gás (mil m³/d)
Cap armaz óleo (mil bbl)
PRB-01
Fixa
13
1
1
0 (apenas passagem dos poços)
0 (apenas passagem dos poços)
0
PCM-01
Fixa
13
3
1
0 (apenas passagem dos poços)
0 (apenas passagem dos poços)
0
PCM-02
Fixa
15
5
1
-
-
-
PCM-03
Fixa
14
5
1
-
-
-
PCM-04
Fixa
18
4
1
-
-
-
PCM-05
Fixa
20
7
-
-
-
-
PCM-06
Fixa
26
10
-
-
-
-
PCM-07
Fixa
19
5
-
-
-
-
PCM-08
Fixa
26
5
-
-
-
-
PCM-09
Fixa
24
5
-
-
-
-
PCM-10
Fixa
21
4
-
-
-
-
PCM-11
Fixa
22,7
0
-
-
-
-
PCB-01
Fixa
28
8
-
0 (apenas passagem dos poços)
0 (apenas passagem dos poços)
0
PCB-02
Fixa
28
3
-
-
-
-
PCB-03
Fixa
29
4
-
-
-
-
PCB-04
Fixa
26
3
-
-
-
-
PDO-01
Fixa
27
5
2
0 (apenas passagem dos poços)
0 (apenas passagem dos poços)
0
PDO-02
Fixa
27,5
2
-
-
-
-
PDO-03
Fixa
27,5
2
-
-
-
-
PGA-01
Fixa
29
3
-
0 (apenas passagem dos poços)
0 (apenas passagem dos poços)
0
PGA-02
Fixa
25
2
1
-
-
-
PGA-03
Fixa
28
4
2
-
-
-
PGA-04
Fixa
24
0
2
-
-
-
PGA-05
Fixa
25
1
3
PGA-07
Fixa
27
3
2
-
-
-
PGA-08
Fixa
38
4
-
-
-
-
Bacia do Espírito Santo * Essa unidade é formada por três plataformas de produção interligadas
Sigla da Plataforma
Tipo
Lâmina d’Água (m)
Poços (produtores/injetores)
Capacidade de produção de óleo (mil bpd)
Capacidade de produção de gás (mil m³/d)
Capacidade de armazenamento de óleo (mil bbl)
PCA1 \ PCA2 e PCA3 *
fixa
19
3 \ 4
2
250
-
Bacia de Santos
Sigla da Plataforma
Tipo
Lâmina d’Água (m)
Poços (produtores/injetores)
Capacidade de produção de óleo (mil bpd)
Capacidade de produção de gás (mil m³/d)
Capacidade de armazenamento de óleo (mil bbl)
SS-11
semi- submersível
152
2 / 0
20
-
-
PMLZ-1
fixa
131
6 / 0
5
2500
-
Obs: FPSO – sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo SS – plataforma semi-submersível.
Petrobras bate o recorde de produção diária de óleo
Entrada em operação da P-54 contribui para superar a marca de 2 milhões de barris/dia
Petrobras registrou, no dia 25 de dezembro, mais um recorde diário de produção de óleo no Brasil. Foram 2 milhões e 238 barris, marca alcançada por poucas empresas em todo o mundo. O recorde foi resultado da entrada em operação de seis novas plataformas, apenas em 2007.
Somente em 2007, a companhia inaugurou cinco novas plataformas de petróleo, que acrescentaram 590 mil barris de óleo à capacidade instalada (capacidade máxima de produção para a qual as unidades foram projetadas) nos campos nacionais. O recorde anterior foi alcançado no dia 23 de outubro de 2006, com 1 milhão 912 mil barris.
A plataforma P-54, que começou a operar no dia 11 de dezembro, no campo de Roncador, na Bacia de Campos (RJ), foi a última das cinco unidades a entrar em operação em 2007. Quando atingir o pico de produção, previsto para acontecer no segundo semestre de 2008, ela acrescentará 180 mil barris por dia (bpd) à produção nacional.
Em novembro deste ano, duas outras grandes unidades de produção entraram em operação: a P-52, também no campo de Roncador e com a mesma capacidade total de produção da P-54 (180 mil bpd) e o FPSO Cidade de Vitória, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, com capacidade para produzir 100 mil barris por dia.
Além dessas três unidades, em janeiro entraram em operação o FPSO Cidade do Rio de Janeiro, com capacidade para produzir 100 mil bpd no campo de Espadarte, na Bacia de Campos, e a plataforma de Manati, no campo de mesmo nome, na Bahia, com capacidade para produzir até 6 milhões de m3 de gás por dia. Em outubro começou a produção da plataforma do Campo de Piranema, com capacidade para 30 mil barris de petróleo leve por dia, no mar de Sergipe.
Revitalização da produção terrestre
Embora mais de 80% do petróleo produzido pela Petrobras no Brasil venham dos campos marítimos, a produção terrestre também desempenhou papel importante no recorde diário alcançado pela Petrobras. A média dos campos terrestres tem oscilado em torno de 230 mil barris de petróleo por dia.
Esse volume da produção terrestre vem sendo mantido ao longo dos últimos anos, graças a novas tecnologias que a companhia vem desenvolvendo para aumentar a vida útil de campos já maduros. Além disso, a empresa prevê um crescimento considerável na produção terrestre, nos próximos anos.
Quatro novas plataformas
O ritmo de entrada de novos sistemas de produção no portfólio da companhia deverá continuar acelerado em 2008. Serão instaladas três novas plataformas de petróleo e uma de gás: Na Bacia de Campos entrarão em produção a P-51, no campo de Marlim Sul, com capacidade para produzir 180 mil bpd, a P-53, em Marlim Leste, projetada, também, para produzir 180 mil bpd e o FPSO Cidade de Niterói, no campo de Marlim Leste, com 100 mil bpd. Na Bacia do Espírito Santo, entrará em operação o FPSO Cidade de São Mateus, que produzirá gás no campo de Camarupim, projetado para produzir 10 milhões de m3 de gás por dia. É importante destacar, também, que a P-51 é a primeira plataforma inteiramente construída no Brasil.
Os campos de petróleo no Brasil
Em 1939 foi descoberta a primeira acumulação brasileira de petróleo, o Campo de Lobato, no Recôncavo Baiano (BA), que no entanto, foi considerado não comercial. Dois anos mais tarde, em Candeias, também no Recôncavo, foi descoberto o primeiro campo comercial de petróleo do Brasil. Essa descoberta foi seguida por outras no Recôncavo Baiano e depois em Sergipe e Alagoas. Em 1954, em seu primeiro ano de existência, a Petrobras contava com uma produção de 2,7 mil barris por dia, o equivalente a menos de 3% das necessidades nacionais.
Da criação da companhia, passando pela exploração em alto-mar, com a descoberta em 1968 do Campo de Guaricema (SE), até 1974, quando foi descoberto o campo de Garoupa, que foi o primeiro na Bacia de Campos (RJ), a produção subiu para 178 mil barris por dia, cerca de 29% do consumo do país. Dia após dia, a Bacia de Campos tornava-se a mais importante província petrolífera brasileira. Em 1984, a produção era de 500 mil barris por dia e representava 45% das necessidades nacionais.
A partir de 1984, com as descobertas dos campos gigantes Albacora e Marlim, nas águas profundas da Bacia de Campos, seguidos pelos também gigantes Marlim Sul, Marlim Leste, Albacora Leste, Barracuda-Caratinga e culminando com a descoberta de Roncador em 1996, a Companhia mudou de patamar, chegando em 1998 a 1 milhão de barris por dia, cerca de 58% do consumo nacional e atingindo em 2002 a produção de 1,5 milhão de barris por dia, ou seja, 85% das necessidades do mercado brasileiro.
Estratégia bem-sucedida além da Bacia de campos
O expressivo sucesso exploratório da Petrobras nos últimos anos se deve em grande parte à centralização das decisões na sede da Companhia e à mudança na estratégia exploratória, em direção a novas áreas além do núcleo produtor da Bacia de Campos.
O índice de sucesso exploratório da Petrobras mais que dobrou nos últimos três anos. Passou de 23%, em 2002, para 55%, em 2005, bem acima da média mundial de 25%. Isso significa que a companhia encontrou petróleo em mais da metade dos poços que perfurou.
Inicialmente, a companhia seguiu para o Norte e o Sul da Bacia de Campos, que já era conhecida, e, depois, para as Bacias de Santos, do Espírito Santo, Sergipe-Alagoas e outras áreas exploratórias. A estratégia deu certo. As descobertas não demoraram a aparecer: Jubarte, Cachalote e o Parque das Baleias, no norte da Bacia de Campos; Papa-Terra no sul; Mexilhão, Lagosta, Cavalo-Marinho, Uruguá e Tambaú, em Santos; Golfinho e Canapu, no Espírito Santo; Piranema, em Sergipe-Alagoas; Manati, em Camamu-Almada; e uma série de outros campos. Como resultado, a Petrobras descobriu 6,6 bilhões de barris equivalentes de petróleo (boe), dos quais 3,1 bilhões já foram provados.
Além disso, a companhia abriu novas frentes exploratórias e descobriu importantes bacias produtoras, como Santos e Espírito Santo, que terão papel importante na manutenção da auto-suficiência nacional na produção de petróleo.
Revitalização de campos maduros
A área de Exploração e Produção da Petrobras possui um programa corporativo focado na revitalização de campos maduros, o Programa de Revitalização de Campos com Alto Grau de Explotação, o Recage, isto é revitaliza campos dos que já passaram pelo pico de produção, tendo produzido por mais de dez anos. Hoje, graças ao programa, campos como os de Carmópolis, Canto do Amaro, Camorim, Dourado, Bonito e Albacora, que já haviam alcançado o pico de produção, ganham vigor novo e, em alguns casos, podem vir a totalizar produção ainda maior do que a atingida em seu ápice.
O nome dos campos de petróleo
Enchova, Marlim Sul, Barracuda, Badejo etc, são nomes que fazem parte do dia-a-dia dos trabalhadores da Petrobras. Estes, e muitos outros seres submarinos, emprestam seus nomes aos campos de petróleo da plataforma continental brasileira. Mas como essa história começou?
É no mar que a Petrobras concentra seus maiores êxitos na exploração de petróleo e, foi em 1968, com a perfuração do primeiro poço na costa do Sergipe, que surgiu o primeiro campo de petróleo com nome de peixe: o Guaricema. A escolha do nome foi do geólogo José Carlos Braga, que se inspirou no livro "Os peixes do Brasil".
A partir desta data, todos os campos da plataforma continental passavam a ser batizados com nomes de peixes. As descobertas continuaram e, no final de 1969, foi a vez de Cioba. Logo vieram Dourado, Camorim, Tigre, Arraia e Robalo, este último em 1973. As descobertas ainda eram modestas e os nomes eram escolhidos sem muito critério.
Somente a partir de 1973 foram desenvolvidas normas para a escolha dos nomes dos campos. Deveria ser de um peixe brasileiro comum na região da descoberta. Outra determinação era evitar peixes com nomes vulgares. Tantas descobertas de campos de petróleo, geraram escassez de nomes de peixes, o que levou a Petrobras a escolher seres marinhos para o batizar seus campos. Assim nasceram Estrela do Mar, Caravela, Coral, Tartaruga, Cachalote, Jubarte, Baleia Franca, entre outros.
2002
Manati (Petrobras como operadora, com Manati S.A. e Rio das Contas como parceiras): Camamu (Mar) Jubarte: Norte de Campos (Mar) Cachalote: Norte de Campos (Mar) Siri: Potiguar (Mar) Asa Branca: Potiguar (Terra)
2003
Guajá: Potiguar (Mar) Cavalo-Marinho (Petrobras como operadora, com Coplex e Norse Energy como parceiras): Santos (Mar)
2006
Azulão: Amazonas (Terra) Japiim: Amazonas (Terra) Baleia Franca: Norte de Campos (Mar) Baleia Anã: Norte de Campos (Mar) Baleia Azul: Norte de Campos (Mar) Baleia Bicuda: Norte de Campos (Mar) Golfinho: Espírito Santo (Mar) Salema-Branca: Potiguar (Mar) Mexilhão: Santos (Mar) Lagosta: Santos (Mar) Piranema: Sergipe (Mar)
2005
Abalone (Shell como operadora, com Petrobras e ESSO como parceiras): Norte de Campos (Mar) Argonauta (Shell como operadora, com Petrobras e ESSO como parceiras): Norte de Campos (Mar) Nautilus (Shell como operadora, com Petrobras e ESSO como parceiras): Norte de Campos (Mar) Ostra (Shell como operadora, com Petrobras e ESSO como parceiras): Norte de Campos (Mar) Papa-Terra (Petrobras como operadora, com Chevron como parceira): Sul de Campos (Mar) Canapu: Espírito Santo (Mar) Inhambu: Espírito Santo (Terra) Acauã: Potiguar (Terra) Jandaia: Recôncavo (Terra) Tambaú: Santos (Mar) Uruguá: Santos (Mar) Anambé: Sergipe-Alagoas (Mar)
2006
Araracanga: Amazonas (Mar) Pintassilgo: Potiguar (Terra) Jaçanã: Potiguar (Terra) Acumulação incorporada ao campo Canto do Amaro: Potiguar (Terra) Acumulação incorporada ao campo Juazeiro: Potiguar (Terra) Tangará: Recôncavo (Terra) Saíra: Espírito Santo (Terra) Tabuiaiá: Espírito Santo (Terra) Seriema: Espírito Santo (Terra) Camarupim: Espírito Santo (Mar) Carapó: Espírito Santo (Mar) Acumulação incorporada ao campo Canapu: Espírito Santo (Mar) Acumulação incorporada ao campo Golfinho: Espírito Santo (Mar) Caxaréu: Norte de Campos (Mar) Pirambu: Norte de Campos (Mar) Mangangá: Norte de Campos (Mar) Catuá: Norte de Campos (Mar) Maromba (Petrobras como operadora, com Chevron como parceira): Sul de Campos (Mar) Carapicu: Sul de Campos (Mar) Carataí: Sul de Campos (Mar) Acumulação incorporada ao campo Baleia Azul: Norte de Campos (Mar) Acumulação incorporada ao campo Marlim Leste: Centro de Campos (Mar) Acumulação incorporada ao campo Viola: Centro de Campos (Mar) Tambuatá: Santos (Mar) Carapiá: Santos (Mar) Pirapitanga: Santos (Mar) Atlanta (Shell como operadora, com Petrobras e Chevron como parceiras): Santos (Mar) Oliva (Shell como operadora, com Petrobras e Chevron como parceiras): Santos (Mar) Acumulação incorporada ao campo Mexilhão: Santos (Mar)
Bacia de Campos - A maior reserva de petróleo do Brasil
Considerada a maior reserva petrolífera da Plataforma Continental Brasileira, a Bacia de Campos tem cerca de 100 mil quilômetros quadrados e se estende do estado do Espírito Santo nas imediações da cidade de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é responsável por aproximadamente 84% da produção nacional de petróleo.
Em 2007, a Bacia de Campos completou 30 anos de produção e abriga cerca de 80% das reservas de petróleo já descobertas pela Petrobras no Brasil. Hoje em dia são extraídos diariamente cerca de 1,49 milhão de barris de óleo e 22 milhões de metros cúbicos de gás e as previsões para 2010 é que a produção aumente para 1,8 milhão de barris de óleo por dia e 34,6 milhões de metros cúbicos de gás.
No dia 21 de agosto de 2007, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo participou da cerimônia de batismo da plataforma P-54. A unidade do tipo FPSO é a segunda construída pela Petrobras, a primeira foi a P-52.
A P-52 e P-54 integram o programa de desenvolvimento do Campo de Roncador, na Bacia de Campos (RJ) e, ao atingirem o pico de atividade, acrescentarão 360 mil barris/dia à produção da Petrobras.
A exploração da Bacia de Campos começou no final de 1976, com o poço 1-RJS-9-A, que deu origem ao campo de Garoupa, situado em lâmina d`água de 100 metros. Já a produção comercial, começou em agosto de 1977, através do poço 3-EM-1-RJS, com vazão de 10 mil barris/dia, no campo de Enchova.
Por se tratarem de águas hoje consideradas rasas, as primeiras plataformas construídas eram do tipo fixas, que consistem em jaquetas assentadas no fundo do oceano. No entanto, levantamentos sísmicos de superfície, indicavam a existência de grandes estruturas favoráveis à ocorrência de petróleo em lâminas d`água superiores a 200 metros de profundidade.
Dos 55 campos existentes hoje na Bacia de Campos, 36 são considerados maduros, ou seja, já atingiram o pico de produção. Para aumentar ao máximo a vida útil dessas áreas a Petrobras aplica novas tecnologias e consegue um aumento de 3% no fator de recuperação de óleo na bacia.
Para conferir outros dados sobre a Bacia de Campos, acesse o assunto Destaques Operacionais, na área de Relações com o Investidor deste site.
A Petrobras tem cerca de 65% da área de seus blocos exploratórios offshore em profundidades de água de mais de 400 m. Em conseqüência, nos últimos anos, a empresa tem aumentado suas atividades de perfuração exploratória em águas cada vez mais profundas.
Confira abaixo o gráfico com os recordes, ano após ano, obtidos pela Petrobras em lamina d´água de poço em produção.
Saiba como evoluiu a legislação brasileira sobre petróleo
Desde o Império, o regime de exploração do petróleo no Brasil passou por diversas mudanças, mas somente em 1953, com a criação da Petrobras, a União passou a ter o monopólio da exploração e produção do petróleo.
No Brasil Imperial, o regime de exploração era o dominial: a exploração podia ser feita por quem tivesse esse direito outorgado pela Coroa. A primeira constituição republicana (1891) adotou um novo regime denominado fundiário, que manteve os direitos do proprietário, "salvo a desapropriação por necessidade ou utilidade pública, mediante indenização prévia." As minas pertenciam ao proprietário do solo, a menos que fossem estabelecidas limitações.
A Carta seguinte, de 1934, eliminou o regime fundiário. As minas e demais riquezas do subsolo passaram a ser uma propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento industrial. Esse aproveitamento, ainda que de propriedade privada, dependia de autorização ou concessão federal - restritas a brasileiros ou a empresas organizadas no País.
Três anos depois, a nova Constituição manteve o regime dominial, mas proibiu a participação de estrangeiros. A Carta de 1946 retomou o espírito do texto da Constituição de 1934, mas eliminou a participação do proprietário nos lucros, conservando apenas o direito de preferência. Essa Constituição, no entanto, não fez referência explícita ao petróleo.
Monopólio da União A Lei 2.004/53, que criou a Petrobras, definiu a política nacional do petróleo e fixou atribuições ao Conselho Nacional do Petróleo. Essa lei não fez referência explícita ao gás natural; foi usada a expressão "gases raros".
A Constituição de 1967, além da Emenda 9/69, restabeleceu o direito do proprietário de participar dos resultados da lavra e inovou ao estabelecer de forma explícita o monopólio da União na pesquisa e na lavra.
Na década de 70, por causa da vulnerabilidade brasileira diante das crises do petróleo, surgiram os "contratos de risco", cuja natureza jurídica era a de contratos de prestação de serviços, firmados entre a Petrobras e empresas privadas internacionais detentoras de tecnologia e responsáveis por atividade de exploração. Mas esses contratos, implantados em 1975, foram feitos sem fundamento legal.
Regra atual A Constituição hoje em vigor deixou clara a opção pelo regime dominial e pela concessão administrativa para exploração dos recursos minerais. No entanto, dispensou tratamento específico para o petróleo. Ela estabeleceu como monopólios da União: a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos; o refino do petróleo nacional ou estrangeiro; a importação e exportação dos produtos e derivados básicos dessas atividades; o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País; e o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem.
Os constituintes de 1988 optaram por impedir qualquer cessão ou concessão por parte da União de qualquer atividade do setor petrolífero, à exceção das atividades de distribuição. Manteve-se, assim, a possibilidade de a União, por meio da Petrobras, continuar exercendo o monopólio estatal do petróleo.
No entanto, na década de 90 houve uma mudança do texto relativo ao setor. A Emenda Constitucional 9/95 abriu a possibilidade de a União contratar empresas estatais ou privadas para a exploração e a produção de petróleo e gás natural.
Lei do Petróleo Flexibilizada a Constituição de 1988, foi aprovada a Lei 9.478/97, também conhecida como Lei do Petróleo. Além de definir a atual política do setor petrolífero, essa lei instituiu o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ela trouxe, no entanto, uma pequena diferença em relação à Constituição Federal. Enquanto esta autoriza a União a contratar a pesquisa e a lavra das jazidas, a Lei do Petróleo estabelece que a pesquisa e a lavra serão reguladas e fiscalizadas pela União e exercidas por empresas mediante concessão ou autorização. A possibilidade de contratação de terceiros prevista na Constituição recebe, na lei, tratamento de obrigatoriedade.
Além disso, a Lei do Petróleo define como propriedade do concessionário o petróleo ou gás natural extraído. Dessa forma, a lei limitou o monopólio da União na exploração e produção de petróleo e gás natural. A União ficou obrigada a assinar contratos de concessão e o produto da lavra passou a ser propriedade do concessionário.
Aconteceu - 01/12/2008 17h37
Comissão rejeita novas taxas para indústria petrolífera manter ANP
J. Batista
Jilmar Tatto: as receitas da ANP são suficientes e não precisam de novas taxas
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na semana passada o Projeto de Lei 2184/07, da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que cria taxas obrigatórias para as atividades ligadas à produção de petróleo.
Pela proposta, serão criadas taxas de autorização, registro e de fiscalização, as quais serão aplicadas anualmente à indústria de petróleo e às distribuidoras responsáveis pelo abastecimento nacional de combustíveis.
O objetivo da medida é assegurar fontes regulares de recursos para a manutenção e operacionalização das atividades da Agência Nacional do Petróleo (ANP), como estabelece a Lei 9478/97. Conforme a proposta, as contribuições serão pagas pelas empresas, inclusive o empresário individual.
Receitas suficientes Ao recomendar a rejeição da proposta, o relator, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), argumentou que as receitas da ANP (mais de R$ 3,2 milhões em 2007) são suficientes para manutenção da agência.
"Acredito que a criação de novas taxas seria um peso a mais na carga tributária, e que não reverteria para o objeto específico da função da ANP, desvirtuando a proporcionalidade do valor cobrado em contrapartida com o serviço prestado e ou fiscalizado", disse.
Na avaliação do parlamentar, a aprovação dessas novas taxas implicaria no aumento do preço final do combustível.
Tramitação O Projeto ainda será analisado pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovado em alguma dessas comissões, irá a Plenário.
Comissão aprova royalties do petróleo para setor pesqueiro
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou ontem o Projeto de Lei 1428/03, que destina ao financiamento do setor pesqueiro 5% da parcela de royalties que exceder a 5% da produção de petróleo. De autoria do deputado Benedito de Lira (PP-AL), a proposta recebeu parecer favorável do relator, José Pimentel (PT-CE).
O relator defendeu a aprovação do projeto e do substitutivo da Comissão de Minas e Energia, que retira do texto a parcela de royalties advindos da produção de petróleo em terra e destina a programas de desenvolvimento do setor pesqueiro apenas o percentual da lavra na plataforma continental.
A comissão analisou a proposta segundo sua adequação financeira e orçamentária. Segundo Pimentel, o PL não faz acréscimo nas despesas ou redução nas receitas orçamentárias federais por se tratar de vinculação de receitas já existentes. Assim, para o relator, o redirecionamento parcial da destinação dos recursos dos royalties do Ministério da Ciência e Tecnologia para a Secretaria Nacional de Aqüicultura e Pesca "não encontra vedação ou limitação expressa na legislação do ciclo orçamentário ou outras normas que regem o tema financeiro".
Tramitação A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovada pelas comissões de Minas e Energia; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Densenvolvimento Rural. O texto seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Deputado quer regra mais transparente sobre royalties do petróleo
Morisson Cavalcante
Durante a audiência, deputados comentaram decisões judiciais sobre royalties.
O deputado Júlio Cesar (DEM-PI) vai apresentar um projeto de lei para tornar mais transparente a distribuição de royalties de petróleo e de gás natural. A idéia é que a repartição de receitas seja feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e não mais pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A decisão de Júlio Cesar foi anunciada ao final de uma audiência da Comissão de Finanças e Tributação, nesta terça-feira, em que deputados criticaram a decisão da ANP de negar o pagamento de royalties de gás natural a municípios por onde o gás pronto para o consumo apenas transita.
A partir de 2002, a ANP mudou o entendimento que era adotado pela Petrobras e passou a considerar que o gás já processado e pronto para consumo não é gás natural, mas sim um derivado dessa matéria-prima. Assim, só os municípios onde há extração direta de gás na natureza fazem jus ao recebimento da compensação financeira; aqueles onde existem apenas os pontos de entrega para as concessionárias estaduais não têm direito a royalties.
Desde então, mais de 150 municípios entraram na Justiça para receber os recursos. No mês passado, 41 estavam sendo beneficiados por decisões judiciais.
Argumentos O superintendente de controle de participações governamentais da ANP, José Gutman, defendeu a postura da agência. "Enquadrar gasodutos e pontos de entrega como instalações de embarque e desembarque para fins de recebimento de royalties estaria em desacordo com Constituição. A ANP cumpre plenamente a legislação vigente e não desvirtuou de forma nenhuma o conceito de gás natural contido na lei 9478/97 e na própria Constituição", argumentou.
Porém, esse não é o pensamento dos consultores técnicos Eugênio Roberto Maia e Décio Barbosa, ex-superintendentes da ANP.
Barbosa criticou a adoção do conceito de gás processado para negar o pagamento de royalties: "O gás natural é tanto o úmido quanto o seco; é tanto o processado quanto o não processado. Então, não faz sentido dizer que só os municípios que entram em contato com o gás não processado têm direito a royalties, porque o legislador entendeu de outra forma."
Os consultores disseram que o próprio glossário da ANP chama de gás natural aquele já processado e pronto para consumo. Além disso, afirmaram que, tecnicamente, não há fundamento para considerar o gás processado como um derivado do gás natural.
Parâmetros O deputado Manoel Junior (PSB-PB), que pediu a realização da audiência, disse que vai continuar lutando para a ANP mudar o entendimento sobre o pagamento de royalties.
"Basta a ANP voltar a cumprir aquilo que a Petrobras fez durante muito tempo. Será que os técnicos da Petrobras, quando eram responsáveis por essa distribuição, eram literalmente analfabetos e não sabiam interpretar a legislação? E por que a ANP, que foi criada em 1997, passou cinco anos distribuindo royalties da mesma forma que a Petrobras e depois, apenas com uma nota técnica, desfez aquilo?"
Manoel Junior perguntou, ao representante da ANP, por que os municípios que recebem royalties por decisão judicial têm direito a menos recursos que os já reconhecidos pela agência. José Gutman alegou que as decisões judiciais determinam o pagamento conforme os parâmetros de 2002.
O deputado reclamou também dos critérios adotados pela ANP para a concessão de royalties de gás natural procedentes de exploração marinha e terrestre.
Como aplicar os recursos públicos advindos da exploração do petróleo: poupar para as gerações futuras, investir em políticas públicas voltadas para os mais pobres ou cobrir o déficit da Previdência? Essas são algumas das questões que serão debatidas no fórum Senado Debate Brasil, que em sua quarta edição pretende discutir, na quarta-feira (3) e na quinta-feira (4), os múltiplos desafios para transformar a exploração do petróleo da camada pré-sal em maior bem-estar para a sociedade brasileira.
Com programação que inclui painéis de debates e palestras de autoridades, pesquisadores e consultores, o encontro, que aborda o tema Nova Fronteira do Petróleo: Os Desafios do Pré-Sal, será aberto às 9h da quarta-feira pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves. Caberá ao doutor em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) Roberto Rigobon fazer a primeira palestra do fórum. A conferência seguinte será apresentada pela economista do Banco Mundial Nina Todorova Budina. Ela é especialista em política fiscal e monetária e estuda os desafios macroeconômicos enfrentados por países em desenvolvimento produtores de petróleo.
Os dois dias de atividades do fórum são dedicados ao tema da exploração de petróleo na camada pré-sal e à perspectiva de transformação dessa matéria-prima em fonte de riqueza nacional. Serão analisados os múltiplos desafios dessa atividade, como o tecnológico, o financeiro, os macroeconômicos e ambientais, além da distribuição de compensação financeira pela exploração do produto.
O fórum é promovido pelos seguintes órgãos do Senado: Secretaria Especial de Comunicação Social; Consultoria Legislativa; Secretaria de Coordenação Técnica e Relações Institucionais; Programa Interlegis; Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), e, ainda, pelo Ministério de Minas e Energia e pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A programação completa será desenvolvida no auditório Senador Antonio Carlos Magalhães, na sede do Programa Interlegis - Comunidade Virtual do Poder Legislativo.
Exploração de petróleo rendeu 7,5 bilhões de royalties em 2007
União, estados e municípios receberam, em 2007, cerca de R$ 7,5 bilhões como royalties pela exploração de petróleo e gás natural, em poços terrestres e marítimos. Do total, cerca de 30% ficaram com os estados e outros 30% com municípios. Do restante, a Marinha recebeu 15%, o Ministério da Ciência e Tecnologia 12% e o Fundo Especial, utilizado por estados e municípios para investimentos em políticas públicas, cerca de 8%.
O pagamento de royalties é uma compensação financeira a que estão obrigadas todas as empresas concessionárias que exploram recursos minerais, considerados bens públicos pela Constituição federal. Na exploração petrolífera, os royalties incidem sobre a produção mensal de cada campo produtor e são recolhidos mensalmente. O termo royalty, que significa "do rei", tem origem em taxas cobradas pela monarquia, na Inglaterra, sobre a caça feita em terras pertencentes à Coroa Britânica. Com a ampliação do uso da expressão, royalty passou a representar toda taxa paga pela realização de uma atividade econômica nas terras do Estado e, em sentido mais amplo, a compensação financeira para ao detentor, público ou privado, de um direito.
A legislação brasileira estabelece que o pagamento de royalties pela exploração de petróleo e gás natural equivalerá a 10% dos lucros obtidos, sendo que a distribuição dos recursos está regulamentada pelas Leis 7.990/89 e 9.478/97, cada uma estabelecendo regras para a partilha de 5% da produção dos poços petrolíferos.
Em 2007, os pagamentos de royalties ficaram assim distribuídos:
Unidade beneficiária
Valores em Reais (1.000)
Estados
2.291.236,3
Municípios
2.541.054,5
Marinha
1.153.146,1
Ministério de Ciência e Tecnologia
920.550,2
Fundo Especial
576.573,0
Dez estados receberam pagamentos de royalties do petróleo no último ano: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe, sendo que 68% dos recursos foram dirigidos ao governo fluminense. A situação se repete na partilha municipal, com a concentração dos recursos nas prefeituras do Rio de Janeiro.
Além de royalties, a legislação atual prevê outras três modalidades de participação governamental nos recursos provenientes da exploração do petróleo e gás natural: bônus de assinatura, participação especial e pagamentos por ocupação e retenção de área.
Bônus de assinatura é o montante ofertado pelo vencedor de proposta para obtenção de concessão de petróleo ou gás natural, não podendo ser inferior ao mínimo fixado pela Agência nacional do Petróleo no edital de licitação.
Participação especial é a compensação financeira estabelecida em cima do volume de produção e rentabilidade da área. O percentual é definido pelo governo federal no momento da formalização da concessão para a exploração do campo, quando se avalia a capacidade produtiva de cada poço a ser aberto. Em 2007, foram pagos cerca de R$ 7,1 bilhões em participações especiais.
Pagamento por ocupação de área é a indenização prevista nos contratos de concessão para explorações em terra, paga pelas concessionárias e regulamentadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Quando a exploração ocorre em terreno privado, está previsto pagamento de até 1% do valor da produção aos proprietários da terra.
Fonte: ANERTT/Marcílio Novaes Maxxon por Agência Senado
COMISSÕES / Educação 16/09/2008 - 11h17
Fundeb poderá receber fatia de royalties do petróleo destinada à União
A parcela de royalties do petróleo e gás natural destinada à União poderá ser majoritariamente investida no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Projeto nesse sentido, de autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde aguarda a apresentação de emendas.
O projeto (PLS 335/08) altera a Lei 9.478/97, que dispõe sobre a distribuição dos royalties correspondentes a 5% da produção dos poços petrolíferos. De acordo com a proposta de Dornelles, passarão a ser destinados ao Fundeb 25% dos royalties do petróleo e do gás natural extraídos em terra e na plataforma continental e 50% dos recursos de participação especial - tributo de percentual variável, cobrado "nos casos de grande volume de produção ou grande rentabilidade".
Pela legislação atual, esses recursos são destinados aos Ministérios da Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente e de Minas e Energia. Conforme argumentação de Dornelles, na justificação da matéria, o redirecionamento dos recursos ao financiamento da educação básica alinha-se "com as prioridades defendidas pelo governo federal e com os anseios de todo o povo brasileiro".
Ao ressaltar o papel da educação no desenvolvimento do país, o senador pelo Rio de Janeiro ressalta que o investimento no ensino básico representa a forma "mais nobre e eficaz" de aplicação de recursos públicos. O parlamentar destaca os avanços na produção brasileira de petróleo a partir da exploração da camada pré-sal e a conseqüente elevação da arrecadação sobre tais recursos. Para Dornelles, direcionar à educação a parcela dos recursos destinados à União é uma forma de assegurar a sustentabilidade do país "após a exaustão dessas reservas".
O senador lembra que a maioria dos recursos oriundos de royalties e de participação especial sobre a exploração petrolífera é destinada aos municípios e estados nos quais se localizam as bacias e poços de petróleo e gás natural, sendo prerrogativa desses entes federativos a decisão sobre o destino das verbas. Dessa forma, Dornelles propõe alterar a lei apenas na fatia sob domínio da União, dando prioridade a investimentos no Fundeb. Após exame na Comissão de Educação, a matéria será votada em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Fonte: ANERTT/Marcílio Novaes Maxxon por Agência Senado
Participações Governamentais
O que são participações governamentais?
Participações governamentais são pagamentos a serem realizados pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural, conforme previsto na Lei 9.478/97. Incluem bônus de assinaturas, royalties, participação especial e pagamento pela ocupação ou retenção de área. O Decreto nº 2.705/98 estabelece os critérios para cálculo e cobrança das participações governamentais.
Bônus de Assinatura Decreto 2.705/98 - Artigo 9o. O bônus de assinatura corresponde ao montante ofertado pelo licitante vencedor na proposta para obtenção da concessão de petróleo ou gás natural, não podendo ser inferior ao valor mínimo fixado pela ANP no edital de licitação.
Royalties Decreto 2.705/98 - Artigo 11o. Os royalties constituem compensação financeira devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural, e serão pagos mensalmente, com relação a cada campo, a partir do mês em que ocorrer a respectiva data de início da produção. Guia dos Royalties
Cálculo dos Royalties Conheça em detalhes como são feitos os cálculos dos royalties pagos mensalmente pelas empresas concessionárias e distribuídos a estados e municípios, segundo a legislação brasileira.
Consolidação das Participações Governamentais e de Terceiros
Participação Especial Decreto 2.705/98 - Artigo 21o. A participação especial constitui compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural, nos casos de grande volume de produção ou de grande rentabilidade e será paga , com relação a cada campo de uma dada área de concessão, a partir do trimestre em que ocorrer a data de início da respectiva produção.
Fiscalização de Conteúdo Local Tem como objetivo mostrar os mecanismos legais e contratuais necessários ao exercício da fiscalização e auditoria do conteúdo local de bens e serviços constantes nos contratos de concessão das Rodadas 1 a 7, assinados com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP.
Legislação Portarias ANP Consulte as Portarias ANP relacionadas com o pagamento de Royalties, Participações Especiais, Bônus de Assinatura e Participações de Terceiros (proprietários de terras).
A ANP estabelece mensalmente os preços mínimos dos petróleos produzidos em cada campo, de acordo com os critérios fixados na Portaria ANP nº 206, de 29 de agosto de 2000.
Conheça leis, decretos, portarias e resoluções do setor de petróleo, gás e biocombustíveis. Estas são as principais normas do setor:
Constituição da República Federativa do Brasil, artigo 177. Lei no 9.478/1997, que dispõe sobre a política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do petróleo, cria o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a ANP, Lei 9.847/1999, que dispõe sobre a fiscalização das atividades relativas ao abastecimento nacional de combustíveis. Decreto no 2.455/ 1998, que implanta a ANP. Decreto no 2.705/ 1998, que define critérios para cálculo e cobrança de royalties e participações especiais. Lei 11.097/ 2005, que introduziu o biodiesel na matriz energética nacional. Resoluções do CNPE.
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lançou, na internet, o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural 2008, com dados consolidados do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, nos últimos 10 anos. Entre as informações que se destacam no último ano, está o aumento do consumo dos combustíveis, sobretudo o álcool hidratado, que cresceu 51,4% em relação a 2006. Outra informação que merece atenção foi o aumento de 3,6%, das reservas provadas de petróleo que fez o Brasil avançar duas posições no ranking mundial dos países produtores, passando a ocupar o 15º lugar, em 2007. Neste ano, a produção nacional de petróleo e LGN foi de 1,833 milhões de barris/dia, alcançando resultado superavitário no comércio internacional de petróleo e derivados. As reservas de gás natural tiveram um salto de 4,9%, fechando 2007 com 365 bilhões de m³, e a produção variou 2,6% em relação a 2006, totalizando 49,7 bilhões de m³. O Anuário traz ainda dados geográficos do setor, considerando os panoramas mundial e nacional, a cadeia produtiva e a apresentação das atividades regulatórias da ANP. São seis seções, divididas em Panorama Internacional, Indústria Nacional do Petróleo, Comercialização, Biocombustíveis e Licitação de Blocos e Resoluções ANP. No glossário, estão definidos os termos utilizados, listas de fatores de conversão e de agentes econômicos que atuam na indústria brasileira de petróleo e a relação das fontes de dados consultadas na elaboração do anuário. O acesso é feito pelo endereço: http://www.anp.gov.br/conheca/anuario_2008.asp.
Fonte: Redação ANERTT/Marcílio Novaes Maxxon
Confederação Nacional do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
A Serviço do Desenvolvimento do BRASIL
A CONPETRO, representa e congrega os setores da Indústria e do Comércio de Bens & Serviços da cadeia produtiva do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis do BRASIL.
"Ética, transparência e respeito são a base da nossa relação com à sociedade".